Aprovado em 49° lugar no concurso PC DF no cargo de Agente (vagas destinadas a cotas)

“Meu principal erro julgo ter sido em relação à revisão de conteúdos de modo desorganizado no início dos estudos, com o uso excessivo de resumos e excesso de materiais. Meu principal acerto, também está relacionado à memorização dos conteúdos, mais especificamente à inserção de Flashcards em minha preparação. Eles foram preponderantes na minha aprovação, e os considero como o principal divisor de águas em meus estudos”
Confira nossa entrevista com Carlos Santos, aprovado em 49° lugar no concurso PC DF no cargo de Agente (vagas destinadas a cotas):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Carlos Santos: Meu nome é Carlos Roberto da Silva Santos, 30 anos de idade, formado em Engenharia de Produção e sou natural de Glória do Goitá, interior de Pernambuco.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Carlos: Meu interesse por concursos públicos surgiu em 2018 quando decidi “entregar” meu emprego numa indústria de alimentos e seguir rumo ao serviço público, principalmente em busca de uma melhor remuneração e mais qualidade de vida. Fiquei por aproximadamente 1 ano me dedicando à área fiscal, porém, devido à urgência por um emprego e também à baixa oferta de vagas nos concursos dessa área, decidi redirecionar meu foco para a área policial, mais especificamente à PCDF, concurso que oferecia centenas de vagas.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Carlos: Durante esses meus 3 anos de estudos para concursos, os 2 primeiros deles foram os mais difíceis, pois não trabalhava e me cobrava excessivamente por estar apostando tudo nesse objetivo ainda que tivesse total apoio dos meus pais e me dedicasse exclusivamente aos estudos.
Já no último ano, em plena pandemia, consegui um emprego informal como professor de inglês e consegui ter mais leveza mental para me manter firme nos estudos.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Carlos: Fui aprovado em 12º no ISS Belo Jardim-PE como excedente, na Polícia Federal 2021 como excedente nas vagas destinadas aos cotistas e, por último, consegui a aprovação na PCDF 2021 para o cargo de Agente dentro das vagas, em 49º das cotas.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as) na primeira fase do certame?
Carlos: Senti uma felicidade imensa ao ver meu nome entre os classificados no concurso da PCDF por ter sido a primeira vez em que fui aprovado dentro das vagas de um concurso público. Fui tomado por uma alegria sem fim ao notar que todo o esforço estava sendo recompensado.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Carlos: Durante meus estudos eu costumava ter uma vida social equilibrada com visitas a parentes e saídas esporádicas com amigos. Não tinha uma postura radical quanto a isso, pois para mim, na vida tudo é uma questão de equilíbrio.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Carlos: Atualmente moro com minha mãe, namoro e não possuo filhos. Desde o início, tanto a família quanto a namorada entenderam e me apoiaram grandemente na caminhada tanto do ponto de vista moral e mental, quanto do financeiro.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é e se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo).
Carlos: Essa questão depende muito do candidato. No meu caso valeu muito a pena, pois, devido à urgência que tinha, redirecionei meu foco para um concurso com uma boa oferta de vagas a fim de acelerar meu ingresso no serviço público. Desde o início, meu objetivo final foi o cargo de Auditor da Receita Federal do Brasil, agora, com mais folga e tranquilidade estou retomando aos estudos para a RFB.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Carlos: Para a área policial, mais especificamente para a PCDF, estudei por aproximadamente dois anos até ter conseguido a aprovação.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Carlos: Sim, para a PCDF estudava desde junho de 2019. Conseguia manter a disciplina através de metas atingíveis, acordando cedo para começar os estudos e praticando atividades físicas quase que diariamente para distrair a mente.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Carlos: Inicialmente, estudava por pdfs, fazia questões, elaborava flashcards e quando ainda havia dúvidas eu recorria às videoaulas. Ao “bater” todo o edital foquei exclusivamente em questões (rodadas avançadas e simulados) e flashcards diariamente e nas aulas de revisões gerais no youtube.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Carlos: Conheci a partir da indicação de uma antiga amiga, e, ao aprofundar nas pesquisas, notei que se tratava do curso preparatório mais completo e eficaz do mercado.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Carlos: Para auxiliar na memorização de conteúdos de várias disciplinas simultaneamente eu aderi ao uso de Flashcards, em minha opinião esta foi a ferramenta que revolucionou meus estudos. Paralelamente a eles, as rodadas avançadas específicas para a PCDF me ajudaram muito também na revisão por questões e na elaboração de flashcards apenas para assuntos que julgava de nível médio ou difícil.
