Aprovada ARSAL: Cristiane Barros Ribeiro

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo(a). Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Sou formada em Administração Pública pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), pós-graduada em Gestão Pública e em Direito Público. Tenho 32 anos e sou natural de São José da Tapera, em Alagoas. Atualmente, sou servidora pública efetiva e atuo como Analista em Licitações em uma Prefeitura Municipal.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
O que me levou a começar a estudar para concursos foi, principalmente, a busca por estabilidade profissional e independência financeira. Sempre enxerguei o serviço público como uma oportunidade de construir uma carreira sólida, com maior segurança e melhores perspectivas para o futuro.
Com o tempo, percebi que a aprovação em um concurso poderia representar não apenas estabilidade financeira, mas também crescimento profissional e a possibilidade de conquistar novos objetivos. Foi a partir dessa percepção que decidi encarar os estudos com mais seriedade, entendendo que a preparação exigiria disciplina, constância e algumas renúncias, mas que todo esse esforço poderia proporcionar uma mudança significativa na minha vida.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Sim. Durante a minha preparação, eu conciliava os estudos com o trabalho, pois eu sou servidora pública efetiva e atuo como Analista em Licitações em uma Prefeitura Municipal.
Normalmente, eu organizava os meus estudos no período da tarde ou à noite, de acordo com a disponibilidade que tinha em cada dia. Nem sempre era fácil conciliar a rotina profissional com a preparação para concursos, por isso, procurei aproveitar da melhor forma possível o tempo disponível, mantendo a constância nos estudos mesmo nos dias mais cansativos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado(a)? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Ao longo da minha trajetória como concurseira, eu tive a felicidade de conquistar aprovações em diferentes concursos públicos, algumas delas nas primeiras colocações. Entre os resultados que alcancei, destaco:
• CODEVASF — 11º lugar;
• TRF5 — Analista Judiciário – Área Administrativa — 44º lugar;
• CRO/AL — Fiscal — 3º lugar;
• UNEAL — Analista — 1º lugar;
• ARSAL — Analista — 2º lugar;
• Prefeitura de SJT — Analista — 1º lugar;
• FAPEAL — Analista — 2º lugar;
• SEPLAG/AL — Analista — 10º lugar.
Cada aprovação teve uma importância especial na minha trajetória, porque representa o resultado de muito estudo, disciplina, persistência e renúncias ao longo do caminho. Mais do que as colocações, esses resultados me mostraram que a constância realmente faz diferença na preparação para concursos.
Pretendo continuar estudando e buscando novas oportunidades, porque acredito que sempre podemos estabelecer novos objetivos e avançar profissionalmente.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Durante a preparação, a minha vida social ficou bastante reduzida. Eu saía pouco com amigos e também diminuí a minha participação em alguns eventos familiares, porque entendia que aquele período exigia maior dedicação aos estudos.
Ao mesmo tempo, procurei não me isolar completamente. Tentava manter um equilíbrio, reservando alguns momentos para estar com a família e descansar. Percebi que isso também era importante para não me sobrecarregar e, principalmente, para conseguir manter uma rotina de estudos sustentável pelo tempo que fosse necessário até alcançar a aprovação.
Para mim, a preparação para concursos não foi uma questão de abandonar totalmente a vida social, mas de estabelecer prioridades e compreender que algumas renúncias seriam temporárias e necessárias para alcançar os meus objetivos.
Estratégia: Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro(a)? De que forma?
Sim. A minha família e os meus amigos sempre respeitaram e apoiaram muito a minha caminhada. Naturalmente, eles percebiam a minha ausência em determinados momentos, principalmente em encontros, comemorações e outros eventos, mas compreendiam que aquilo fazia parte de um objetivo maior.
A minha família, especialmente, teve um papel muito importante. Além de respeitar os meus horários de estudo, me ajudava na rotina e procurava me incentivar, reforçando que eu estava no caminho certo e que todo aquele esforço teria resultado.
