Aprovado em 10° lugar no concurso PRF (1° fase - provas objetiva e discursiva)

“Não parem nunca. Sejam persistentes e resilientes. Resultados negativos fazem parte da preparação de todos os aprovados. Corrijam seus erros, aprendam com eles e estudem muito”
Confira nossa entrevista com Henrique Navarro, aprovado em 10° lugar no concurso PRF (1° fase – provas objetiva e discursiva):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Henrique Navarro: Sou formado em Tecnologia em Processos Gerenciais pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS. Já cursei Engenharia Elétrica na mesma universidade, mas não concluí o curso. Tenho 34 anos, natural de Campo Grande – Mato Grosso do Sul.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Henrique: Nunca me vi em “convencionais’’, sempre admirei as carreiras policias. Quando fui na formatura de um grande amigo, de bombeiro militar, vi um vídeo deles na academia, me encantei e decidi que era algo que gostaria de fazer. Já estava descontente com o curso de engenharia. Resolvi largar tudo e entrar no mundo dos concursos.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Henrique: Quase sempre trabalhei e estudei. Eu encarava o estudo como um trabalho. Tinha hora para começar e terminar. Estuda cerca de 3 horas líquidas todos os dias e nos finais de semana cerca de 4 a 5 horas. Nessa pandemia, fiquei em home office, o que me ajudou a estudar com mais qualidade, podendo fracionar minhas horas de estudo ao longo do dia.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Henrique: Já fui aprovado em alguns concursos menores, como o Conselho Regional de Psicologia (MS) e da prefeitura de Campo Grande, ambos para cargos de nível médio, em 2011.
Fui aprovado, em 2013, para oficial da Polícia Militar de São Paulo, porém nas ultimas fases acabei sendo reprovado. Tomei posse em dois concursos, o da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul – SANESUL, em 2014, a qual trabalhei por 5 anos, e o da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, em 2019, a qual me encontro em exercício atualmente. Esses dois no cargo de Assistente Administrativo, em 3º lugar e em 42º lugar, respectivamente.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Henrique: A sensação é a de dever cumprido. É algo que, ao ver meu nome na lista dos aprovados, olho para trás, lembro de todas as renúncias que tive que fazer e posso dizer: valeu à pena.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Henrique: Não adotei atitudes radicais. Acho que estudo tem que ser algo sustentável a longo prazo. Estudava a carga horária que tinha planejado, após isso, saía, fazia algo para relaxar e desestressar, desde que não prejudicasse meus estudos no dia seguinte.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Henrique: Sou solteiro, não tenho filhos. Moro com meus pais. Tenho namorada. Quando comecei minha caminhada nos estudos, em 2010, não obtive muito apoio dos meus pais, pois havia acabado de abandonar a faculdade de engenharia elétrica, o que não os agradou muito. Porém, com o passar do tempo, meus pais perceberam que eu estava levando a sério essa vida, e, desde então, me apoiaram de uma maneira que, se não fosse por eles, não teria conseguido os resultados que obtive. Minha namorada também me deu um suporte muito importante na jornada da PRF -21. Ela abdicou de várias coisas para poder me ajudar nessa caminhada.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Henrique: Acredito que sim. É muito importante ter um aporte financeiro para poder se preparar para concursos grandes. Concursos “escadas” são instrumento para essa preparação. O concurseiro apenas tem que tomar cuidado para não ficar “atirando para todos os lados”, o que é chamado pelo Fernando Mesquita de “promiscuidade editalícia”.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso da PRF?
