
“[…] Se você tem um objetivo, procure se enxergar vivendo essa realidade antes mesmo de alcançá-la. […]”
Leia a entrevista do Estratégia Concursos com Natália Cristina dos Santos Ferreira, aprovada em 1º lugar no Processo Seletivo SESC-DF para o cargo de Odontopediatria:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Quando se formou, idade e cidade natal?
Natália Ferreira: Meu nome é Natália, tenho 32 anos e sou natural de Brasília. Formei-me em Odontologia em 2018, pela Universidade Paulista de Brasília. Sempre gostei muito de estudar, mas, inicialmente, não tinha interesse em estudar para concursos públicos. Eu acreditava que existiam outras formas de alcançar estabilidade financeira e qualidade de vida e, inclusive, tinha muito interesse em morar fora do Brasil e fiz algumas tentativas nesse sentido, que não deram certo. Com o tempo, algumas situações do mercado profissional da Odontologia começaram a me desagradar, principalmente as mudanças no mercado e a falta de estabilidade. Além disso, recebi um incentivo muito importante de uma grande amiga, Karla, que me estimulou a estudar para concursos. Como sempre gostei muito de estudar, embora não estudasse especificamente para concursos, já havia feito especializações e buscava constantemente me atualizar. Foi então que me matriculei no Estratégia e comecei minha preparação.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Desde início seu foco foi em concursos na sua área de formação?
Natália: O que me levou a estudar para concursos foi principalmente a insatisfação com algumas características do mercado profissional da Odontologia, como a falta de estabilidade e desvalorização profissional somadas ao desejo de ter uma vida profissional diferente. Desde o início, meu foco foi permanecer na minha área de formação, porque eu gosto da Odontologia e queria continuar trabalhando com aquilo de que gosto.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Natália: Eu precisava continuar trabalhando, mas reduzi bastante minha carga horária. Antes, trabalhava cinco vezes por semana e passei a trabalhar, em geral, duas vezes por semana. Em algumas semanas, especialmente no início do mês, trabalhava três vezes por semana. Isso reduziu muito meu salário, mas foi suficiente para pagar minhas contas e, principalmente, me deu o tempo necessário para estudar.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Natália: Até o momento, fui aprovada no concurso do SESC. Comecei a estudar de forma realmente focada para concursos em novembro de 2025, inicialmente para o concurso da Prefeitura Municipal de Catalão, Goiás. Não fui classificada em Catalão, mas, nessa mesma época, abriu a inscrição para o concurso do SESC, cuja prova foi em abril. Eu tinha menos de seis meses de estudo direcionado e consegui a aprovação em primeiro lugar para o cargo de Odontopediatria. Pretendo continuar estudando, porque a aprovação dá ainda mais motivação e gás para continuar.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Natália: Minha vida social ficou mais restrita aos finais de semana, mas eu não deixei de ter vida social. Acho importante também descansar a mente e relaxar para conseguir voltar aos estudos com mais disposição. Nas duas ou três semanas que antecederam a prova, porém, eu evitava sair e ficava ainda mais focada nos estudos. Até hoje mantenho esse foco.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Natália: Tenho um relacionamento sério e não tenho filhos. Minha família e meus amigos sempre me apoiaram muito durante essa caminhada. Eles me incentivaram a entrar no mundo dos concursos e também me ajudaram de forma prática, inclusive pagando inscrições de provas, me levando aos locais de prova e me acompanhando nas viagens necessárias.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Natália: Para o concurso em que consegui a classificação em primeiro lugar, estudei, em média, seis meses de forma bem focada. Para manter a disciplina, procuro sempre manter meu objetivo em mente. Sei que preciso alcançar um nível alto de conhecimento para me tornar competitiva e conseguir uma boa colocação. Então, foco no objetivo e mentalizo que vou conseguir. Antes disso, em 2022, tentei estudar para o concurso da PM de Goiás, que tinha vaga para Dentista, mas fui muito mal. Naquela época, não tinha disciplina nem um método de estudo eficaz. Essa experiência também me ensinou muito sobre a importância de ter método e constância.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Natália: Na minha primeira aprovação, priorizei os PDFs em relação às videoaulas e utilizei bastante a resolução de questões. Também usei muito o Anki. As questões que eu errava e os conteúdos que tinham maior dificuldade de memorização eram transformados em flashcards. A grande vantagem foi tornar o estudo muito ativo, porque eu ficava constantemente me testando. Estudar pelo PDF e tentar explicar a matéria para mim mesma também me ajudou muito a compreender e memorizar. Para evitar a curva do esquecimento, utilizava o Anki nas revisões. Respondia mais de 30 e, em muitos dias, mais de 40 questões, contando as revisões do Anki.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Natália: Conheci o Estratégia Concursos pelo YouTube, em 2022, quando procurava aulas para estudar para o primeiro concurso da PM de Goiás. Na época, eu não havia comprado o curso e assistia a aulas avulsas. Depois, uma amiga que já tinha sido aprovada em um concurso me indicou o Estratégia, e uma pessoa muito importante da minha família também me incentivou bastante a me matricular.
