
“[…] A aprovação é um esforço diário e constante, não como uma corrida de 100 metros, mas como uma maratona […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com GABRIEL DIAS VIEIRA, aprovado em 1° lugar no Concurso ALE-GO para o cargo de ANALISTA LEGISLATIVO – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Gabriel Dias Vieira: Olá, me chamo Gabriel Dias, sou formado em Gestão de Tecnologia da Informação e atualmente estou fazendo uma pós-graduação em Segurança da Informação. Tenho 22 anos e sou natural de Brasília.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Gabriel: Desde muito cedo, minha família me motivou a estudar para concurso público, mas eu adiei por um tempo. Enquanto isso, após o ensino médio, trabalhei com marketing e aprendi bastante, porém sempre tive um interesse pela área de Tecnologia da Informação. No entanto, a situação de fato mudou durante a minha graduação, uma vez que, conforme ia estudando, ia me apaixonando cada vez mais pela área, mas ouvia muitos relatos de como estava ficando cada vez mais difícil começar a trabalhar com TI, principalmente por conta das exigências do mercado privado e por conta da ascensão das IAs. Então, faltando cerca de pouco mais de 1 semestre para terminar a faculdade, decidi sair do emprego para focar em estudar para concurso. Não foi uma decisão fácil, mas posso dizer que o apoio da minha família e da minha namorada nessa nova jornada foram fundamentais para que eu chegasse até aqui.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Gabriel: Apenas estudava, conciliando entre as matérias do último semestre da faculdade e o estudo para concurso.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Gabriel: Graças a Deus, pude colher alguns frutos durante essa jornada:
-1º lugar como Analista de TI (especialidade de Infraestrutura) na CONAB;
-5º lugar na AGSUS e também para o cargo de Analista de TI;
-4º lugar para o cargo de Atividades Técnicas de Suporte de TI na ANPD;
E agora, enfim, consegui a aprovação para Analista Legislativo na ALE-GO.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Gabriel: Eu sempre fui uma pessoa mais “caseira”, então saía bem pouco. Quando comecei a estudar, isso ficou ainda mais intenso, pois o foco primário era a aprovação e só depois o lazer. Confesso que essa rotina pesava de vez em quando, mas afirmo que valeu muito a pena.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Gabriel: Totalmente! Como comentei anteriormente, desde muito cedo eu fui incentivado a entrar nessa jornada de concurseiro e, desde quando pensava em dar o primeiro passo, recebi total apoio da minha família, da minha namorada e dos meus amigos.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Gabriel: É difícil dizer, pois muito do que eu acumulei e apliquei neste último concurso foi fruto de várias reprovações anteriores. Toda prova feita me gerava um aprendizado diferente que podia ser aplicado na próxima. Sempre busquei usar da frustração da reprovação como combustível para entender “o que faltou?” e “onde posso melhorar?”. Acredito que tudo isso, somado ao estudo constante diário ao longo do tempo, foram fundamentais para o resultado de hoje.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?
