Aprovado em 4º lugar no concurso IBGE para o cargo de Agente Censitário Operacional em São Luís – MA
“Primeiramente, acredite em você. Eu consegui passar, em quarto lugar no meu estado, estudando 30 dias do zero. E eu nem tenho facilidade para aprender, mas eu acreditei que era possível e paguei o preço”.
Confira nossa entrevista com Israel Conceição Rocha, aprovado em 4º lugar no concurso IBGE para o cargo de Agente Censitário Operacional em São Luís – MA:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Israel Conceição Rocha: Sou formado em Engenharia Mecânica. Tenho 24 anos e sou de São Luís – Maranhão.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Israel: A escassez de emprego na minha área enquanto regularmente saíam oportunidades promissoras no serviço público. Não apenas as vagas em si, mas a estabilidade e as remunerações também me atraíram bastante.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Israel: Quando fui aprovado no IBGE, eu havia acabado de concluir minha faculdade. Então, consegui me dedicar quase integralmente. Apenas 2 dias da semana eu ajudava meu pai no serviço dele, das 13h às 22h. Nesses dias eu tentava estudar o máximo possível pela manhã e quando voltava, revisava alguma coisa que eu precisava gravar para a prova.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Israel: Já fui aprovado na Liquigás, em 6° lugar da ampla concorrência para o cargo de Oficial de Produção I. E no IBGE, que foi o último, em 4° lugar da ampla concorrência para o cargo de Agente Censitário Operacional – ACO.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?
Israel: Indescritível (risos). Eu não esperava ser aprovado, achei a prova muito fácil e estudei poucos dias. Imaginei então que galera ia gabaritar essa prova. A prova valia 60 pontos e eu fiz 54, mas pelo nível da prova eu acreditava que a nota de corte seria tipo 57. Então eu nem esperava ser aprovado.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Israel: Eu nem ia fazer a prova, tinha esquecido. Lembrei quando eu estava voltando de um Congresso da faculdade, o último Congresso que participei. Participei de vários, viajava com a galera, mas nesse último eu fui sozinho e estava ciente de que seria o último. Eu havia, meses antes, terminado minha última disciplina na faculdade. Apresentado o TCC. Feito estágio. Acabou. E quando eu estava no ônibus, voltando do Congresso para minha cidade, eu pensei: “O que que eu vou fazer da vida agora? Faculdade acabou e eu não tenho perspectiva nenhuma de emprego”. Aí, lembrei que estava inscrito nessa prova do IBGE.
Cheguei em casa, baixei o edital e vi que faltavam apenas 30 dias para prova. E meu último concurso havia sido há quase 2 anos. Então, eu tinha 30 dias para estudar todo o conteúdo, do zero. Mas aquela era minha única esperança de renda. Entrei de cabeça. Foram 30 dias beeem cansativos. Mas valeu a pena!
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Israel: Na época do concurso eu estava conhecendo minha atual namorada. Lembro que durante os 30 dias de estudo eu desinstalei o whatsapp, que era minha única rede social. Falei para ela que era muita coisa para estudar e eu tinha pouco tempo. Ela não gostou. Mas meu foco era a prova, não ela. Claro que eu explicava de um jeito mais amoroso (risos). E ela aceitou. Na sexta à noite eu instalava o whatsapp, nós conversávamos e no sábado à noite desinstalava. Nesse período foi assim. Eu não recebi apoio de ninguém, família e da minha atual namorada. Eles não brigavam ou coisa do tipo, mas também não apoiavam.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Israel: Depende muito. Atualmente estou focado na PF e na PCDF, que têm editais muito semelhantes. Com os adiamentos, eu estou querendo estudar para PRF, porque também estou inscrito. Mas fico com receio de não chegar no nível suficiente para passar em algum deles, por isso estou tentando manter o foco. Então depende do nível de estudo de cada pessoa (iniciante ou quem já fechou edital) e da diferença dos editais que ela quer concorrer.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Israel: Estudei por 30 dias.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Israel: Quando comecei, o edital já tinha saído há uns 2 meses.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Israel: Pesquisando na web mesmo. Vi que estava bem à frente dos concorrentes na época. Hoje outros preparatórios se destacaram. Mas com certeza o Estratégia continua sendo o maior e o que mais aprova. Gosto muito dos materiais de vocês.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Israel: Nunca gostei de videoaulas nem aulas presenciais. Gosto bem mais de PDFs. Durante toda a minha preparação só usei PDF.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Israel: Eu estudava um PDF completo por dia. E estudava a disciplina toda antes de passar para outra. Assim fui levando. Hoje eu estudaria um PDF por dia também, mas de 3 disciplinas diferentes por semana, para não ficar tanto tempo sem contato com uma disciplina.
