Aprovado em 14º lugar no concurso da PF 2021 para o cargo de Papiloscopista (1ª fase)
“Acredito que o que fez tudo dar certo foi a consistência das práticas, pois sempre quando terminava o horário de serviço, eu me reunia com meu parceiro de estudos para cumprirmos nossa meta diária. Mesmo em dias de desânimo um não deixava o outro desistir.”
Confira nossa entrevista com Rodrigo Clemente, aprovado em 14º lugar no concurso da PF 2021 para o cargo de Papiloscopista (1ª fase):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Rodrigo Clemente: Olá, me chamo Rodrigo, tenho 32 anos, sou de Brasília-DF e formado em engenharia mecânica pela Universidade de Brasília.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Rodrigo: Meu melhor amigo, que foi padrinho do meu casamento, que o conheço desde os 12 anos de idade, estava insatisfeito com o trabalho na Secretária de Educação do DF. Ele começou a estudar para a área policial e me incentivou a estudar junto com ele.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Rodrigo: Atualmente, sou servidor da Polícia Federal da carreira administrativa, o PEC (Plano especial de cargos) PF. Ocupo o cargo de engenheiro lá. Eu criei uma rotina fixa, em que eu trabalhava, praticava exercícios, realizava tarefas domésticas e estudava regularmente todos os dias. Como ingressei nessa temporada de estudos por conta do meu amigo, nós marcávamos de fazer uma chamada on-line todos os dias para estudar. Eram normalmente de uma a duas horas de leitura individual durante o dia e mais de uma a duas horas de estudo em dupla a noite.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Rodrigo: Fui aprovado no concurso da PF de 2014 para o cargo de engenheiro em 2º Lugar de 3 vagas. Posteriormente fiz o concurso da ANAC para especialista em regulação de aviação civil em 2016, fiquei a 5 vagas do curso de formação. Em 2017 fiz o concurso do CBMDF para o cargo de oficial combatente, fiquei após 700ª posição e para oficial do quadro complementar fiquei em 10º Lugar.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Rodrigo: Nesse período a única coisa que ocupava espaço na minha cabeça é iminência do nascimento da minha filha, então nem me liguei que o Cebraspe havia divulgado o resultado. Um colega de trabalho viu meu nome na lista e me mandou uma mensagem me parabenizando.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Rodrigo: Devido à pandemia, eu e minha esposa evitamos qualquer contato e convívio social com as pessoas de fora. Minha rotina consistia em basicamente acordar, iniciar as coisas do dia, trabalhar, ir para a academia e estudar. Inclusive usei os finais de semana e feriado para os estudos, pois além do estudo para concursos eu estava finalizando a pós graduação em segurança do trabalho.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Rodrigo: Sou casado desde 2019, minha esposa também é servidora pública, ela trabalha no MPDFT. Em outubro de 2020 nos engravidamos. Minha esposa foi, em certa medida, compreensiva com o fato de eu dedicar uma parte razoável do meu tempo livre para os estudos, entretanto, em alguns momentos, talvez pelos efeitos da própria gravidez, ela manifestou saudade e necessidade de atenção.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Rodrigo: Bom, fazer outros concursos sempre contribui na jornada do concurseiro, pois isso o deixa em constante contato com o hábito de fazer provas. Confesso que quando entrei na PF, não imaginava um dia integrar a carreira policial, entretanto, após anos dentro do órgão, acabei criando interesse por algumas atividades da área fim, sem contar que a própria estrutura dos órgãos policias apresentam mais oportunidades para os integrantes da área fim do que para os da área meio.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Rodrigo: Inicialmente, eu estava estudando para o concurso da PCDF, que tem grande parte do conteúdo em comum com a prova da PF. Conforme a pandemia se agravou, o Cebraspe suspendeu a realização das provas da PCDF e o edital da PF foi publicado. Como já estava estudando para a prova da PCDF, introduzi no meu cronograma as matérias que o edital da PF trazia para o cargo de papiloscopista.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Rodrigo: Sim, se não me falha a memória, comecei a estudar em abril de 2020 para as provas da PCDF e algumas matérias do concurso da polícia legislativa do Senado Federal.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Rodrigo: Para a maior parte do conteúdo, eu usei os PDFs do Estratégia, pois tenho mais facilidade de aprender lendo e fixo melhor o conteúdo dessa forma. As exceções foram as matérias estatística e física. Para estudar estatística eu usei algumas apostilas da USP e do IME. Para o conteúdo de física, meu parceiro de estudos me deu aulas, pois ele é mestre em física.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rodrigo: Conhecia o material do Estratégia desde 2016, quando prestei concurso para ANAC, como tive um resultado muito bom, gostei do material passei a utilizá-lo.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Rodrigo: Minha estratégia seguiu os seguintes passos:
- Criar um cronograma em uma planilha do Google em que tanto eu quanto meu amigo poderíamos modificar remotamente. Nesse cronograma, tinha as matérias e o número de aulas que eu leria no dia.
