Aprovado no concurso TJSP no cargo de Escrevente Técnico Judiciário (Capital)
“Estudar para concurso realmente não é fácil e requer abrir mão de algumas coisas da sua vida, mas essa abdicação será por um tempo e para um bem maior. Se você escolher seguir o caminho de concurseiro, encare de verdade esse desafio, com dedicação e persistência que com certeza você alcançará o seu tão sonhado cargo público. Por fim, parafraseando o poeta: quem acredita sempre alcança. Não desistam”
Confira nossa entrevista com Lucas Luís da Silva, aprovado no concurso TJSP no cargo de Escrevente Técnico Judiciário (Capital):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Lucas Luís da Silva: Olá concurseiros, meu nome é Lucas e sou de São Paulo. Tenho 33 anos e sou formado em Eng. Florestal, pela UNESP.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Lucas: Nasci e cresci em uma família de servidores públicos, em especial da área da educação, mas nunca tive um olhar para o funcionalismo público. Depois de quase 2 anos de frustação, por não conseguir entrar na minha área de formação, consegui um cargo técnico comissionado como Eng. Florestal na prefeitura de São Paulo e me encontrei na atividade de servir ao público (risos), fornecer um serviço de qualidade àqueles que necessitam do poder público, mas cargos comissionados são muito inseguros. Então, prometi para mim mesmo que passaria em um concurso e me tornaria servidor efetivo, para ter uma melhor qualidade de vida e ter um trabalho que me proporcionasse independência e liberdade de ação (principalmente segurança), com menos influências externas.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Lucas: Depois que sai da Prefeitura de São Paulo, dediquei meu tempo exclusivamente aos estudos. Acordava cedo, tomava café da manhã e já começava a rotina de estudos.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Lucas: Já prestei muitos concursos nessa minha vida. No começo, na minha área de formação, chegando a ficar em 2º lugar em um concurso da Prefeitura de Ribeirão Pires, mas em nenhum deles fui nomeado (não tinha muito foco e o estudo era sempre já nas vésperas da prova). Foi então que resolvi mudar totalmente e comecei a estudar para tribunais, agora com a metodologia e material direcionado do Estratégia. Alguns dos concursos que fui aprovado foram TRE-SP (posição 403), TRE-PR (posição 471) e TJ-SP (posição 138 – nomeado).
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Lucas: Foi maravilhosa. É como se a ansiedade e angústia tivessem sido retiradas com a mão. Misto de alívio com dever cumprido. Tive uma ótima surpresa ao ver meu nome e nota no Diário Oficial, porque na minha folha de resposta (aquela que levamos para casa), eu marquei duas alternativas erradas, mas no gabarito oficial eu havia marcado corretamente. Esses dois pontos fizeram eu avançar centenas de posições e, posteriormente, ser nomeado já na primeira convocação (risos)
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Lucas: Sempre fui de sair bastante, principalmente aos finais de semana, mas tive que abrir mão dessa vida mais agitada para me dedicar aos estudos. Estudava de segunda a sábado e tirava o domingo para descansar, namorar, ficar com a família e amigos. Durante a semana eu era mais rígido e dificilmente saía da rotina. Acredito que a constância ajuda a manter o foco. Também exclui redes sociais para diminuir a distração.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Lucas: Namoro e até o concurso do TJ-SP eu ainda morava com meus pais. Sempre tive muito apoio de todos, até dos amigos quando eu os dispensava para ficar estudando. Não foi fácil para eles também entender essa fase de isolamento, mas até que foram bem compreensíveis.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Lucas: Acho super válido prestar outros concursos, desde que tenham alguma correlação com o seu concurso alvo, algumas matérias em comum, pelo menos. Além disso, concurso público não é só decorar o conteúdo do edital, tem toda uma questão emocional, psicológica que também precisa ser trabalhada para o grande dia da sua prova.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Lucas: Especificamente para o concurso do TJ-SP foram 3 meses de dedicação, mas eu já tinha uma boa base de algumas matérias que havia estudado para o concurso do TRE-SP, como Português, Direito Constitucional e Administrativo.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Lucas: Comecei a estudar com o edital já publicado. Após o concurso do TRE-SP, tirei umas duas semanas de descanso e depois já engatei o concurso do TJ-PR. Nem sabia que iria sair o TJ-SP, mas quando saiu o edital, pausei aquele e foquei neste.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Lucas: Quase 100% foi leitura dos PDFs, revisões e exercícios, muitos exercícios. Só recorria à videoaula quando realmente não entendia algum ponto da matéria, mas confesso que foi bem raro. Não consigo me concentrar assistindo vídeos, perco o foco e a paciência.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Lucas: Foi indicação do meu tio, que é Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, e também utilizou o material do Estratégia no concurso dele.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Lucas: Segui um planejamento de ciclo de estudos e intercalava as matérias de Direito com as demais. Estudava, cada matéria, por volta de 2h, às vezes um pouco mais, às vezes um pouco menos a depender da densidade do assunto e cronometrava as horas líquidas. Isso dava a sensação de que estava evoluindo e que não estava desviando a atenção com outras coisas. Não sou adepto de resumos (acho que gasta muito tempo), só grifava o PDF, lia as marcações nas revisões e fazia os exercícios do material. As matérias de Direito li a lei seca algumas vezes como forma de revisão, principalmente nas semanas de vésperas da prova.
