Aprovado no concurso PF para o cargo de Agente (1ª fase)
“Não é porque ninguém conseguiu que você também não conseguirá, mas se alguém conseguiu, então você também consegue. Não pare!”
Confira nossa entrevista com Augusto Silva Guerra, aprovado no concurso PF, em 85º lugar, para o cargo de Agente (1ª fase):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Augusto Silva Guerra: Olá, pessoal. Meu nome é Augusto Silva Guerra, tenho 23 anos, sou natural de Teixeira de Freitas – BA. No primeiro semestre de 2019, me formei em Agronomia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Augusto: Alguns dias antes da apresentação do meu TCC, uma colega havia me mostrado o edital de um concurso para a universidade na qual eu estudava, pois as matérias exigidas para esse concurso eram afins ao meu TCC. Ademais, abarcava as matérias que eu tive melhor desempenho ao longo do meu curso.
Sendo assim, peguei as referências bibliográficas na biblioteca da universidade e comecei a estudar. Porém, nessa época, eu ainda não sabia estudar para concurso. Nesse caso, acabei cometendo o erro de estudar cada tópico por vez. Na minha cabeça, o simples fato de compreender o que lia implicava na efetiva absorção daquela informação, o que não é verdade. Assim, acabei por não fazer revisões. Somando-se a isso, o curto período (um mês, aproximadamente) para estudar, acabei não tendo o melhor resultado (fiquei com 37 pontos, atrás dos dois primeiros colocados, cada um com 40, mas havia somente uma vaga).
Todavia, após esse resultado, eu pensei: “acho que consigo fazer isso”. Foi aí que comecei a estudar, de fé e fato, para concursos públicos. Isso foi por volta de setembro/outubro de 2019. Não sou uma pessoa com talentos, mas sabia que conseguiria estudar e, desde o primeiro dia em que tomei essa decisão, acreditei que seria possível e que em algum momento lograria êxito nessa jornada.
Decidi realizar a assinatura no Estratégia sabendo que precisaria de um material para me levar ao meu objetivo. Uma semana antes da aquisição, procurei um vídeo no YouTube do Estratégia que passava algumas informações sobre como começar a estudar e assim iniciou-se a caminhada.
No que tange a área policial, o início dos meus estudos coincidiu com um projeto do Estratégia acerca da PC DF, excelente concurso, que estava na iminência de ter o seu edital publicado. Com o passar do tempo, fui tomando mais gosto pela área, o que me permitiu focar integralmente em concursos policiais, algo que acredito que seja um grande facilitador para garantir a aprovação do candidato.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Augusto: Então, nesse caso eu tive o privilégio de apenas estudar. Ao longo dessa jornada, tive o total apoio dos meus pais, o que me permitiu focar 100% nos estudos. O fato de que meu pai era, na época, funcionário público, o permitia entender, junto com a minha mãe, o valor do estudo. Desse modo, eles não me cobraram ingressar no mercado de trabalho logo após a formação, mas me deram todo o suporte para que eu conseguisse a minha aprovação.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Augusto: Eu já havia feito alguns concursos quando mais novo. Achava que era possível chegar lá, marcar as questões e, magicamente, ser aprovado. Isso não existe.
Após começar a estudar com o Estratégia, fiz a prova da PM BA (janeiro de 2020), PRF (maio de 2021) e PF (maio de 2021), e fui aprovado nos dois últimos.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Augusto: Nossa! Essa é uma sensação indescritível, mas bem estranha. De cara, tira-se um peso imenso das costas. Bate aquela sensação de dever cumprido, os olhos enchem-se de lágrimas. É um misto de boas sensações. Entretanto, principalmente em concursos policiais, sabemos que há várias etapas. É aquela famosa frase: “o jogo só acaba quando termina”. Então a comemoração acaba sendo bem recatada, pois o jogo ainda não está ganho. Há muita água para rolar ainda, mas o sentimento é único. No começo dos estudos chega a parecer impossível, mas “do nada” aquilo se concretiza. Acho que felicidade e alívio definem bem esse momento.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Augusto: Eu, sinceramente, não acho que essa é uma conduta certa ou errada e acredito que cada um deve fazer da maneira que se sentir melhor. Mas eu abri mão da minha vida para viver a preparação. Claro que houve o fator pandemia também, mas me ausentei dos grupos de WhatsApp, desinstalei o Instagram e procurei focar 100% a minha vida para o meu objetivo. Acredito que isso acabou sendo muito importante para os meus resultados, uma vez que não dividia o meu foco, nem enchia a cabeça com outras coisas inconvenientes (para aquele momento).
