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Pareto nos estudos: onde estão seus pontos?

Você pode passar horas aprofundando um assunto e continuar perdendo pontos em conteúdos que aparecem com frequência. A análise de Pareto nos estudos ajuda a enxergar essa diferença e a distribuir melhor o tempo disponível, sobretudo quando o edital é extenso.

Para utilizá-la, vale cruzar duas informações: o que a banca costuma cobrar e onde você ainda apresenta dificuldades. A partir daí, fica mais fácil decidir quais tópicos precisam de reforço e quais podem permanecer em manutenção.

O que Pareto tem a ver com sua preparação?

A American Society for Quality (ASQ) apresenta o diagrama de Pareto como uma ferramenta que organiza categorias em ordem decrescente de frequência ou impacto. Aplicado aos concursos, ele pode mostrar quais assuntos concentram mais questões na amostra analisada.

Entretanto, a conhecida relação 80/20 deve ser tratada como referência, não como proporção obrigatória. Alkiayat (2021) ressalta esse caráter aproximativo. Portanto, não há garantia de que estudar 20% do edital renderá 80% da nota.

Como aplicar Pareto nos estudos

Para aplicar Pareto nos estudos, selecione provas recentes da mesma banca, preferencialmente de cargos e níveis semelhantes. Depois, mantenha somente os conteúdos compatíveis com o edital de referência e evite contar questões repetidas.

Em seguida, classifique cada questão pelo tema principal, conte as ocorrências e ordene os assuntos do mais frequente ao menos frequente. O percentual acumulado representa a soma dessas ocorrências em relação ao total analisado, conforme o procedimento descrito pela ASQ.

Observe o primeiro gráfico, construído com 100 questões fictícias de Direito Administrativo:

Nesse exemplo, três dos seis temas concentram 75% das questões. Assim, eles merecem atenção especial na distribuição das revisões. Metade dos temas reuniu três quartos da cobrança, o que reforça a necessidade de analisar os dados sem forçá-los a caber no 80/20.

Como priorizar matérias com seus resultados

A frequência, sozinha, ainda deixa parte da decisão em aberto. Afinal, você pode dominar um assunto muito cobrado e precisar de reforço em outro. Por isso, para priorizar matérias, compare a incidência com seu desempenho e com o peso das questões.

O segundo gráfico apresenta um diagnóstico separado, também fictício, com 20 questões por tema:

Agentes Públicos reúne 25% da cobrança no primeiro gráfico e nove erros no segundo. Portanto, seria um candidato forte a receber blocos adicionais. Já Poderes Administrativos, embora recorrente, apresenta apenas três erros e poderia receber revisões de manutenção.

Além disso, compare taxas de erro quando as quantidades de questões forem diferentes. Dez erros em cem tentativas têm significado diferente de dez erros em vinte. Procure usar questões ainda não memorizadas e de dificuldade comparável.

Ganda e Boruchovitch (2018) descrevem a autorregulação como um processo de planejamento, monitoramento e avaliação da própria aprendizagem. Essa perspectiva oferece uma base pedagógica para ajustar prioridades conforme os resultados, sem transformar o cronograma em uma distribuição fixa.

Ajuste a semana sem abandonar o edital

Com o diagnóstico pronto, escolha poucos tópicos para reforçar no próximo ciclo. Reserve tempo para corrigir as lacunas teóricas, resolver novas questões e verificar se os erros diminuíram. Enquanto isso, mantenha contato com os assuntos já consolidados.

Contudo, considere também os mínimos exigidos, os pré-requisitos e a prova discursiva. Um conteúdo pouco frequente pode ser indispensável para compreender outro ou evitar uma eliminação. Além disso, tópicos novos no edital precisam de espaço, mesmo quando ainda não aparecem no histórico da banca.

Por fim, reavalie as prioridades ao concluir o ciclo. O tempo necessário para melhorar um assunto também deve entrar na decisão, especialmente quando a prova está próxima.

Onde a Platinum entra nessa análise

Interpretar esses dados pode ser mais trabalhoso do que montar o gráfico. Na Platinum do Estratégia Concursos, o aluno conta com acompanhamento personalizado, com coach direcionado ao seu perfil e objetivos e monitoramento das questões respondidas para apoiar o replanejamento.

Nesse contexto, o aluno pode discutir quais dificuldades merecem mais tempo e quais conteúdos precisam apenas de manutenção. Essa orientação ajuda a transformar a análise de Pareto nos estudos em decisões compatíveis com a rotina, sem depender de percentuais prontos.

Para quem estuda bastante e ainda tem dificuldade para priorizar matérias, conhecer esse acompanhamento pode ser um próximo passo útil. Clique aqui e venha estudar com a Platinum!

Conclusão

Para priorizar matérias com segurança, use Pareto nos estudos para cruzar a cobrança da banca com o próprio desempenho. Com esses dados, você pode distribuir melhor as horas, reforçar conteúdos importantes e acompanhar se os ajustes estão funcionando.

Antes de ampliar a carga de estudo, portanto, observe onde seus pontos estão sendo perdidos. Esse diagnóstico pode revelar prioridades que a simples contagem de páginas não mostra.

Referências bibliográficas

AMERICAN SOCIETY FOR QUALITY (ASQ). What is a Pareto Chart? Analysis & Diagram. Recurso técnico, s.d.

ALKIAYAT, M. A practical guide to creating a Pareto chart as a quality improvement tool. Global Journal on Quality and Safety in Healthcare, v. 4, n. 2, p. 83–84, 2021.

GANDA, D. R.; BORUCHOVITCH, E. A autorregulação da aprendizagem: principais conceitos e modelos teóricos. Psicologia da Educação, n. 46, p. 71–80, 2018.