Henrique: Eu já tinha estudado muito para o concurso passado, em 2019. Naquela oportunidade, quase obtive a nota de corte para o MS, que foi 87 (eu fiz 84). Então, a partir do momento que foi ventilado a possível data da publicação do edital do concurso da PRF-21, voltei a focar no mesmo, cerca de 5 meses.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Henrique: Sempre estudei antes do edital. É fundamental estudar antes da publicação do edital, pois a preparação é feita com calma e com mais qualidade. Para manter a disciplina, bastava lembrar do cargo, pois era algo que sonhava. Nem sempre estava motivado, estudei várias vezes querendo dormir, sair, fazer qualquer coisa menos estudar, mas através do pensamento de que aquela “dor“ era algo passageira, conseguia me manter disciplinado e com foco.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Henrique: Usei praticamente materiais em PDF do Estratégia. Usava algumas videoaulas em casos muito específicos, quando não compreendia certos aspectos de alguma matéria.
Os materiais em PDF do Estratégia são extremamente completos, feitos em uma linguagem de fácil compreensão, além da experiência dos professores, que possuem uma didática simples e, se me permite cita-los: Marcos Girão (Trânsito) e Renan Araújo (Penal e Processo Penal) vocês são espetaculares.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Henrique: Estratégia Concursos é a maior empresa de concursos do Brasil. Conheci por meio de um amigo que me apresentou o material. Adorei a estrutura dos PDF’s e a didática das aulas.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Henrique: Eu estudava cerca de 5 a 6 matérias por vez. Não acho viável estudar todas juntas, visto que as matérias têm graus de importância maior ou menor, de acordo com o concurso. Não faço resumos e também não sou muito adepto de grifos, pois quero grifar tudo.
Eu fazia muitas questões por dia, chegando a fazer mais de 100, dependendo do dia. Isso já servia como uma revisão. Meu método de revisão, propriamente dito, era quando concluía 30% da matéria, começava a rever as aulas iniciais. Aprendi essa técnica com o coach Dudu, do Estratégia, em um vídeo que gravou. Eu montava meus cronogramas de acordo com a matérias que tinham mais relevância no edital. Após isso, ia verificando meu nível de acertos em simulados, corrigindo e adaptando meus estudos.
Para estudar a matéria de trânsito, fiz vários ‘’flash cards’’, cerca de 300. Existem vários aplicativos para smartphones que são próprios para isso. Ele é uma excelente estratégia para matérias mais ‘’ decorebas’’. Tanto é que me permitiu gabaritar a matéria de trânsito.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Henrique: Física foi a matéria mais complicada na preparação. Para poder garantir pontos preciosos dessa matéria estudei muito, vi bastante vídeos de resoluções de exercícios e resolvi várias questões.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Henrique: Reta final é o ápice do estresse. Já possuía uma rotina com exercícios físicos e meditação, o que me ajudou a diminuir o cansaço mental. Na véspera da prova, gosto de fazer uma revisão rápida de alguns aspectos. Aproveitei para reler algumas de minhas discursivas, o que me ajudou muito na prova.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Henrique: Estudei bastante discursivas. O estudo tem que ser completo. Não adianta tirar uma ótima nota da objetiva e reprovar na discursiva, o que acontece bastante. Comprei o curso de correções do Estratégia, que me serviu como parâmetro para saber se minhas discursivas estavam no caminho certo. Fiz cerca de 15 redações durante minha preparação.
Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Henrique: Já sou adepto de atividades físicas há um bom tempo. Sempre gostei de musculação e atualmente sou praticante de crossfit. Estou focado totalmente no TAF, correndo muito e me alimentando bem.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Henrique: Como acertos, diria minha disciplina nos estudos. Constância é o nome do jogo.
Como erro, acredito que poderia ter focado meus treinamentos físicos mais especificamente para os que são cobrados no TAF, visto que é uma etapa que não se pode negligenciar.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Henrique: Desistir nunca pensei, mas desanimar sim. Para seguir em frente devemos ser resilientes. Pensava que minha hora da aprovação chegaria.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Henrique: A carreira da PRF me motiva e não apenas o salário. A função exercida é de extrema importância para o país. É um cargo que almejo há muito tempo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Henrique: Não parem nunca. Sejam persistentes e resilientes. Resultados negativos fazem parte da preparação de todos os aprovados. Corrijam seus erros, aprendam com eles e estudem muito. Ah, e bebam água =D