Aprovada em 7º lugar no concurso SEFAZ DF para o cargo de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal

“Tudo de valor que desejamos construir na vida leva tempo, planejamento e esforço. Estudar para concursos é colocar um tijolinho a cada dia para construir o seu sonho. A constância é o segredo, aquele pouco por dia no final é o que faz toda a diferença.”
Confira nossa entrevista com Fernanda Zednik Garcia, aprovada em 7º lugar no concurso SEFAZ DF para o cargo de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal:
Estratégia Concursos: De onde você é? Qual é sua idade? E sua formação?
Fernanda Zednik Garcia: Sou paulista, mas moro em Fortaleza há 14 anos. Tenho 27 anos. Sou arquiteta e urbanista e mestra em arquitetura e urbanismo.
Estratégia: Você chegou a trabalhar na sua profissão? O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Fernanda: Trabalhei pouco tempo na profissão, e o pouco tempo que trabalhei foi suficiente para ver que o tempo necessário para construir uma carreira sólida na arquitetura como autônoma poderia ser maior do que o tempo de passar em um concurso. Além disso, a maioria dos escritórios não remunera bem e não assina carteira. Uma amiga arquiteta começou a falar sobre concursos da área fiscal, e eu me interessei, pois na época ambas passavam por uma desilusão por conta de um projeto que não tinha dado certo.
Estratégia: Como foi a escolha pela área fiscal? O que pesou mais para você quando teve que definir esse foco de estudo?
Fernanda: Eu soube da área fiscal por conta de uma amiga arquiteta que também tinha começado a estudar para concursos, e quando pesquisei as atribuições do cargo, foi a carreira com a qual mais me identifiquei.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Fernanda: Eu comecei a estudar para concursos pouco tempo depois que ingressei no mestrado acadêmico. Conciliei as duas atividades durante praticamente toda a preparação. Nos momentos que precisava escrever artigos para o mestrado, aliviava a carga horária dos estudos para concurso, e vice-versa.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Fernanda: Até agora fui aprovada no concurso de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal, em 7° lugar.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Fernanda: Quando comecei a estudar, havia uma seca nos concursos públicos de forma geral e isso foi muito bom para estudar de forma tranquila e sem pressão. Eu sabia que seria uma preparação de médio e longo prazo, e queria ter tempo hábil para formar uma base sólida. Quando fiz a prova da SEFAZ DF, tinha acumulado quase dois anos de preparação. A disciplina nos estudos veio com o tempo. Comecei com poucas horas diárias e conforme o tempo foi passando fui aumentando a carga horária. Consegui manter a disciplina porque queria muito sair da situação em que me encontrava, desempregada e sem muitas perspectivas na profissão. Eu sabia que o concurso público era a forma mais democrática de mostrar o meu valor e ter uma carreira estável e duradoura.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Fernanda: Por meio de outros concurseiros e das redes sociais.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? O que funcionava melhor para você? Videoaulas, PDFs, livros?
Fernanda: Utilizei um pouco de cada material. Grande parte do material de estudo eram os PDFs, mas nas matérias de exatas, informática, TI e nas matérias que tinha alguma dificuldade utilizava as videoaulas. Para revisar gostava de ver tanto as videoaulas como áudios.
Estratégia: Quantas horas por dia costumava estudar?
Fernanda: Em média 7hrs líquidas.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Fernanda: Eu estudava por meio de ciclo de estudos, desde o início da preparação. Comecei com poucas matérias e fui adicionando as demais ao longo do tempo. Sempre entendi a importância de resolver exercícios e revisar constantemente, para fixar os assuntos. Acho que os exercícios são a ferramenta mais importante de se entender o quê, de que forma e o grau de relevância dos assuntos cobrados.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Fernanda: TI, informática e estatística sempre foram desafios para mim. Procurei resolver exercícios e assistir videoaulas. Entretanto, todo concurseiro tem que entender que é impossível ter excelência em todos os assuntos. Dessa forma, é importante saber o custo benefício de aprender cada um deles. As vezes, o tempo que será despendido para aprender um assunto difícil de estatística, por exemplo, pode ser compensado estudando outras matérias mais relevantes para a prova.
Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?
Fernanda: Não tenho filhos e não sou casada. Namoro há alguns anos e moro com meus pais. Todos eles sempre me apoiaram na conquista do meu sonho, o que me ajudou muito a superar as dificuldades e os dias em que estudar não fazia tanto sentido.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Fernanda: Nunca abdiquei totalmente da vida social e do convívio com as pessoas importantes para mim. A preparação é longa e difícil e apesar de reduzir os momentos de lazer, esses momentos foram essenciais para que eu conseguisse me manter firme no longo prazo. O descanso e a convivência fazem com que o estudo seja sustentável.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionada ao concurso em que foi aprovada?
Fernanda: Estudei cerca de 3 anos e alguns meses.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados(as)?
Fernanda: A sensação é indescritível. Parece que os anos de esforço, incertezas e inseguranças enfim fazem sentido. É uma sensação de dever cumprido. Sempre parece clichê, mas tudo o que você deposita tempo, energia e expectativas uma hora traz retorno.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Fernanda: A reta final foi o momento em que me dediquei mais às revisões e aos exercícios. Os simulados também foram importantes para desenvolver estratégia de prova e segurar a ansiedade. No dia anterior à prova, acho importante guardar energias, então fiz revisões rápidas e focadas na memória de curto prazo.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Fernanda: Na preparação para discursivas escrevi o máximo que pude. A escrita constante ajuda a criar uma tranquilidade na hora de escrever e também a desenrolar caso venha uma questão inesperada ou cujo assunto não se tenha confiança. Nesse momento é importante revisar os assuntos que cairão na discursiva de uma forma mais crítica, não visando somente a decoreba, mas procurando compreender como eles podem ser explorados em prova.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Fernanda: Meu erro no início foi estudar a mesma matéria por longas horas, o que tornava o assunto cansativo e fazia com que eu perdesse o foco. Logo abandonei esse método e adotei o ciclo, com no máximo 1h30 de estudo por matéria. O maior acerto foi ter identificado que desde o início da preparação é necessário revisar e resolver questões, mesmo que você não se sinta seguro ou suficientemente maduro.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Fernanda: O mais difícil foi não saber quando a aprovação viria, se viria e em qual concurso viria. É um exercício de paciência, em que você deve viver um dia de cada vez. Nunca pensei em desistir, mas sabia que se a aprovação demorasse muito, eu ajustaria a rota para trabalhar e conciliar isso com os estudos. Nos momentos em que me sentia sem esperanças e desanimada eu tirava uns dias de descanso para colocar a cabeça no lugar.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Fernanda: Eu coloquei a minha felicidade na minha responsabilidade e assumi um compromisso comigo mesma de que perseguiria o meu sonho. Eu sabia que não poderia colocar essa responsabilidade na mão de ninguém mais.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Fernanda: Meu conselho é que tudo de valor que desejamos construir na vida leva tempo, planejamento e esforço. Estudar para concursos é colocar um tijolinho a cada dia para construir o seu sonho. A constância é o segredo, aquele pouco por dia no final é o que faz toda a diferença. A verdade é que você nunca se sente totalmente preparado, ou que sabe suficientemente todos os assuntos, essa sensação te acompanha sempre, mas não vai impedir você de passar no concurso almejado.