- Durante as leituras das aulas, eu sempre realizava os exercícios ao fim de cada aula para fixação. Esse processo foi seguido durante a primeira leitura das aulas.
- Após realizar a primeira varredura completa no conteúdo, passamos a focar o tempo em resolução de provas e exercícios, realizamos em torno de 40 simulados, englobando o simulados para Papiloscopista da PF e agente e escrivão da PCDF.
- Nos dias em que não realizávamos simulados, nós definíamos uma meta de questões para realizar no dia, realizávamos o número de questões das matérias selecionadas.
- Sempre ao longo da resolução de simulados ou questões, nós recapitulávamos pontos chave sobre a questão analisada, formas semelhantes dela ser cobrada e alguns julgados de tribunais superiores.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Rodrigo: Minha maior dificuldade inicial foi informática, pois o nível das provas vem subindo bem ao longo dos anos e a extensão do conteúdo é consideravelmente grande.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Rodrigo: Realizamos simulados parcelados em 2 ou 3 dias, com um ritmo mais tranquilo. Também aproveitamos para ler os resumos de algumas matérias como informática e legislações especiais.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rodrigo: Pratiquei poucas vezes a sugestão de redação sugerida nos cursos de prova discursiva.
Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Rodrigo: Pratico exercícios regularmente há mais de uma década. Inclui em minha rotina os exercícios do teste físico e os realizo ao longo da semana. O mais complicado é a natação, pois é difícil conseguir uma piscina de dimensões adequadas, felizmente, na academia que frequento possui uma piscina semiolímpica.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Rodrigo: Um erro que percebi foi dedicar tempos quase iguais para todas as disciplinas. Hoje, entendo que seria muito benéfico atribuir um coeficiente proporcional ao número de questões cobradas na prova para dimensionar o tempo de cada matéria.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Rodrigo: Algumas vezes o trabalho pesou, questões familiares, oportunidades de trabalho em serviços esporádicos. Como sou engenheiro, algumas oportunidades de projeto surgiram, e como eu sabia que seria pai em um futuro breve, não recusei e acabei gastando tempo e energia na realização desses serviços. Mas acredito que o que fez tudo dar certo foi a consistência das práticas, pois sempre quando terminava o horário de serviço, eu me reunia com meu parceiro de estudos para cumprirmos nossa meta diária. Mesmo em dias de desânimo um não deixava o outro desistir.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Rodrigo: Acredito que a princípio, ajudar meu amigo, mas em seguida eu também fiquei motivado a me desafiar. Acredito que o fato de ser pai também me motivou a me dedicar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rodrigo: Meu conselho vai muito de acordo com a minha perspectiva, que é de alguém que está casado, com 32 anos, e não tem todas as horas do dia disponíveis para se dedicar aos estudos. Meu conselho é: Não tenha pressa e seja constante. Minha primeira aprovação em um concurso dentro das vagas foi em 2014, outra aprovação dentro das vagas aconteceu novamente agora em 2021. Nesse período, eu sempre me mantive estudando e aprendendo, claro, não de maneira tão organizada e constante como foi em 2020/2021, mas nesses anos todos desde 2014, eu sempre continuei realizando provas e aprendendo e fixando boa parte dos conteúdos base para concursos.