Esse apoio fez muita diferença, principalmente nos períodos mais cansativos da preparação. Saber que as pessoas próximas compreendiam as minhas escolhas e torciam por mim, tornava as renúncias mais leves e me ajudava a continuar.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Para o concurso da ARSAL, estudei de forma direcionada por aproximadamente cinco meses. No entanto, a minha preparação para concursos já vinha de antes, especialmente para as carreiras administrativas. Como sou formada em Administração Pública e já direcionava os meus estudos para essa área, eu possuía uma base de conhecimento que foi sendo construída e aprimorada ao longo do tempo.
Para manter a disciplina, eu procurei estabelecer uma rotina compatível com o trabalho e com as demais responsabilidades do dia a dia. Nem sempre era possível estudar da mesma forma ou pelo mesmo número de horas, mas procurei manter a constância. Para mim, foi fundamental compreender que a preparação para concursos é um processo cumulativo: o conhecimento adquirido para uma prova não se perde e acaba servindo de base para os concursos seguintes.
Assim, mais do que estudar intensamente durante um curto período, busquei manter regularidade e aproveitar a bagagem construída ao longo da minha trajetória.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Durante a minha preparação, eu sempre gostei muito de estudar por PDFs, que foram uma das minhas principais ferramentas. Para mim, esse formato facilita a organização do conteúdo, permite avançar no meu próprio ritmo e possibilita retornar rapidamente aos pontos mais importantes sempre que preciso revisar.
Além dos PDFs, tenho o hábito de produzir os meus próprios resumos. Percebi que escrever e organizar o conteúdo com as minhas palavras me ajuda bastante na assimilação e, principalmente, nas revisões.
Outra ferramenta que considero muito importante é o caderno de erros. Ao resolver questões, procuro registrar os assuntos em que errei, tive dúvida ou percebi alguma lacuna de conhecimento. Dessa forma, consigo direcionar as revisões para os meus pontos mais fracos, em vez de gastar o mesmo tempo revisando conteúdos que já domino.
Com o tempo, percebi que essa combinação — PDF, resolução de questões, resumos próprios e caderno de erros — funciona muito bem para o meu perfil de aprendizagem e tornou a minha preparação mais objetiva e eficiente.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Conheci o Estratégia Concursos por meio da indicação de amigos que também estudavam para concursos públicos. Além disso, durante as minhas próprias pesquisas por materiais e cursos preparatórios, passei a conhecer melhor a plataforma e os conteúdos oferecidos.
A partir daí, comecei a utilizar os materiais e fui percebendo que a metodologia, principalmente os PDFs, se adequava muito bem à minha forma de estudar. Com o tempo, o Estratégia passou a fazer parte da minha preparação para os concursos.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente? (Caso tenha estudado direto conosco, pode pular esta pergunta e a próxima)
Sim. Antes de conhecer o Estratégia, cheguei a utilizar materiais de outros cursos preparatórios. O que mais me incomodava, era encontrar conteúdos que, em alguns casos, eram superficiais e não aprofundavam determinados assuntos na medida que eu considerava necessária para enfrentar provas mais exigentes.
Com o avanço da minha preparação, eu percebi que precisava de materiais mais completos e estruturados, que me proporcionassem uma base teórica sólida e, ao mesmo tempo, fossem direcionados para as particularidades das bancas e dos concursos que eu pretendia prestar.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado? (Responder somente em caso de resposta positiva na questão anterior)
Não. Durante o período em que ainda utilizava esses outros materiais, cheguei a realizar concursos, mas ainda não havia conquistado uma aprovação.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia? (Pode citar uma ou mais ferramentas que mais te ajudaram na preparação).
Sim, eu senti uma diferença significativa na minha preparação depois que comecei a estudar pelo Estratégia. Um dos principais diferenciais, para mim, é a qualidade e o aprofundamento dos materiais em PDF. Gosto de ter uma base teórica mais completa, porque isso me dá segurança para enfrentar provas de diferentes níveis de dificuldade.
