Aprovado no concurso PF 2021 no cargo de Agente (1ª fase)
“Corra atrás dos seus sonhos com todas as suas forças. Sempre acredite em si mesmo. Nunca deixe uma tempestade te abalar. A vida é somente uma, aproveite-a, faça aquilo que tem vontade agora, não deixe para depois, caso contrário poderá ser tarde demais”
Confira nossa entrevista com Anderson Martins Duarte, aprovado no concurso PF 2021 no cargo de Agente (1ª fase):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Anderson Martins Duarte: Sou de Araújos-MG, tenho 25 anos e me formei em Engenharia Civil em 2018.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Anderson: Devido à instabilidade do País, principalmente após o escândalo da operação que ficou conhecida como “Lava Jato”, a área de Engenharia Civil ficou muito fragilizada, sem muitas oportunidades de emprego. Então decidi buscar outros caminhos em vez da iniciativa privada. Uma alternativa era entrar para o mundo dos concursos públicos que, além da estabilidade, oferece bons salários e cargos respeitosos.
Inicialmente, comecei a estudar para concursos da área de Engenharia Civil, pois gostaria de prosseguir na minha profissão. No entanto, havia poucos editais com boas remunerações, além da pequena quantidade de vagas oferecidas. Então comecei a pesquisar sobre as principais áreas de concursos públicos para ver qual me identificava mais. Escolhi a área policial por gostar das matérias e das atribuições dos cargos e, também, pelo compromisso de ajudar a sociedade, oferecido por esses órgãos tão respeitosos e admirados.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Anderson: Desde o início da minha preparação, em 2018, já no último ano da faculdade, eu tive que conciliar trabalho e estudos, pois trabalhava o dia inteiro. Estudava no horário de almoço e à noite, de segunda à sexta, e quase o dia inteiro no sábado e domingo.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Anderson: Nunca tinha sido aprovado em nenhum concurso público. Só havia passado perto. O primeiro foi esse da Polícia Federal, para o cargo de Agente. De mais de 222 mil inscritos, consegui ficar em 410º. Porém, como foram oferecidas 669 vagas, logrei êxito em ser aprovado.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Anderson: Foi a melhor sensação da minha vida. Não consegui acreditar. Olhava várias vezes para ter certeza de que o meu nome estava ali, no Diário Oficial da União. Foi nesse momento que percebi que todo o meu esforço valeu a pena. Faria tudo novamente para vivenciar tudo isso de novo.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Anderson: No início, eu fui um pouco radical. Abdiquei totalmente da minha vida social, me afastando de todo mundo. Mas depois percebi que isso estava me prejudicando e que podia conciliar os estudos ao convívio com a família, amigos e namorada, sem exagerar, é claro. Meus horários de folga eram no sábado à noite e no domingo à noite, em que procurava ficar junto à minha família, à minha namorada ou sair com meus amigos.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Anderson: Sou solteiro e não tenho filhos, apenas namoro. Ainda moro com os meus pais. Os meus familiares mais próximos sempre me apoiaram. Em casa, a melhor forma que meus pais acharam de me apoiar foi acreditando em mim e sempre me incentivando, além de tentarem manter o máximo de silencio possível, para que meus estudos fluíssem.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Anderson: O concurso da Polícia Federal era o meu objetivo final, era o concurso dos meus sonhos. Minha estratégia era passar em concursos menores, fazendo a famosa “escada”. Mas como passei primeiro na PF, ao entrar em exercício, vou encerrar a minha carreira como concurseiro. No entanto, como ainda restam algumas fases do concurso, vou continuar estudando, como garantia, para o DEPEN e para as duas provas da PC-DF, que são concursos que eu já estou inscrito.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Anderson: Eu estudei 3 anos no total. Primeiro estudei para a área de Engenharia Civil, cerca de 1 ano. Depois migrei para área policial, a qual estudei por 2 anos. Porém, especificamente para o concurso da PF, em que fui aprovado, foram 9 meses mais ou menos.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Anderson: Sim. Eu estudava como se o edital já estivesse saído. Eu nunca tive uma preparação diferente para períodos de pré-edital e de pós-edital. Para mim, isso não funcionava. Sempre me esforcei o máximo em todos os momentos da minha preparação.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Anderson: Estudava primeiramente pelos PDFs. Caso ficasse com dúvida em alguma matéria ou não absorvesse direito o conteúdo, eu partia para as videoaulas. Ambos têm seus benefícios. Os PDFs são mais completos e mais rápidos de estudarem. Já as videoaulas tinham a didática própria do professor, ou seja, saber passar o conteúdo para o aluno do modo mais claro possível, o que ajudava bastante em dúvidas que os PDFs não solucionavam.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Anderson: Conheci quando uma pessoa da minha cidade foi aprovada no concurso do Tribunal de Contas de Minhas Gerais, estudando pelo material do Estratégia Concursos. Então não tive dúvidas em adquirir o material.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Anderson: Existem dois momentos de estudos: o primeiro é quando se estuda o edital pela primeira vez, conciliando estudos com revisões; o segundo é quando se acaba todo o edital, em que só resta revisar aquilo que já foi visto. No primeiro caso, eu usei um método em que eu chamava de 5.2, um pouco parecido com o método 4.2, do professor Rafael Barbosa. Nesse método, eu estudava a teoria de segunda a sexta e revisava aos sábados e domingos. Conforme a teoria ia acabando, eu reservava mais dias da semana para revisões, além dos sábados e domingos. Já no segundo caso, quando eu acabava de estudar todo o edital, só me restava revisar. Assim, eu intercalava as revisões com mapas mentais e resumos feitos pelos professores, com as minhas marcações nos PDFs e com muitas questões.
