
“[…] no fim disso tudo você vai ser recompensado, apenas continue.”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Patrick Antonny Reis Silva, aprovado no Concurso TJ-RJ para o cargo de Oficial de Justiça:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Patrick Silva: Meu nome é Patrick, tenho 35 anos, sou do Rio de Janeiro, capital, sou formado em Direito, com pós-graduação em Direito Público.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Patrick: Tive uma forte influência do meu padrasto que é servidor público. Além da estabilidade.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Patrick: Sim, eu trabalhava e estudava. Hoje, sou residente do TJ-RJ e durante os estudos para a residência eu era motorista de aplicativo e andava com materiais do Estratégia impressos dentro do porta-luvas do carro. Era comum eu pegar corridas para o Aeroporto do Galeão para justamente ficar no estacionamento estudando enquanto esperava tocar uma corrida (quem é motorista sabe que para tocar uma corrida no aeroporto demora).
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Patrick: Eu já fui aprovado em alguns, mas confesso que só considero aqueles que fui convocado:
-Residência do TJRJ;
-Oficial de Justiça do TJRJ.
Confesso que prefiro viver o presente, para mim foi uma grande conquista e estou com brilho nos olhos para continuar contribuindo para o TJ-RJ e para a sociedade, desta vez com cargo efetivo.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Patrick: Eu nunca fui de sair muito, sempre fui caseiro, mas ainda assim tive que renunciar a muitas coisas na minha vida e com a minha família. Muitas vezes deixei de sair com amigos e familiares e ouvia “você vai estudar sábado à noite? Estuda amanhã”.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Patrick: Sim, mas com ressalvas. Como disse, tenho 35 anos e durante boa parte do período fui julgado como acomodado, inerte por algumas pessoas. Contudo, meu padrasto e minha mãe sempre foram meus pilares e sempre me apoiaram.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Patrick: Para o TJRJ eu estudei antes mesmo do edital sair, em torno de 1 ano. Eu mantive a disciplina graças a uma tabela de estudos em que eu fazia as revisões em 24 horas, 7 dias e 30 dias.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Patrick: Minha preparação foi basicamente em questões e PDF. Para o Português eu utilizei videoaula. A vantagem do PDF é conseguir avançar mais rapidamente e de maneira mais clara, eu vejo a videoaula como um estudo mais lento; o lado bom é que você consegue absorver conteúdos mais difíceis na videoaula. Confesso que na videoaula eu avançava bem lentamente, mas isso foi essencial para eu conseguir absorver matérias mais densas como Português.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Patrick: Eu fazia um curso presencial e todos falavam muito bem do Estratégia. Eu pesquisei e comparei com outros e percebi que o conteúdo do Estratégia era melhor, principalmente o PDF, que era justamente onde eu conseguia avançar e absorver mais em menos tempo.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Patrick: O PDF do Estratégia foi a grande diferença para a minha preparação. Como eu disse, videoaulas não são muito úteis para mim, salvo para a matéria de Português. Com os PDFs do Estratégia eu conseguia avançar rapidamente, principalmente nas matérias do Direito.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Patrick: Montei meus planos de estudos pela tabela 24 horas, 7 dias, 30 dias. Buscava estudar 2 matérias por dia para não ficar muito maçante. Fazia 4 horas de estudo por dia, sábado fazia 2 horas e domingo era de descanso.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Patrick: As revisões eram de acordo com a tabela. Regra geral as revisões eram pelos PDFs resumidos do Estratégia. Eu só lia o PDF na íntegra novamente quando eu tinha baixa performance nas questões daquele assunto.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Patrick: As questões são extremamente importantes para você perceber onde você mais erra naquele assunto. As provas hoje não são mais decorebas como antigamente, você tem que compreender o assunto ao invés de decorar. Sendo assim, você tem que dominar o assunto e não apenas decorar; as questões servem para te mostrar onde você está falhando. A meu ver você não vai fazer uma boa prova se se basear apenas em questões e decoreba, eu já fiz isso e quebrei a cara.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Patrick: Português. Já bati muito na trave no passado por causa do Português. Um amigo meu que já foi aprovado em alguns concursos me disse que Português era um divisor de águas e se eu não estava conseguindo aprender, deveria focar em videoaula; parece que ele estava certo.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Patrick: Eu estava com uma carga de trabalho alta, isso me atrapalhou razoavelmente. Na pré-prova eu busquei não estudar, nem ter qualquer tipo de contato com revisão para não ficar ansioso. No dia da prova não pude fazer a prova de Técnico pela manhã porque tive uma etapa de avaliação psicológica na PF e ainda tive que sair da etapa da PF na Zona Sul e ir fazer a prova de Analista OJA do TJRJ em Bangu, do outro lado da cidade (mas deu absolutamente tudo certo).
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Patrick: Eu estudei a parte de discursiva do Estratégia para tentar compreender o que eu poderia encontrar pela frente. Confesso que o meu trabalho na residência ajudou na discursiva. Algo que me ajudou muito na discursiva foi sempre ter um esqueleto na mente de como iniciar a discursiva: início, meio, fim e responder cada pergunta da discursiva na ordem das perguntas (acho que isso facilita a vida do avaliador e consequentemente pode contribuir para uma nota melhor).
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Patrick: Meu principal erro foi negligenciar por muito tempo o Português. O meu maior acerto foi sempre engolir o choro e seguir em frente, ser resiliente.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Patrick: Sim, não é só o fato de não conseguir, também é o fato de ser julgado, de que você está inerte na vida enquanto todos vivem e avançam, você segue “parado”. Minha maior motivação foi sempre querer isso para a minha vida, digamos que é um projeto de vida; ou era isso ou não era nada.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Patrick: A verdade é que a regra geral é você demorar a conseguir ser aprovado e convocado. Muito provavelmente você não vai conseguir em meses. Certamente você vai ouvir piadinhas e vai acreditar que todos estão avançando na vida e você está estagnado só “estudando”. Você vai precisar ser muito resiliente porque você vai quase conseguir diversas vezes, vai desacreditar de você mesmo, e ainda assim vai ter que seguir em frente e continuar estudando, mas no fim disso tudo você vai ser recompensado, apenas continue.