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Augusto: Sou solteiro, não tenho filhos e moro com meus pais. Graças a Deus, a maior riqueza que meus pais me deram foi a educação. Não somos ricos, mas eles sempre priorizaram uma educação de qualidade para mim. Eu só fui entender que a educação mudaria a minha vida quando comecei a estudar para concurso, momento em que já havia, inclusive, concluído a graduação.
Como meus pais já entendiam bem o valor do estudo, deram total apoio ao longo da minha preparação. Eles não hesitaram em contratar um cursinho para eu estudar nem exigiram de mim trabalhar ao longo desse período. O apoio já vinha desde cedo. É tanto que meus pais sempre sugeriram que eu estudasse para concursos, mas nunca dei muita ligança. Eles chegaram a parar de falar nisso (acho que já tinham desistido), foi quando, espontaneamente, comecei a estudar.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Augusto: De modo geral, acho que o ideal é manter o foco em uma área ou em concursos com matérias afins, fazendo o máximo de provas possíveis, pois acho que isso potencializa suas chances de aprovação. Assim, acho que pode haver alguns concursos-escada que valem a pena ser feitos, mas com a ressalva de não perder o objetivo. Acredito, também, que isso é bem particular, pois vai depender da realidade de cada um.
No meu caso, estou muito empolgado e feliz com a possibilidade de tomar posse em um dos cargos para os quais fui aprovado, de modo que não me vejo, hoje, estudando para outros concursos.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Augusto: Essa pergunta acaba sendo um pouco complexa para mim, pois comecei a estudar para a PC DF (escrivão). Após a suspensão, continuei estudando para esse concurso, já que não sabia como seria a dinâmica de remarcações, mas comecei a inserir contabilidade, trânsito e física em outros horários.
Com o tempo, vi que não estava dando muito certo, pois estava ficando muito cansado e acabei tirando física. Quando saiu o edital da PC DF (agente), acabei inserindo estatística em meu ciclo, pois (com contabilidade) estava presente na PF e PC DF (agente). Após a segunda suspensão da PC DF, foquei na PF e PRF, com maior foco na PF, e após o edital da PF, acabei abandonando a PRF, pois imaginei que não fosse dar conta de ambas as provas. Mas, de modo geral, foram aproximadamente 19 meses de preparação para conquistar essas aprovações.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Augusto: De certa forma, sim. Mas o contexto foi um pouco diferente. Comecei a estudar um pouco antes de sair o edital para a PC DF (escrivão). Após a suspensão da prova, continuei estudando. Então, de modo geral, acredito que sempre estudei em pós-edital, pois foi esse o ritmo que mantive ao longo da preparação.
Ainda quando os editais da PF e da PRF não haviam saído, me esforcei para manter o ritmo elevado, uma vez que sabia que o edital estava na iminência de publicação. Quanto à disciplina, eu sempre entendi que ela seria fundamental para a minha aprovação. A motivação vem e vai, mas a disciplina te permite alcançar grandes conquistas. Eu sabia o que queria e sabia também o que deveria fazer (e fiz). Então, sabendo do meu objetivo, não foi difícil manter a disciplina.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Augusto: De modo geral, a minha preparação se baseou em PDFs. Pontualmente, utilizava vídeos, como, por exemplo, em estatística. Em contabilidade, fiz um estudo em PDF, mas assisti ao curso completo em vídeo, porque sabia a importância dessa disciplina. Além disso, cheguei a usar vídeos como forma de revisão passiva, mas nesse momento eu já tinha uma boa base de conhecimento proporcionado pelos PDFs.