Ademais, eu estudava cerca de 6 matérias por dia, reservando 1 hora para cada. Assim, eu conseguia estudar em média 6 horas líquidas por dia, de segunda à sexta. Já nos sábados e domingos, eu fazia de 8 a 10 horas líquidas. Em relação ao meu plano de estudos, eu dividia a quantidade de aulas por matéria de maneira proporcional aos meus horários, de modo que conseguia fechar o edital, já na fase de revisões, em 4 ou 5 semanas.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Anderson: As matérias mais difíceis que achei foram estatística e contabilidade, apesar de ser da área de exatas, pois sou formado em Engenharia Civil, e já trabalhar na área de contabilidade há 15 anos. Acho que isso dá uma noção do peso dessas duas disciplinas, que colocam medo em muitos candidatos.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Anderson: Nas duas semanas anteriores à prova, eu tirei férias do trabalho e me dediquei integralmente para a prova no domingo, estudando de 10 a 12 horas líquidas por dia.
Já no sábado, véspera da prova, estudei somente pela revisão ao vivo do Estratégia e no final do dia eu fui correr, para relaxar e tirar um pouco da ansiedade. Ou seja, não teve descanso.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Anderson: Eu treinei a discursiva praticamente desde os meus primeiros dias de estudo. Fazia, no mínimo, uma por semana. Eu aconselho treinar bastante, pois a discursiva foi um grande diferencial na minha aprovação, me colocando várias posições à frente, haja vista que tirei 12,8 em um total de 13 pontos, além de ter ficado com a 19ª melhor nota para o cargo de Agente.
Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Anderson: Eu sempre pratiquei muita atividade física, desde criança, e já faço academia há quase 10 anos. Então, agora só estou me aperfeiçoando para os testes do TAF. Com relação as demais etapas, estou agendando os exames médicos e me preparando mentalmente para os exames psicológicos.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Anderson: Um erro que eu aponto é em relação às questões. Priorizei mais a quantidade do que a qualidade. Queria fazer o máximo possível, queria ser o concurseiro que mais fez questões na história, tanto que atingi a marca de 40 mil questões resolvidas. Porém, fazia muito rápido, lia os comentários muito rápido, então não absorvia o necessário. Se eu tivesse feito metade das questões que eu fiz, com calma e com paciência, com certeza teria aprendido muito mais. Lembrando que é importante sim fazer muitas questões, mas que seja com qualidade.
Já em relação aos meus acertos, acredito que o ponto chave da minha aprovação foram os simulados. Neles eu realmente colocava em prática tudo aquilo que eu estudei, além de conseguir enxergar os meus pontos fracos e fortes, quais disciplinas eu estava melhor ou pior, quais assuntos teria que me dedicar mais tempo ou menos tempo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Anderson: Acho que o mais difícil, por mais que possa parecer incomum, foram as pessoas, pois eu me sentia o tempo todo pressionado. Várias e várias vezes recebi críticas por estudar demais, e que isso não me levaria a lugar algum. Também recebia críticas quando era chamado para ir em algum lugar e tinha que falar que não podia, pois estava estudando. O que eu fiz foi me afastar de pessoas negativas e me aproximar de quem realmente acreditava no que eu estava fazendo.
Nunca pensei em desistir. Sempre acreditei que o meu dia chegaria. Mas muitas vezes fiquei desanimado, para baixo, sem conseguir estudar direito. Eu procurava alternativas para me motivar: ter uma vida melhor, sair de casa, ser independente, ter uma carreira digna e respeitosa. Tudo que era negativo em minha volta eu usava como combustível para me esforçar cada vez mais.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Anderson: Corra atrás dos seus sonhos com todas as suas forças. Sempre acredite em si mesmo. Nunca deixe uma tempestade te abalar. A vida é somente uma, aproveite-a, faça aquilo que tem vontade agora, não deixe para depois, caso contrário poderá ser tarde demais.