Aprovado no concurso TRF-1
“O mais difícil é a incerteza que muitas vezes nos toma: “Será que um dia eu vou passar? Será que vai ser em vão?”. Quando eu pensava em desistir, logo lembrava da minha situação e desistia dessa ideia de desistir. Hoje, posso dizer aos colegas concurseiros: Prossigam! Vai valer muito a pena.”
Confiram nossa entrevista com Philype Tavares Guimarães, aprovado em 1º lugar no concurso TRF-1 Belo Horizonte/MG para o cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Philype Tavares Guimarães: Colei grau em Direito em fevereiro deste ano. Tenho 23 anos e sou de Cachoeiro de Itapemirim-ES.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Philype: A estabilidade, boas condições de trabalho e bom retorno financeiro.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Philype: Fazia faculdade de manhã, estágio da faculdade no Fórum à tarde e à noite tinha compromissos na igreja (aulas de teclado, ensaios e cultos). Eu não tinha tempo certo para estudar. Variava muito. Acredito que aproveitei muito bem minha faculdade, além de sempre aproveitar todo tempo disponível possível.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Philype: Fiz dois concursos. Ambos para o mesmo cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa (Justiça Federal) e ambos em 2017. No primeiro (TRF2), fui duramente reprovado. Apesar da triste derrota, aprendi muito para seguir adiante e ser aprovado em 2º lugar geral para o referido cargo no concurso do TRF1 (1º lugar para Belo Horizonte).
Acho que a mudança na forma de estudar foi determinante para tal mudança de performance.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Philype: Gratidão a Deus, sentimento de realização e ansiedade para o momento da posse.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Philype: Confesso que nunca fui de sair constantemente, fora que nunca tive muito dinheiro para isso (risos), o que talvez tenha ajudado nessa questão. Saía para o necessário: estudar e trabalhar. De qualquer forma, entendo que não adotei uma postura radical, mas sim bastante disciplina. Além disso, o fato de minha namorada também estar focada nos estudos também foi um grande incentivo.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Philype: Namoro. Não tenho filhos e moro com meus pais. Todos me entenderam e me apoiaram bastante, seja com palavras, seja entendendo que eu estava estudando e que o silêncio seria importante naquele momento.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é e se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo).
Philype: Essa pergunta pode ter uma resposta diferente a depender de cada pessoa. No meu caso, acredito que valeu muito a pena fazer um concurso de nível médio e poder terminar a faculdade mais tranquilo. No entanto, talvez não seja interessante fazer concursos que não tenham nada a ver com a carreiras que você pretenda a longo prazo. Quero seguir para as carreiras jurídicas, sem uma carreira específica em mente ainda.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Philype: Considero que desde o início da faculdade até o dia da prova. O que dá 3 anos mais ou menos.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Philype: Sim. Na verdade, ao iniciar a faculdade, eu nem sabia o que era concurso público. Era bastante disciplinado nos estudos. Quando surgiu o concurso do TRF2, direcionei toda minha atenção aos concursos.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Philype: Um colega da faculdade, na época do concurso do TRF2, me falou desse “Estratégia”, “que era sem dúvidas o melhor curso preparatório que tinha”. Pena que não o ouvi e, como disse, fui reprovado nessa primeira experiência.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Philype: Primeiro vi as videoaulas, alternando as matérias e sempre com a velocidade acelerada quando o assunto já era “batido”. Depois fui aos PDFs e, com certeza, absorvi muito mais por meio deles.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Philype: A minha resposta será muito subjetiva e talvez não se enquadre à realidade de muitas pessoas. Estudava várias matérias ao mesmo tempo. Entendo que essa é a melhor forma. Separava uma matéria e lia um PDF, depois ia a outro PDF de outra matéria; e assim por diante. Não fazia resumos e nem montei plano de estudos muito elaborado.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Philype: Sem dúvidas as matérias de conhecimento geral, especialmente Ética no Serviço Público, Legislação Específica (que tinha os regimentos do Tribunal etc.), Raciocínio Analítico e Raciocínio Lógico. Em relação às duas primeiras matérias citadas, tentava ler as normas relacionadas de vez em quando (as leituras das legislações na véspera me ajudaram muito). Raciocínio Lógico achei bons materiais na plataforma YouTube, com vários mnemônicos que me ajudaram muito. Raciocínio Analítico não adiantou muito, mas como estava com uma base muito boa no restante, graças a Deus não fez falta, pois só teve 2 ou 3 questões.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Philype: Na verdade, eu ainda estava terminando o material na semana que antecedeu a prova. Na véspera e no dia da prova pela manhã (a prova foi à tarde), eu li desesperadamente as leis correlatas (o que deu para ler). E tenho que dizer: isso me rendeu algumas questões muito importantes.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Philype: Na verdade, no último concurso para o TRF1 de TJAA foi apenas questões objetivas, naquela famosa formatação do CESPE de 120 questões de marcar certo e errado. Discursivas, apenas as provas de Analista.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Philype: Tive muitos erros na preparação para o TRF2. Comprei um cursinho que só tinha videoaulas e não tinha mecanismos de acelerar os vídeos. Fiquei toda minha preparação assistindo a vídeos que tratavam as matérias de forma superficial e que me tomaram um precioso tempo.Os principais ACERTOS do concurseiro são: a disciplina, a constância e o material.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Philype: O mais difícil é a incerteza que muitas vezes nos toma: “Será que um dia eu vou passar? Será que vai ser em vão?”. Quando eu pensava em desistir, logo lembrava da minha situação e desistia dessa ideia de desistir. Hoje posso dizer aos colegas concurseiros: Prossigam! Vai valer muito a pena.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Philype: Minha família, minha namorada e a possibilidade de mudar de vida da forma mais democrática possível: por meio dos estudos.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Philype: Aos colegas que acreditam em Deus, ponham seus desejos aos pés dEle e façam sua parte.
O fato de a concorrência ser grande e as matérias serem extensas não são impeditivos para quem é determinado. Sigam firmes e constantes! Procurem por bons materiais e se cerquem de pensamentos bons!