Gabriel: Usei bastante a leitura dos PDFs para o primeiro contato com o assunto, as revisões com flashcards e, para os conteúdos que tinha mais dificuldade, as videoaulas. Mas onde eu realmente apliquei maior parte do tempo foi na resolução de questões. Fiz e refiz milhares. Cheguei num ponto que até mesmo sonhando eu estava fazendo questões.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Gabriel: Por pesquisas no Google e indicação de amigos.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Gabriel: Senti uma baita diferença, principalmente por meio da leitura dos PDFs. A didática dos professores e o direcionamento deles para mapear as tendências de cobrança fizeram bastante diferença no meu aprendizado.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Gabriel: Eu organizava tudo em uma planilha, tanto o edital verticalizado quanto a distribuição das questões por disciplina e, a partir daí, organizava a carga horária de acordo com o tempo que eu dispunha na semana. Já em relação às horas de estudo, isso variava muito. Antes de concluir a faculdade, eu direcionava cerca de 4 horas líquidas de estudo para concurso, mas depois, isso aumentou. Meu máximo, se não me falha a memória, foram 8 horas líquidas, mas de forma bem pontual e na semana anterior à prova.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Gabriel: Minhas revisões eram baseadas no quão distante estava a data da prova. Se estivesse longe, usava basicamente a revisão por questões e resolvia alguns simulados. Do contrário, aliava as questões ao uso de flashcards.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Gabriel: Foi crucial, seja para absorver concretamente o conteúdo estudado, seja para entender o padrão de cobrança da banca. Agora, em relação à quantidade de questões, eu não faço ideia, mas também não gosto de me apegar a esses números, porque acredito que seja uma estatística muito individual e cada um tem a sua. Além disso, eu tinha na minha cabeça que faria quantas forem necessárias até a aprovação.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Gabriel: Direito Constitucional e Desenvolvimento de Software foram meus calcanhares de aquiles por um tempo. A primeira porque eu, como boa parte do pessoal da área de TI, detesto direito e tenho uma dificuldade de entender o vocabulário usado nas questões. Já a segunda é um empecilho pessoal mesmo de entender as linhas de código. No entanto, para superar esses desafios, eu simplesmente peguei o caderno de questões e estudei, fazendo e refazendo várias vezes. Algumas questões até hoje não entendo, simplesmente entraram “por osmose” na minha cabeça, mas creio que há conteúdos e matérias que são assim mesmo, não tem para onde correr.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Gabriel: Com certeza foi a semana mais intensa em toda a minha jornada, principalmente pela estrutura da prova: eram 70 questões objetivas e 2 discursivas. Lembro que eu acordava cedo e ficava até tarde da noite revisando flashcards e fazendo questões, priorizando o tempo aplicado em cada questão e a revisão propriamente dita. Fiz isso até o dia que antecedeu a prova, o qual eu sempre separo para me preparar emocionalmente e organizar a estratégia de prova.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Gabriel: Creio que, ainda mais porque eram 2 discursivas valendo 10 pontos cada, desde o primeiro momento, eu me preparava para elas. Fiz um mapeamento dos assuntos no edital que seriam possíveis temas e os estudei de forma mais aprofundada ao longo dos meses. Treinei de várias formas, seja escrevendo de forma completa (focando no tempo de escrita), seja oralmente, seja mentalmente… O que importava era reservar um tempo na minha semana só para elas. De conselho, acredito que temos que ir além do conteúdo: creio que também é preciso treinar o tempo de prova, no caso, o tempo de uma escrita completa da discursiva, e melhorá-lo. Lembro amargamente que já fui eliminado de um certame justamente por causa da gestão do tempo. Por isso, aconselho fortemente a calibrar bem o tempo para cada questão discursiva principalmente por meio de simulados.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Gabriel: Erros sempre colecionamos aos montes: já estudei assuntos a mais que não tinham a menor importância para concurso por mero capricho, já deixei de lado a gestão do tempo de prova (como comentei anteriormente), já exagerei no café antes de uma prova… E creio que todos eles me ensinaram um pouco. Tenho o hábito de, na semana seguinte à prova, mapear onde eu falhei para que na próxima não se repita. E fui melhorando ao longo do tempo. Com relação aos acertos, creio que essa própria análise pós-prova foi um dos grandes. Esse juntamente com o uso de uma plataforma de estudo, como o próprio Estratégia, e a revisão por questões. Por fim, um outro baita acerto foi o acompanhamento que recebi de um mentor em meus estudos, com planejamento via planilha.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Gabriel: Desistir é sempre aquela voz tentadora em dias difíceis ou depois de provas frustrantes, no entanto, eu nunca dei ouvidos a ela e sempre buscava me lembrar do porquê que eu tinha começado: dar uma boa condição de vida para minha família.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Gabriel: Creio que duas coisas são fundamentais para todo concurseiro e que com certeza eu digo sinceramente para todos que almejam tomar posse: primeiro, a aprovação é um esforço diário e constante, não como uma corrida de 100 metros, mas como uma maratona, ou seja, um pouco de cada vez você chega lá. E segundo: evolua todos os dias, ainda que seja 1% a mais, mas evolua. E isso, depois de um tempo, vai gerar frutos surpreendentes em sua jornada.