Quanto à resolução de exercícios, acho que esse foi o ponto chave. Refiz os exercícios propostos nos PDfs pelo menos 2 vezes e depois fui para sites de questão e resolvia questões em sua maioria da banca. Fazia entorno de 6-7h líquidas por dia.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Lucas: Não tive dificuldade em uma disciplina específica. Acredito que todo conteúdo no início é desafiador, mas sempre trabalhei na minha mente que iria superar aquele obstáculo de aprendizagem. Depois de um tempo você acaba pegando a dinâmica da matéria e tudo flui melhor. O que levei bastante em consideração, foi quais matérias poderiam ser um diferencial para a minha aprovação. No meu concurso do TJ-SP, dei especial atenção e tempo para Raciocínio Lógico e Informática, porque são matérias que a maioria tem dificuldade e/ou negligenciam.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Lucas: Algumas semanas antes da prova eu já havia fechado o edital, estava no modo revisão só fazendo exercícios e já estava meio fatigado. Dei uma leve desacelerada nas horas líquidas diárias, mas revisei alguns artigos até minutos antes de entrar na sala no dia da prova (risos).
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, a prova de digitação. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Lucas: A prova de digitação é apenas eliminatória e, apesar do baixo histórico de reprovações, sempre dá aquele medo de não conseguir. Para essa etapa, comecei a me preparar só depois da prova objetiva. Treinava digitação 1 vez ao dia em programas disponíveis da internet, utilizando textos com o quantitativo de palavras que exigia o edital (um pouco mais até). O que pesa aqui é realmente o emocional e treinar ajuda um pouco a trazer segurança no seu desempenho.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS.
Lucas: Acho que um erro (até que comum, eu diria) foi começar a estudar com edital publicado. Se eu já não tivesse uma boa base de outros concursos, provavelmente o resultado teria sido bem diferente.
Já um acerto eu diria que foi a minha disciplina e perseverança, acreditando que o retorno uma hora viria e usar as minhas reprovações como força motriz para continuar estudando para o próximo concurso.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Lucas: O mais difícil foi trabalhar o psicológico quanto as incertezas. Incerteza de saber se conseguiria passar, se não passasse o que iria fazer depois, até quando ficaria nessa situação de “abdicar da vida” para continuar estudando… mas não pensei em desistir. Estava muito focado no meu objetivo e nos dias de “bad” procurava olhar para tudo que já tinha avançado nos estudos e todo o esforço já despendido. Gostava também de ler o depoimento de outros concurseiros para me animar rsrs.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Lucas: Saber que todo o esforço tinha um propósito maior, que é ter um trabalho que me proporcionasse qualidade de vida e pudesse de alguma forma ajudar outras pessoas.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Lucas: Primeiramente entenda o seu real desejo de se tornar servidor público, porque sem objetivos concretos a gente não vai muito longe. Estudar para concurso realmente não é fácil e requer abrir mão de algumas coisas da sua vida, mas essa abdicação será por um tempo e para um bem maior. Se você escolher seguir o caminho de concurseiro, encare de verdade esse desafio, com dedicação e persistência que com certeza você alcançará o seu tão sonhado cargo público. Por fim, parafraseando o poeta: quem acredita sempre alcança. Não desistam.