Estratégia: Adquiriu o curso regular da sua área ou o curso específico para seu concurso? Como foi seu contato com nossos professores?
Natália: Adquiri o curso regular e comprei o pacote Premium do Estratégia. Como não havia um curso específico para o concurso do SESC, fui escolhendo cursos que contemplavam as matérias do edital. O curso da Secretaria de Saúde do DF foi uma das principais bases do meu estudo, tanto para o concurso de Catalão quanto para o SESC. O preço do pacote também estava muito em conta. Meu contato com os professores foi principalmente por meio dos PDFs e das videoaulas disponíveis na plataforma.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Natália: Sim. O Estratégia me ajudou principalmente a nortear o que eu precisava estudar e a me dar o embasamento necessário para chegar a um nível forte e competitivo. Um diferencial que encontrei foi a qualidade das questões comentadas. Ter os PDFs com muitas questões e comentários didáticos facilita muito a compreensão, a memorização e o aprendizado.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Natália: Montei meu plano de estudos com um calendário que eu mesma produzi. Em geral, estudava uma matéria por dia. Quando a disciplina tinha um conteúdo menos denso, acrescentava Português como segunda matéria. Por isso, Português acabava aparecendo mais de duas vezes por semana, além de ter um dia específico dedicado à disciplina, porque era uma das matérias em que eu sentia mais dificuldade. Procurei estudar pelo menos três horas líquidas por dia. Em alguns dias conseguia chegar a cinco ou seis horas, mas minha média era de aproximadamente três horas líquidas.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Natália: Minhas revisões aconteciam principalmente por meio do Anki. Tudo aquilo que eu precisava relembrar ou que tinha maior dificuldade de memorizar eu tentava transformar em flashcards. No começo, quando a matéria voltava a aparecer no calendário que eu havia montado, também relia minhas marcações. O Anki foi muito importante porque me permitia revisar de forma ativa e evitar a curva do esquecimento.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Natália: A resolução de exercícios foi fundamental porque me ajudava a entender o que realmente precisava aprender. Assim, eu não gastava tempo demais tentando dominar detalhes muito específicos que podem ser interessantes do ponto de vista didático, mas que não costumam ser tão cobrados pela banca. Conhecer a banca e entender o que ela mais cobra faz muita diferença, e isso vem principalmente com a resolução de questões. Não consigo precisar quantas questões fiz ao todo, mas, durante os seis meses, respondi em média 30 questões por dia, além dos Ankis. Atualmente, tenho aproximadamente 1.500 flashcards no Anki.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Natália: As disciplinas em que eu tinha mais dificuldade eram Português e Matemática. Para superar essas dificuldades, priorizei essas matérias e não tive medo ou falsa modéstia de admitir que precisava começar do básico. Preferi fortalecer minha base, porque algumas coisas a gente acha que sabe, mas pode ter entendido o conceito de forma errada. Então, comecei pelas matérias mais básicas e fui percorrendo todo o conteúdo. Em Português, especificamente, eu preferia estudar por videoaulas em vez de PDF, porque percebia que aprendia melhor dessa forma.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Natália: Na semana que antecedeu a prova, mantive o foco nos estudos e intensifiquei a preparação, especialmente nas semanas imediatamente anteriores ao exame, quando também reduzia minha vida social. Minha preparação para a prova foi baseada no conteúdo do edital, na resolução de questões e nas revisões. No dia anterior, procurei manter a preparação de forma objetiva e sem tentar aprender grandes conteúdos novos, priorizando aquilo que já vinha estudando e tentando chegar à prova com a mente descansada.