No início meus estudos eram basicamente pdfs, vídeoaulas e questões de fixação. Após atingir maturidade nos estudos, meus estudos eram basicamente flashcards e questões. Minha carga horária foi bastante variável ao longo desse período de pandemia recente, já que oscilei bastante entre momentos de extremo foco e também de desmotivação. Porém, ela girava em torno de 3-4 horas por dia, variando entre 3 ou 4 matérias.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Carlos: Inicialmente, contabilidade foi a disciplina mais chata de assimilar e estatística também por conta do conteúdo bastante extenso, embora eu fosse formado na área de exatas. No pós-edital principalmente, eu maratonava essas disciplinas, chegando a estudá-las por 3 ou 4 horas seguidamente. Essa foi a forma de tentar superar as dificuldades, dedicar mais tempo de estudo a elas.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Carlos: A última semana de estudos foi intensa, foquei exclusivamente em Flashcards e maratonas no youtube. Dei uma pausa na resolução de questões e simulados nesse último período. O mesmo ocorreu na véspera de prova, revisão e mais revisão. Estava com meus Flashcards inclusive em momentos antes de entrar na sala de prova, a fim de revisar ao máximo.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Carlos: Na parte discursiva não tive uma preparação intensiva nem específica. Cheguei a elaborar alguns textos sobre alguns principais temas no pós-edital. Já tinha em mente a estrutura dos textos a serem pedidos, e por se tratar de temas sobre atualidades, fiquei mais tranquilo. Mantive meu foco mais direcionado para a prova objetiva. Recomendo se preparar muito bem para esta fase, pois ela definirá sua classificação final no certamente, e na PF 2021, não obtive melhor classificação por ter feito uma redação às pressas e não ter treinado previamente redação sem rascunho e em tempo reduzido.
Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Carlos: Minha preparação física sempre esteve em dia, uma vez que regularmente pratico atividades dessa natureza. Encontro nos exercícios físicos uma forma de me conectar com meu corpo e aliviar mais a mente. Atualmente marco os índices para o TAF, e providencio previamente os documentos e exames a serem posteriormente solicitados.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Carlos: Meu principal erro julgo ter sido em relação à revisão de conteúdos de modo desorganizado no início dos estudos, com o uso excessivo de resumos e excesso de materiais. Meu principal acerto, também está relacionado à memorização dos conteúdos, mais especificamente à inserção de Flashcards em minha preparação. Eles foram preponderantes na minha aprovação, e os considero como o principal divisor de águas em meus estudos.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Carlos: Em desistir, jamais pensei desde que ingressei na vida de concurseiro. Porém, procurei dividir o foco e procurar um emprego para diminuir a autocobrança que vinha crescendo com o passar do tempo. A ideia de pertencer ao serviço público não era mais uma opção, mas sim, um objetivo bem definido. Para seguir em frente costumava pensar nos benefícios que o serviço público poderia me proporcionar: ajudar minha mãe, viajar pelo mundo, ter tempo para a família, dentre outros.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Carlos: A maior delas foi sempre pensar em oferecer melhores condições de vida à minha mãe, pessoa na qual me inspiro diariamente.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Carlos: Aos iniciantes, desejo constância e foco no objetivo. E, por mais árdua que seja a caminhada, mostre-se forte, pois a sensação de chegar à linha de chegada, e conseguir a aprovação, é indescritível. Quem acredita sempre alcança!