Aprovado no concurso PEFOCE para o cargo de Médico Perito Legista em 1° lugar

“Tem uma frase que vi em algum lugar durante minha preparação para esse concurso que dizia “Nunca desista daquilo que você não passa um dia sem pensar”, e, durante minha preparação eu percebi que não havia um dia sequer em que eu não pensasse em alcançar esse cargo, foi algo realmente bem impactante e que me motivou diversas vezes quando pensei em desistir por estar nadando contra a maré com relação aos meus colegas médicos.”
Confira nossa entrevista com Rodrigo Campos, aprovado no concurso PEFOCE para o cargo de Médico Perito Legista em 1° lugar:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Rodrigo Campos: Olá pessoal, me chamo Rodrigo Campos Sales, tenho 24 anos, nasci em São Paulo capital, mas moro em Fortaleza, Ceará desde muito pequeno. Me formei em medicina pela Universidade Federal do Ceará em Maio de 2021.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rodrigo: Minha história com concursos públicos começou desde a metade da minha graduação, quando ouvi falar pela primeira vez do concurso da PEFOCE. Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de voltar a estudar matérias de colégio como Português, Informática, e conteúdos completamente novos como Direito Penal e Processual Penal, no entanto, com o passar dos anos, vi que a área pericial se tornou bastante interessante à medida em que eu a conhecia mais pela própria faculdade, séries e vivências do dia a dia.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Rodrigo: Minha preparação para o concurso foi concomitante com o final da minha graduação. Eu tive que conciliar horas de estágio obrigatório médico (internato médico) com estudos diversos ligados à área do concurso.
Um grande problema na minha preparação é que, a maioria dos médicos, ao se formarem, focam seus estudos para prestar provas para escolher sua residência médica, e, por meio dela, seguirem suas especialidades. Eu tive que seguir o caminho contrário da maioria dos meus colegas, pois, ao invés de passar horas estudando conteúdos como clínica médica, cirurgia e pediatria, eu estava me debruçando em apostilas sobre crase, concordância nominal, redes de computadores e traumatologia forense. Acredito que isso foi um divisor de águas na minha preparação, pois a partir do momento em que decidi realmente prestar o concurso tive que, de certa forma, deixar de lado a escolha da minha especialidade no momento em função de tentar um cargo público (decisão que não me arrependo).
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Rodrigo: Já havia sido aprovado em uma seleção organizada para as UPAs de Fortaleza como médico emergencista há 2 anos, o qual não pude assumir por não estar formado ainda, no entanto a proporção do concurso não se compara em conteúdo e em número de candidatos ao prestado para as perícias do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Rodrigo: Minha vida social durante a preparação consistia em sair durante os finais de semana. Podia ser com meus amigos, família ou namorada. Não deixei de lado meus momentos de lazer em detrimento do estudo, apenas nos últimos 2 meses antes das provas que reduzi bastante minha carga horária de trabalho e de saída para me dedicar completamente ao concurso.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Rodrigo: Outro fator que me auxiliou nessa escolha foi o apoio incondicional que recebi dos meus pais e da minha namorada, os quais acreditaram em mim até quando nem mesmo eu acreditava e me ajudaram a alcançar esse sonho.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado? Chegou a estudar sem ter edital na praça?
Rodrigo: Eu iniciei meus estudos voltados para a PEFOCE após o anúncio do governador que poderia haver lançamento do edital, 8 meses antes das provas e 6 meses antes do lançamento do edital, mas só comecei a me dedicar com disciplina aproximadamente 4 meses antes. Outro ponto chave na minha decisão para estudar para esse concurso foi o anúncio do edital para o ITEP-RN com provas marcadas para um período próximo da prova aqui do Ceará e com os conteúdos praticamente idênticos. Não sei se pretendo continuar estudos para concurso nessa área pericial, tendo em vista que já alcancei uma vaga em meu tão querido estado do Ceará, no entanto não descarto a possibilidade de aventar outros concursos como médico especialista.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rodrigo: Conheci o Estratégia Concursos por meio do meu primo, graduado em direito, o qual, ao saber que eu iria iniciar minha preparação para concursos, prontamente me indicou afirmando que é um dos melhores cursinhos do mercado.