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Natália: No meu concurso, além da prova objetiva, houve prova curricular, prova prática e prova comportamental. Minha preparação foi feita por meio de pesquisas sobre a instituição, sobre o SESC e sobre como costumava ser esse processo seletivo. Não encontrei muitas informações sobre provas anteriores, então me concentrei principalmente no que o edital estabelecia para cada etapa. Como as orientações eram relativamente básicas, procurei entender exatamente o que era esperado e dar o meu melhor em cada uma das fases.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?Natália: Um dos meus principais erros foi ter começado utilizando o método Pomodoro e, com o tempo, ter abandonado esse método sem perceber. O celular me distraía muito e, quando eu o pegava durante os intervalos, acabava demorando para voltar ao ritmo ou para retomar exatamente de onde havia parado. Entre os meus principais acertos, considero ter escolhido o Estratégia, priorizado a resolução de questões, utilizado bastante o ChatGPT para sintetizar conteúdos e tirar dúvidas e incorporado o Anki à minha rotina de estudos.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Natália: Sim, cheguei a pensar em desistir. Porém, sempre procurava analisar a realidade que eu estava vivendo, lembrar o que havia me feito começar a estudar e pensar na perspectiva para o futuro. Esses pensamentos acabavam passando rapidamente. Minha principal motivação foi ter um objetivo claro: buscar estabilidade e construir uma vida profissional diferente da que eu tinha. Minha fé em Deus também foi fundamental. Eu acredito que Deus nos dá sabedoria quando buscamos Sua ajuda. Muitas vezes tentei estudar apenas com minha própria força e motivação e percebi que isso não era suficiente. Quando eu parava, orava, pedia ajuda a Deus e confiava que Ele tinha um bom plano para minha vida, isso me ajudava muito a continuar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Natália: Eu aconselharia quem está começando a analisar a realidade de hoje e também a perspectiva para daqui a dez ou quinze anos. O concurso público pode trazer estabilidade, segurança e uma estrutura profissional que, para algumas pessoas, faz muito sentido. É uma opção que pode ser muito interessante para quem busca esse tipo de segurança, embora não seja necessariamente o caminho ideal para todos; para algumas pessoas, empreender ou investir pode fazer mais sentido. É importante entender o próprio perfil. Também acredito que cada pessoa tem um cérebro muito potente e uma forma própria de aprender. O hábito de estudar não surge da noite para o dia, e a vida não fica necessariamente mais fácil durante a preparação. Eu aprendi isso na prática. Durante esse período, inclusive, passei pela perda de uma grande amiga, mas percebi que, quando temos um objetivo e um foco, conseguimos continuar mesmo em meio a momentos difíceis. Para mim, colocar Deus em primeiro lugar e confiar Nele foi fundamental. Quando estamos tristes, ansiosos, com medo ou até mesmo felizes e corajosos, Deus pode nos dar força, conhecimento, ferramentas e até colocar pessoas importantes no nosso caminho para nos ajudar a alcançar aquilo que buscamos.
A mensagem que deixo para quem um dia deseja chegar aonde eu cheguei é: os pensamentos do Senhor para nós são pensamentos de paz, e não de mal. Não se veja como um perdedor. Acredite que você pode vencer. Se você tem um objetivo, procure se enxergar vivendo essa realidade antes mesmo de alcançá-la: trabalhando naquele cargo, morando naquela cidade e vivendo a vida que deseja construir. Essa perspectiva pode dar mais força e motivação para estudar e continuar até conseguir.