Aprovado no Concurso SEFAZ RS
“A chegada do Estratégia no mercado mudou tudo, trazendo materiais de altíssima qualidade, o que, sem dúvida, também trouxe como consequência o aumento no nível dos candidatos. Qualquer pessoa hoje consegue estudar pelo melhor material do Brasil. Os candidatos estão nivelados. A diferença é o esforço individual”.
Confira nossa entrevista com Mateus Bezerra, aprovado no concurso SEFAZ RS para o cargo de Auditor Fiscal:
Estratégia Concursos: De onde você é? Qual é sua idade? E sua formação?
Mateus Bezerra: Sou natural de João Pessoa – PB, tenho 33 anos, moro em Brasília há 8 anos, tenho graduações em Psicologia, Administração e Ciências Contábeis, mestrado em Ciências Políticas.
Estratégia: Você chegou a trabalhar na sua profissão? O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Mateus: Minha primeira graduação foi em Psicologia, não cheguei a exercer. No fim da universidade, um colega que já era Bombeiro Militar me falou sobre o concurso da PRF, que abriria edital. Nunca havia pensado em estudar para concurso. Pensava em terminar a graduação e fazer mestrado e doutorado.
Estratégia: Como foi a escolha pela área fiscal? O que pesou mais para você quando teve que definir esse foco de estudo?
Mateus: Já estava em um cargo bom, no Senado, e por não ser formado em Direito, a área fiscal e de controle me pareceram as melhores, pois me davam a possibilidade de prestar diversas provas, para vários órgãos diferentes.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Mateus: Trabalhava e estudava, para mim esse sempre foi o normal.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Mateus: Fui aprovado na PRF em 2009, no MPU para Técnico e Analista em 2010, no Senado em 2012, para Auditor do TCE-SP em 2017 e para Auditor do RS em 2018. Também tive aprovações nas provas teóricas da ABIN e PF, porém optei por não prosseguir em todas as fases dos concursos.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Mateus: Sim, estudei por bastante tempo sem edital na praça. O que me fazia manter a disciplina era a certeza do altíssimo nível dos concorrentes, e que se deixasse para estudar só com o edital, não teria tempo hábil.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Mateus: Sou aluno do Estratégia há muitos e muitos anos. Lá em 2009 estudava por apostilas em papel, de qualidade bem precária. A chegada do Estratégia no mercado mudou tudo, trazendo materiais de altíssima qualidade, o que, sem dúvida, também trouxe como consequência o aumento no nível dos candidatos. Qualquer pessoa hoje consegue estudar pelo melhor material do Brasil. Os candidatos estão nivelados. A diferença é o esforço individual.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? O que funcionava melhor para você? Videoaulas, PDFs, livros?
Mateus: Principalmente PDFs. Videoaulas só quanto não entendia bem algum conteúdo, por exemplo em contabilidade, ou em alguma matéria de exatas.
Estratégia: Quantas horas por dia costumava estudar?
Mateus: Pré-edital na faixa de 4 a 5 horas LÍQUIDAS. Pós-edital por volta de 6 a 7 horas LÍQUIDAS.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?
Mateus: Com certeza as áreas fiscal e de controle demandam que sejam estudadas várias matérias ao mesmo tempo. Estudava todas as matérias do concurso de uma vez, dividindo entre os dias da semana. Aquelas que ainda tinha mais dificuldade, estudava com mais frequência, e aquelas que já ia me dando melhor, passava a estudar menos, priorizando a resolução de questões.
Lia a teoria uma vez e passava a estudar por resumos e resolução de questões…muitas questões.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Mateus: Sim. Contabilidade. Gastei muito tempo nessa disciplina. Foram mais de 500 horas só em contabilidade (geral, avançada, custos e ADC). Li teoria, assisti videoaulas, fiz muitos exercícios, comprei livros, tentei de tudo.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Mateus: Moro com minha noiva, que está comigo desde o início da minha carreira de estudos para concurso, bem como junto a mim no exercício dos meus cargos. Sempre me apoiou incondicionalmente, mas eu também procurei não me descuidar de minhas obrigações familiares.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Mateus: Sempre acreditei que o estudo para concursos deve ser encarado em duas fases: antes e depois do edital.
Assim como um atleta de ponta não se esforça 100% em todos os treinos, para não se lesionar, acredito que o estudante deve ter uma vida equilibrada, principalmente antes do edital, deixando para abdicar mais do lazer na fase pós-edital.
Acho que muito radicalismo leva o aluno a não conseguir manter a rotina de horas muito elevadas de estudo no longo prazo.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Mateus: Acredito que essa decisão depende da realidade de cada um. São poucos aqueles que conseguem focar em um cargo específico e só prestar provas para ele. Creio que, no início, o aluno deve prestar sim concursos para diferentes cargos. Por vezes, se acaba descobrindo que o cargo “escada” pode ser melhor que o “cargo fim”.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Mateus: Para a área fiscal e controle estudei por cerca de três anos, porém já tinha uma base muito boa em diversas matérias, como português, os direitos etc.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?
Mateus: Sensação de dever cumprido.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Mateus: Na semana anterior foi rotina normal de pós-edital, nem aumentei nem diminuí o número de horas de estudo. Foquei mais em revisão e resolução de questões.
Na véspera, revisei o que consegui, porém sem muito estresse. O fundamental é chegar bem e descansado na prova.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Mateus: Talvez tenha sido um erro ficar três anos sem estudar depois da minha aprovação em meu cargo atual, porém acredito que cada coisa vem a seu tempo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Mateus: Para mim, o estudo tem que ser considerado uma atividade cotidiana, inexorável. Você senta e estuda. Se pensar muito, é muito fácil arrumar outra coisa para fazer. Creio que a melhor forma de não desistir é pensar no tanto de tempo já investido, que será jogado fora, caso não se prossiga na jornada.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Mateus: Como já sou servidor, ocupando um bom cargo, minha motivação foi mudar, desempenhar uma atividade nova, aprender, ter um enriquecimento de tarefas e experiências.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Mateus: Começar! Estruturar um regime de estudos e principalmente ter consistência. Estudar todos os dias, fazer do estudo a prioridade, porém ter uma vida equilibrada.
Estudo não precisa ser sinônimo de sofrimento. Claro que, por vezes, é desconfortável, mas estudar para concurso não precisa ser horrível.
Ah, e resolver muita questão. O aluno tem obrigação de chegar na prova tendo resolvido centenas de questões de cada matéria cobrada, todas as questões relativas ao seu cargo almejado, elaboradas pela banca que irá aplicar a prova do seu concurso.