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Rodrigo: Em minha preparação, inicialmente, assisti diversas vídeo aulas, especialmente de português e de direito penal e processual penal, pois eram conteúdos que eu realmente tinha dificuldade e precisava formar uma base sólida de conhecimento antes de adentrar em resolução de questões e de simulados. Após alguns meses dessa forma, comecei o estudo dos pdfs, dentre os quais, se destacaram dos demais os de informática. Eles estão com uma didática impressionante e me auxiliaram a aprender um mundo completamente novo, com o auxílio dos professores Renato da Costa e Rani. Após ter visto o conteúdo como um todo foquei prioritariamente em resolução de questões de diversas provas das bancas que poderiam organizar os certames em que eu iria me preparar. Foi o meu momento de maior aprendizado, aumentando gradativamente meus índices de acerto à medida que aprendia com meus erros. Além disso, os materiais do Estratégia de medicina legal do professor Alexandre Herculano como pdfs e simulados foram fundamentais para solidificar os conhecimentos adquiridos pelos livros dos grandes autores França e Hygino Hercules. Acredito que outro diferencial, além dos materiais oferecidos, foi que durante a minha preparação eu fiz diversos “flashcards” de assuntos que eu achava pertinente e os revisei inúmeras vezes durante minha preparação, me ajudando a memorizar diversos sinais e epônimos de medicina legal, além de prazos e regras do direito processual penal.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Rodrigo: Minha organização diária de estudos era baseada em 2 a 3 assuntos por dia, com bastante resolução de questões. Fiz resumos das aulas que assisti, mas não os achei tão efetivos quanto o uso de flashcards como forma de revisão. No geral eu estudei em torno de 4 horas por dia para o concurso, mas nos 2 últimos meses antes da prova, os quais tirei para me dedicar integralmente, estudei em torno de 6 a 8 horas líquidas por dia.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Rodrigo: A matéria que tive mais dificuldade foi o português, mas é um déficit que carrego desde o colégio. Nunca tive tanta afinidade com a leitura como forma de prazer. Sempre encarei a leitura como forma de estudo e de obtenção do conhecimento, algo que me ajudou a encarar inúmeros tratados de medicina clínica e cirúrgica na faculdade, e nunca aprendi realmente no colégio os pormenores das regras gramaticais, então, reaprender português após anos sem estudo foi um desafio. A forma que utilizei para superar essa dificuldade foi redobrar o foco em questões e tentar ser o mais objetivo possível, aprendendo de forma focada o que realmente é cobrado em concursos e treinando interpretação com diversos textos de concursos anteriores.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Rodrigo: A reta final para a prova foi algo desafiador. Muito conteúdo para ser revisado em um curto espaço de tempo. Eu optei por revisar todos os dias, até em véspera das provas, no entanto não recomendo na véspera imediata, apesar de ter feito, pois me senti muito cansado durante a realização das provas.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rodrigo: Sobre o estudo da prova discursiva foquei em treinar escrita e memorização de conteúdo como forma de argumento durante os meses anteriores ao certame, algo que me ajudou bastante para estar mais seguro na hora de escrever durante a prova. Aconselho realizar treinamentos semanais e focar nas principais perguntas para cada área do conhecimento, por exemplo, traumatologia forense, é necessário saber descrever os tipos de lesões, as características dos instrumentos, formas de ação etc.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Rodrigo: Acredito que os maiores erros da minha preparação foi perder bastante tempo realizando resumos, pois tomavam muito tempo e demoravam muito para serem revisados, e a procrastinação diversas vezes com uso de celular nas redes sociais (uma praga da atualidade).
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Rodrigo: Tem uma frase que vi em algum lugar durante minha preparação para esse concurso que dizia “Nunca desista daquilo que você não passa um dia sem pensar”, e, durante minha preparação eu percebi que não havia um dia sequer em que eu não pensasse em alcançar esse cargo, foi algo realmente bem impactante e que me motivou diversas vezes quando pensei em desistir por estar nadando contra a maré com relação aos meus colegas médicos.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Rodrigo: A sensação de ver o nome na lista é indescritível. Totalmente sem palavras, é difícil acreditar que todo o esforço foi recompensado e que eu não estava errado em acreditar em um sonho que foi sendo gerado pelo esforço e dedicação diários. É espetacular saber que cada dia de estudo, cada noite mal dormida, cada vídeo aula assistida no 2x e cada pdf marcado fez parte da edificação dessa conquista.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rodrigo: O meu conselho para os meus colegas médicos que desejam seguir nesse ramo de estudo para concursos públicos é que não é algo fácil. Muitas vezes parece que estamos andando para trás e perdendo tempo, enquanto poderíamos estar dando plantões, estudando para a residência, atendendo em ambulatórios ou até mesmo estudando para nos aprimorarmos em nossa área de atuação, estamos estudando algo que diretamente não utilizaremos na nossa vida médica, mas posso dizer que tudo faz sentido quando você percebe o quanto você alcançou estudando conteúdos que há anos não foram revisitados, trazendo uma sensação de que você pode alcançar e aprender tudo que quiser, basta dedicação, constância, calma e determinação.