Na época eu apenas lia o PDF e grifava. Não dava tempo de elaborar material para revisão. Eu revisava por questões e no final dos PDFs do Estratégia sempre tem muita questão. Às vezes eu relia meus grifos. Eu estudava cerca de 8 horas por dia. Infelizmente nesse período eu ainda não cronometrava meu tempo com precisão. Eu sempre resolvia umas 15 questões do PDF que eu havia estudado no dia anterior e mais 15 do PDF que havia estudado há 7 dias. Aí começava a leitura do PDF do dia. Essas resoluções de questões e a releitura dos grifos foram essenciais.
Estratégia: Você tinha mais dificuldade em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Israel: Cheguei a ter dificuldade em português. Lembro que uma vez terminei de estudar o PDF de orações subordinadas e coordenadas e fui resolver algumas questões. Comecei errando. Errei 1, 2, 3. E fui errando mais. Quando chegou lá pela oitava, eu pensei: “não é possível que eu vou errar 10 questões seguidas de um assunto que eu acabei de estudar” (risos). Adivinha?? Errei as 10 questões. Então joguei o tablet em cima da cama, morrendo de rir. E fui relaxar um pouco. Acredito que ter paciência e não se desesperar nessas horas é fundamental. Na minha prova de português, de 15 questões, acertei 13. Algumas coisas de português e de informática eu tive que decorar na marra mesmo. Tabelas e coisas do tipo.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Israel: Eu estudei até a véspera, normalmente. Estudando conteúdo novo. Do sábado para o domingo de prova eu estudei até às 4h da manhã, porque terminei o conteúdo do dia e fiz uma revisão geral. Eu pensava que era mais interessante perder sono e fazer essa revisão do que dormir. E de fato foi útil. A minha preparação foi bem atípica, pode perceber.
Atualmente minha rotina de estudos é um pouco diferente. Mas na época eu só tinha 30 dias, então tive que fazer essas coisas meio loucas. Eu fui para prova praticamente sem dormir, dormi 2 horas só. Acordei e ainda fiz mais revisão. Revisei até a hora antes da prova. E nem almocei direito. Meu foco mesmo era a prova.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Israel: O grande erro, indubitavelmente, foi ter começado o estudo bem atrasado. Os grandes acertos foram ter feito muitas questões e relido meus grifos, na medida do possível. E claro, não ter feito material de revisão, porque isso me tomaria demasiado tempo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Israel: Só tinha 30 dias para prova, então eu consegui manter a motivação. Às vezes eu estava cansado, mas eu lembrava que eu não tinha outra expectativa de renda, que eram só alguns dias e que se eu passasse seria muito bom.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Israel: Imaginava a remuneração caindo na minha conta e o que eu podia comprar com ela (risos).
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Israel: Primeiramente, acredite em você. Eu consegui passar, em quarto lugar no meu estado, estudando 30 dias do zero. E eu nem tenho facilidade para aprender, mas eu acreditei que era possível e paguei o preço. Durante esses 30 dias, eu abusei da disciplina e do autocontrole. Abri mão de muita coisa boa que eu gostaria de fazer. Valeu a pena. Então, acredite e suporte o período, às vezes se torna um sacrifício. Mas depois de aprovado, tudo vale a pena!