Olá, caros leitores! Preparados para mais uma sessão de aprendizado? Neste estudaremos
o que são
os
vieses cognitivos e como eles podem afetar a tomada de decisões nas demandas judiciais.
Para melhor compreensão, o assunto foi dividido nos seguintes tópicos:
Vamos lá!
Viés é uma expressão de bastante notoriedade no âmbito acadêmico e que tem ganhado destaque nos debates acerca de sua incidência nas decisões judiciais.
Viés pode ser conceituado como tendência ou preferência a determinado comportamento. No âmbito acadêmico, os vises sempre geraram preocupações, pois podem afetar estudos e pesquisas acadêmicas, de modo a comprometer suas conclusões.
No âmbito judicial, a preocupação com a atuação enviesada dos membros do Judiciário ganhou mais relevância em um passado recente em que os estudiosos do Direito passaram a destrinchar os tipos de vieses cognitivos e suas consequências na resolução das demandas judiciais.
O estudo dos vieses cognitivos está relacionado de maneira próxima às teses de Daniel Kahneman, levanta hipóteses das formas de raciocinar e os atalhos mentais de raciocínio (heurística).
O sistema 1 é mais rápido, automático, subconsciente, não demanda muito esforço. Já o sistema de pensamento 2 demanda reflexões, raciocínio complexo, concentração. Contudo, mesmo quando as pessoas acreditam estar empregando raciocínios complexos para resolução de problemas, é provável que o sistema 1 influencie seus pensamentos e tome atalhos para conclusão do trabalho cognitivo. Essa interferência seria um atalho (heurística) e poderia comprometer a assertividade do raciocínio, tornando-o enviesado (inclinado de modo inadequado a uma conclusão).
Primeiramente, deve-se ter em mente que a classificação dos vieses cognitivos se dá de maneira convencional (decorre de um acordo ou aceitação por grupos de pessoas) ou até mesmo de proposições individuais. Sendo assim, as classificações dos vieses não necessariamente corresponde à realidade. Mas existem alguns vieses considerados mais relevantes do ponto de vista jurídico e filosófico e que, portanto, possuem mais chances de aparecerem em provas de concursos públicos.
Dentre os vieses mais notórios, podem ser mencionados os seguintes:
Ainda que se pregue a atuação imparcial dos julgadores nas demandas em que atuam, é praticamente impossível que se decidam as causas sem que haja influência de atalhos mentais e vieses cognitivos no raciocínio dos julgadores.
No tópico anterior, foram exposta situações específicas já abordadas no âmbito jurídico acerca da influência dos vieses no exercício da jurisdição (como no caso da implementação do juiz leigo e na constatação da atuação mais severa dos julgadores em períodos do dia).
Contudo, de maneira geral, os vieses podem influenciar qualquer tipo de decisão, mesmo que não haja intenção do julgador. Para mitigar a ocorrência desse tipo de situação, é possível o emprego de técnicas, como revisão posterior da decisão, atuação colegiada (que, apesar de poder ser benéfica, também pode influenciar os membros do colégio a decidirem de maneira semelhante à do relator) etc.
Não obstante, no cenário jurídico brasileiro, em que as demandas são muito numerosas e o uso de inteligência artificial tem substituído (ao invés de auxiliado) os próprios julgadores, os vieses cognitivos (até mesmo os decorrentes da IA) são difíceis de serem combatidos.
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