Os PDFs possibilitam uma maior velocidade no avanço das disciplinas, associada ainda a uma maior retenção do conteúdo. Já os vídeos são excelentes quando a matéria ainda soa meio abstrata. Mas é sempre bom lembrar que essa foi a minha experiência e que outras pessoas podem usar métodos diferentes para chegar a um mesmo objetivo: a aprovação.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Augusto: Na época que comecei a estudar para o concurso após a minha graduação, procurei no YouTube alguns vídeos sobre legislação, dentre elas a 8.112/90. A partir daí, o algoritmo se encarregou do resto. Comecei a receber os anúncios de cursinhos, dentre eles o Estratégia. Quando decidi contratar um curso, a Corujinha estava lá. A escolha foi certeira, não me arrependo em nenhum momento de ter escolhido o Estratégia e super recomendo esse material.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Augusto: Apesar de ter passado por algumas modificações, na maior parte do período eu fazia um ciclo de 4 disciplinas por dia, com 75 minutos cada (eu tinha o dia A e o dia B, logo, possuía um ciclo com 8 disciplinas). Conseguia bater a meta até às 12h (acordava às 4h50). Esse era o momento em que eu avançava nas disciplinas.
Na parte da tarde (13h30), fazia mais 90 minutos. Nesse segundo momento, já revisava algo que sabia que era importante, como informática, fazia também alguns resumos, mas de matérias pontuais também (a própria informática é um exemplo). Depois disso, treinava para o TAF e por volta das 18h15 fazia mais 45 minutos de revisão por mapas mentais (revisando as leis) ou exercícios, como os de estatística.
Mas de modo bem geral, sempre busquei avançar na disciplina. Como entedia que a preparação seria de longo prazo, uma hora acabaria voltando naquele conteúdo. Além disso, estava o tempo todo estudando, então era natural rever a disciplina. A disciplina que saiu do ciclo em um momento logo retornaria no lugar de outra. Sempre gostei bastante dos simulados também, pois eles me indicavam os pontos fortes e fracos e acabavam por direcionar as disciplinas, mostrando quais eu deveria priorizar e assim por diante.
Foquei bastante em teoria, sendo que fazia apenas os exercícios dos PDFs (além dos simulados). Inclusive, às vezes os repetia. Lia a lei seca com menos intensidade, mas sempre fazia mapas delas com pontos que achava importantes. Nos mapas eu conseguia decorá-las com maior facilidade. Então eu estudava de segunda a sábado nesse ritmo. No sábado a tarde fazia simulados (incluindo a redação) e no domingo de manhã, os corrigia completamente. Domingo a tarde era a folga. O segredo não está em como fazer, mas em fazer. A partir daí, você ajusta os pontos fracos e corrige as falhas.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Augusto: No começo, sentia dificuldade no direito, pois não sou dessa área (me formei em Agronomia). Mas com o passar o tempo, essas disciplinas foram ficando mais tranquilas. Do mesmo modo, no começo, contabilidade era assustadora, mas com o tempo acabou se tornando um ponto forte. O que aprendi com isso foi que a novidade é sempre difícil, mas se eu permanecesse na missão, uma hora superaria aquilo. Foi assim com redação, pois sempre fui muito ruim de escrever, mas reconheci a minha limitação e trabalhei em cima dela. Acabei pontuando bem na PF (12,20/13). Então a superação veio por meio da persistência.