Além dos PDFs, gosto muito do Passo Estratégico, principalmente para direcionar as revisões e identificar os pontos mais relevantes de cada disciplina. Também utilizo bastante o Bizu Estratégico, especialmente nas revisões de reta final, quando preciso retomar rapidamente os assuntos mais importantes antes da prova.
Com o tempo, fui adaptando essas ferramentas ao meu método de estudo. Utilizo os PDFs para aprofundamento, faço meus próprios resumos e caderno de erros e, nas revisões, recorro ao Passo Estratégico e ao Bizu. Essa combinação tornou a minha preparação mais organizada e direcionada.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos? (Estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Quantas horas líquidas estudava por dia?)
O meu plano de estudos era organizado por meio de ciclos. Normalmente, eu estudava duas disciplinas por dia, totalizando cerca de três horas líquidas de estudo.
Sempre procurei montar uma rotina que fosse compatível com o meu trabalho e que eu realmente conseguisse cumprir. Para mim, não adiantava estabelecer uma quantidade muito alta de horas e não conseguir manter aquilo ao longo do tempo. Preferia estudar menos horas, mas com qualidade e constância.
O ciclo de estudos também me ajudava bastante, porque permitia distribuir as disciplinas de forma organizada e manter contato frequente com diferentes conteúdos. Conforme a prova se aproximava, eu ajustava o ciclo de acordo com minhas dificuldades e com os assuntos que precisavam de maior atenção.
Estratégia: Como fazia suas revisões? (Costumava fazer resumos, simulados ou algo mais?)
As minhas revisões eram muito baseadas na resolução de questões. Eu procurava resolver muitas questões e, mais do que simplesmente verificar se havia acertado ou errado, estudava com atenção cada assunto que aparecia nelas.
Quando errava uma questão ou encontrava algum ponto que ainda não dominava bem, voltava à teoria para entender o motivo do erro e aprofundar aquele conteúdo. Também utilizava os meus próprios resumos e o caderno de erros para registrar os pontos que mereciam maior atenção.
Dessa forma, as questões funcionavam não apenas como treinamento, mas também como uma ferramenta de revisão e de identificação das minhas dificuldades. Esse método me ajudava a tornar o estudo mais direcionado e a concentrar tempo justamente nos assuntos em que eu precisava evoluir.
15-Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
A resolução de questões foi fundamental na minha preparação. Ao longo da minha trajetória, foram muitas questões resolvidas, mas nunca me preocupei em contabilizar um número exato. Para mim, mais importante do que a quantidade era a qualidade da análise que eu fazia após cada questão.
Eu procurava entender não apenas por que determinada alternativa estava correta, mas também o motivo do meu erro e qual conteúdo precisava ser revisado. Quando percebia uma dificuldade recorrente, voltava à teoria, estudava novamente aquele assunto e registrava os pontos mais importantes no meu caderno de erros.
As questões também foram essenciais para conhecer o perfil das bancas, identificar os assuntos mais cobrados e aprender a forma como determinados conteúdos costumam ser exigidos nas provas. Por isso, considero a resolução de questões uma das etapas mais importantes da preparação para concursos.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
As disciplinas em que eu tinha mais dificuldade eram Português e Raciocínio Lógico. Em vez de evitar essas matérias, percebi que precisava justamente dedicar mais tempo a elas.
Por isso, aumentei a carga horária destinada às duas disciplinas e intensifiquei a resolução de questões. Procurava analisar cada erro, identificar os assuntos em que apresentava maior dificuldade e voltar à teoria sempre que necessário.
Com essa mudança de estratégia e a prática constante, a minha evolução começou a aparecer nos resultados. Passei a alcançar mais de 80% de acertos nas questões, o que me mostrou que é possível transformar uma disciplina considerada difícil em um ponto forte da preparação.
