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Conhecimento nunca cobrado

Conhecimento nunca cobrado

O artigo “Conhecimento nunca cobrado” visa analisar uma situação que, volta e meia, costuma ocorrer: a cobrança de conteúdos inéditos em concursos, como por exemplo os da banca CEBRASPE, ou de outras bancas.

Por vezes, em um edital de concurso, surge a cobrança de um Regimento Interno, ou de uma lei recente, até mesmo de uma teoria nunca explorada antes, ou pouco explorada. 

Este fato dificulta a montagem do planejamento dos estudos, e a priorização do conteúdo e disciplinas a se estudar. 

Por exemplo, a CEBRASPE cobrou definição de blockchain no concurso da SERPRO, de 2021, para Analista – Desenvolvimento de Sistemas, de maneira um pouco inédita. Já em 2026, na prova da SEDUC-PI para Professor de Informática, cobrou novamente, já de forma não tão inédita.

O presente artigo visa dar dicas quando ocorre este tipo de situação, que pode gerar um dilema.

Conhecimento nunca cobrado – Ilusão das estatísticas

Dando início à análise sobre conhecimento nunca cobrado, aborda-se a ilusão no uso das estatísticas.

É difícil utilizar estatística para planejar estudos, em assuntos inéditos. Eles ocorrem quando há mudança de banca examinadora, de perfil de cargo ou de legislação. Além disso, ocorre a limitação de análise de estatística por falta de questões e provas anteriores.

Pode haver uso de provas anteriores, para estatística, de forma equivocada. É preciso saber diferenciar baixa incidência (cair pouco) de irrelevância (falta de importância na prova).

Ademais, é bom ter em mente que o edital é a principal fonte de indicação do que estudar. A análise do edital deve vir acima da análise estatística, sempre. É bom não cair na armadilha do “isso nunca cai”.

Às vezes, um ou duas questões de um tema inédito, vai ser a diferença de quem é aprovado dentro e fora das vagas do concurso.

Conhecimento nunca cobrado -Tudo já foi novidade um dia

Continuando com a temática do conhecimento nunca cobrado, a tese é a de que tudo já foi novidade um dia.

Tudo que hoje em dia é considerado “tradicional” nos concursos públicos, já passou pela sua primeira cobrança. Tudo que é frequentemente cobrado já foi novidade um dia. Por exemplo IA e novas tecnologias, LGDP e a Nova Lei das Licitações, ou novas jurisprudências.

Quando estes temas eram novidade, houve resistência por parte dos concurseiros para estudá-los. Quem estudou no começo ganhou um diferencial, ou até mesmo aprovação em algumas provas.

As bancas pegam temas inéditos ou temas esquecidos, historicamente, para selecionar os melhores candidatos. E esses temas acabam virando novas tendências. Quem o estudou desde seu aparecimento se destaca. 

No começo eles desempatam candidatos, e depois quem não acerta questões sobre eles acaba ficando para trás.

Portanto, se antecipar em temas inéditos que se tornam temas relevantes e clássicos, pode ser uma boa pedida nos estudos para concurso público.

Priorizando estudos sem histórico

Dando seguimento ao tema conhecimento nunca cobrado, aborda-se a priorização de estudos sem histórico de provas e questões anteriores.

O objetivo de priorizar temas inéditos não é prever a prova inteira, mas reduzir riscos. O candidato deve cobrir o edital de forma inteligente, e não completa. Aceitando que parte dos estudos é para conteúdos que provavelmente não serão cobrados, mas estando preparados para caso sejam.

Para priorizar estudos de temas inéditos, é bom levar em conta o peso do assunto no edital do concurso como um todo, e também a importância dele dentro da disciplina. Também deve se considerar a relação do tema com leis novas, tendência de banca e cargo, e jurisprudências.

Assim, sem depender exclusivamente de estatística, pode se construir uma matriz de priorização de estudos de temas inéditos. Vai ajudar bastante na preparação para a prova.

Conhecimento nunca cobrado – Quando vale a pena ignorar

Finalizando o artigo “Conhecimento nunca cobrado”, em tela análise sobre quando vale a pena ignorar o assunto a ser estudado.

Nem todo assunto inédito merece o mesmo esforço, nos estudos. Alguns assuntos talvez não mereçam nenhum esforço.

Para cada assunto, é necessário analisar a estatística de cobrança e principalmente sua relação com o edital do concurso, como já analisado. Além disso, é bom ponderar sobre a complexidade do tema, e o custo-benefício de estudar aquele tema, levando em conta todo o tempo disponível e esforço necessário.

Excluir um tema inédito do radar de estudos é uma decisão que envolve um risco. Deve ser uma decisão estratégia e pensada, não apenas um palpite. A questão de um tema excluído pode ser a que vai desempatar o candidato.

Porém, muito tempo despendido em algo com pouca chance de cobrança, pode não valer a pena. É uma decisão em que todos estes fatores devem ser levados em conta.

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