Já o português sempre foi terrível e foi assim até o dia da prova. Você tem que estudar, fazer questões, simulados. A sensação é de não saber nada, mas acaba dando certo.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Augusto: O meu ritmo de estudo, por conta dos adiamentos da PC DF e por saber que os editais da PF e PRF estavam próximos da publicação, sempre foi de pós-edital. É tanto que, quando os editais da PF e da PRF saíram de fato, eu não mudei o ritmo. A única coisa que mudou foi que inseri mais questões para fazer nas semanas que antecederam a prova. No momento em que aconteceu mesmo a prova foi quando, pela primeira vez, senti um desgaste com os adiamentos, pois achei que fosse adiar novamente. Já estava planejando uma semana de folga, mas as provas acabaram acontecendo. Já na véspera, assisti às revisões de véspera. Na PRF foi fundamental para mim, pois ganhei muitas questões, principalmente em física. Por esse motivo, repeti a dose na PF.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Augusto: Logo que comecei a estudar, vi os professores do Estratégia falando sobre a importância da redação, pois há alguns casos de pessoas que vão muito bem na objetiva e são eliminadas na discursiva. Eu já sabia que era ruim na redação, pois nunca tirei mais de 600 no ENEM. Desse modo, a minha estratégia foi assistir aos vídeos da professora Janaína Arruda. Além disso, contratei um pacote de correção com ela. Aprendi a fazer o esqueleto e o conteúdo você aprende ao longo da preparação. Tirar 12,20 de 13 na PF me mostrou que o preparo foi adequado.
Aos que não são tão bons em redação, como eu, sugiro que se preparem do mesmo modo. As pontuações em concursos, principalmente nas posições finais, são muito apertadas. Fazer uma boa redação pode te permitir ganhar muitas posições. Em sentido contrário, aquele que a negligencia pode cair nessa etapa.
Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Augusto: Comecei a treinar para o TAF logo que comecei a estudar. Hoje, posso dizer que consigo bater os índices, mas é bem apertado, principalmente a corrida da PRF (2.300 m/12 minutos) e a natação da PF, pois só comecei a me preparar recentemente.
Mas, de modo geral, está fluindo bem. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. No que tange a documentação, estou correndo atrás de tudo isso para que possa correr tudo bem também, principalmente no que tange aos exames médicos, que são muitos.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Augusto: A meu ver, se houve erros, não os identifiquei, pois, desde o começo, utilizei um bom material para me preparar e levei muito a sério o meu estudo. Sabia que isso mudaria a minha vida e não queria enganar a mim mesmo.
Por outro lado, entendo como um grande acerto a constância e disciplina empregada por mim nos estudos. Fazer todos os dias o que tem que ser feito é o caminho que te levará à aprovação. Acrescento ainda o fato de entender o concurso como um projeto de longo prazo. Quando você entende isso, as coisas ficam mais tranquilas.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Augusto: Graças a Deus, tive a cabeça muito boa nesse período. Apesar de ter passado por uma dificuldade pessoal, nunca pensei em desistir. Quando entendi que a educação e o estudo mudariam a minha vida, foquei no meu objetivo completamente. Eu não tinha plano B. Me propus a estudar até conseguir o que queria. Ainda não é o fim, há outras etapas, mas alcancei uma vitória importante. Aos demais, eu digo que você deve focar no seu objetivo. Se é algo que você quer, não desista. Seja disciplinado, se apegue a Deus e siga na missão.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Augusto: Sempre há várias motivações, mas acredito que a principal, aquela que me fez sentar e estudar, foi o desejo de ter uma vida digna.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Augusto: Se você quer algo, vá em busca disso. O processo é lento, é longo, muitas vezes é solitário, mas faz parte da vida. Não há nada grandioso sendo conquistado com pouco esforço. Dedique-se ao máximo ao que você quer, não adie os seus sonhos. O tempo vai passar de qualquer maneira, seja brincando, seja estudando. Onde você quer estar daqui a 5 ou 10 anos? Seja disciplinado, faça o que tem que ser feito. O simples dá certo. Você só precisa de disciplina e constância. Coloque Deus na frente que ele te abençoará e uma hora você conseguirá. Não é porque ninguém conseguiu que você também não conseguirá, mas se alguém conseguiu, então você também consegue. Não pare!