Essa experiência também me ensinou que, no estudo para concursos, não devemos fugir das nossas dificuldades. Precisamos identificá-las e dedicar a elas a atenção necessária até que deixem de representar um obstáculo.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Na semana que antecedia a prova, eu intensificava as revisões e aumentava a resolução de questões. Nesse momento, o meu objetivo já não era aprender uma grande quantidade de conteúdos novos, mas consolidar aquilo que havia estudado durante a preparação.
Também revisava bastante o meu caderno de erros, porque ele reunia justamente os pontos em que eu havia apresentado dificuldades ao longo dos estudos. Assim, conseguia aproveitar a reta final para corrigir fragilidades e relembrar assuntos importantes.
Além disso, procurava resolver questões para manter contato com o estilo da banca e identificar algum ponto que ainda precisasse de uma revisão rápida. Na véspera da prova, priorizava uma revisão mais objetiva, evitando sobrecarregar a mente com conteúdos novos.
Para mim, a reta final sempre foi um momento de consolidar o conhecimento adquirido e chegar à prova com segurança naquilo que já havia estudado.
Estratégia: (Se não houve prova discursiva, pularemos esta pergunta) No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Para a prova discursiva, sempre que possível, eu procurava estudar o padrão de cobrança da banca e treinava discursivas regularmente. Entendi que não bastava dominar o conteúdo: era necessário também saber organizar as ideias e apresentar o conhecimento da forma esperada pela banca examinadora.
Os treinamentos me ajudavam a desenvolver maior segurança na escrita, organizar melhor as respostas e administrar o espaço e o tempo disponíveis durante a prova.
O meu conselho é não deixar a preparação para a discursiva apenas para a reta final. É importante conhecer o padrão da banca e praticar ao longo da preparação. Quanto mais se treina, mais natural se torna estruturar a resposta no momento da prova. A discursiva precisa ser encarada como uma parte importante do concurso e pode fazer muita diferença na classificação final.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Um dos meus principais erros no início foi querer estudar tudo. Muitas vezes, preocupava-me em avançar e acumular conteúdo quando deveria ter dado mais atenção à consolidação daquilo que já havia estudado. Outro erro foi não fazer revisões com a frequência necessária no começo da preparação.
Entre os meus principais acertos, destaco a constância, a organização por ciclos, a resolução de muitas questões e a utilização do caderno de erros.
Também considero um acerto ter aprendido a reconhecer minhas dificuldades e enfrentá-las. Em Português e Raciocínio Lógico, por exemplo, aumentei a carga horária até conseguir alcançar um percentual superior a 80% de acertos nas questões.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Não cheguei a pensar em desistir. É claro que houve momentos de cansaço, dificuldades e renúncias, mas desistir nunca foi uma opção para mim.
Sempre enxerguei os estudos como a principal oportunidade que eu tinha para vencer na vida e transformar minha realidade. Por isso, mesmo quando o processo se tornava difícil, sabia que precisava continuar.
Acredito muito no poder transformador da educação. Para mim, estudar para concursos nunca significou apenas buscar um cargo público ou uma remuneração melhor. Representava a possibilidade de conquistar independência, estabilidade e construir, por meio do meu próprio esforço, uma vida melhor.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Mantenha-se constante no processo e não desista. Se eu pudesse dar um conselho para quem está começando, seria exatamente esse.
A preparação nem sempre será fácil. Haverá dias em que você conseguirá estudar mais e outros em que o rendimento não será o mesmo. O importante é não abandonar o processo.
Também não se compare com a trajetória de outras pessoas. Cada concurseiro tem sua própria realidade, seu tempo e suas dificuldades. Identifique seus pontos fracos, faça muitas questões, revise seus erros e aperfeiçoe seu método ao longo do caminho.
A aprovação é construída pouco a pouco: em cada PDF estudado, cada questão resolvida, cada erro corrigido e cada revisão realizada.
Eu sempre enxerguei os estudos como uma oportunidade de transformar a minha realidade. Por isso, a minha mensagem para quem está começando é: acredite no processo, mantenha a constância e não desista. O esforço de hoje pode abrir portas que transformarão completamente o seu futuro.