Aprovado no concurso SEFAZ AL
“Sempre acredite que você é capaz, esse é o primeiro passo para atingir qualquer objetivo. Tenha paciência, pois é um processo árduo e longo, é necessário dar tempo ao tempo. E seja perseverante, mesmo diante de alguma derrota, levante, aprenda e continue. Você irá chegar lá”
Confira nossa entrevista com Venâncio Ferreira, aprovado em 3º lugar no concurso SEFAZ AL para o cargo de Auditor de Finanças:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Venâncio Ferreira: Olá! Meu nome é Venâncio, tenho 26 anos, sou formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e moro em Salvador-BA.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Venâncio: Desde a minha graduação, eu percebi que a área jurídica não me agradava. Fiz estágio tanto em escritórios de advocacia como no Tribunal de Justiça e vi que não era a minha praia. Desde então, apesar de só ter começado a me preparar depois de concluir a graduação, eu já vinha flertando com o mundo dos concursos públicos. O que mais me atraiu foi a estabilidade que uma carreira pública oferece. Poder ter condições de organizar e planejar sua vida da melhor forma é a maior conquista, com certeza.
Estratégia: O que avaliou na hora de definir a área a estudar?
Venâncio: Eu conheci a carreira de auditor e sabia que era aquilo que eu queria. Cogitei começar pela Receita Federal ou AFT, que, inclusive, é um cargo bem gratificante. Porém, surgiram boatos de um possível edital do TCE-BA, bem na época em que comecei a estudar, e acabei conhecendo a área de controle e tomando minha decisão.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Venâncio: Eu tive o privilégio de poder dedicar minha rotina aos estudos de forma integral. Ainda não tive a experiência de precisar conciliar ambos, mas, com certeza, trabalhar e estudar deve ser bem mais desafiador. Entretanto, vejo muita gente que concilia e busca nisso uma desculpa, assim como conheço muita gente que teve que conciliar e mesmo assim obteve a aprovação. Acho que depende muito de cada caso e de como a pessoa se comporta diante disso. Quem só estuda geralmente tem que lidar com uma pressão psicológica maior por não estar inserido no mercado de trabalho. Da mesma forma que quem só estuda, mesmo tendo mais tempo livre, geralmente não consegue obter uma quantidade de horas de estudo muito maior (proporcionalmente) do que quem precisa conciliar estudo e trabalho. Os dois lados têm seus prós e contras, o importante é estudar, independente do ritmo.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e colocação?
Venâncio: Fui aprovado em 3º lugar no último concurso para o cargo de Auditor de Finanças e Controle da Arrecadação do Estado de Alagoas.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Venâncio: Obter a aprovação traz muitas sensações positivas, mas, no momento em que eu vi o meu nome na lista, a primeira sensação foi alívio, com certeza. Dedicar milhares de horas, dia após dia, a um projeto e vê-lo concretizado é saber que tudo valeu a pena e não foi em vão. Quanto mais a gente estuda, mais desejamos ver o resultado pelo qual nós nos esforçamos, e ver isso finalmente acontecer não tem preço.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Venâncio: Nunca fui muito radical nesse sentido. Não abri mão de sair com a namorada, a família ou os amigos pelo menos um dia no fim de semana. Como a maior parte do meu estudo era durante a semana, não atrapalhava tanto ter um pequeno momento de lazer no fim de semana. Porém, como todo concurseiro, é inevitável ficar com a consciência pesada nesses momentos, apesar de que sempre tentei trabalhar a cabeça pra encontrar um equilíbrio e não pensar só em estudo 24 horas por dia. Quanto ao pós-edital, aí geralmente o cenário era outro e os fins de semana também eram dedicados a estudar.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Venâncio: Eu namoro, não tenho filhos e moro com meu irmão. Felizmente, minha família sempre me apoiou nessa jornada pois eles sabiam que eu não estava satisfeito com a graduação que escolhi e com o mercado de trabalho que ela proporciona. Minha namorada também busca uma carreira pública, então nem precisa dizer que sempre nos entendemos e o apoio é incondicional.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Venâncio: Como qualquer questão controversa no direito: depende. Acredito que o que mais influencia numa decisão como essa é a situação em que nos encontramos no momento. Se tiver precisando de uma estabilidade financeira imediata, com certeza vale a pena buscar aquele concurso que está mais próximo, mas que, independente do nível, não necessariamente será mais fácil. Entretanto, se tiver a possibilidade de se manter estudando apenas para aquele concurso que verdadeiramente almeja, geralmente é a melhor opção, pois o foco é uma peça-chave na preparação.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Venâncio: Dois anos e meio.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Venâncio: O estudo pré-edital é essencial, mas manter a motivação durante essa etapa realmente complica. Eu sempre tentei estabelecer metas diárias e, ao bater essas metas, o sentimento de dever cumprido me dava mais gás e me animava para continuar. Acho que é importante isso: buscar objetivos pequenos, porém mais próximos de você, algo que te mantenha empolgado durante a jornada, que geralmente é longa. Ficar feliz em avançar e evoluir nos seus estudos e na preparação. Isso faz uma grande diferença na motivação.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Venâncio: Conheci o Estratégia há muito tempo atrás, enquanto ainda estava na graduação e pesquisava sobre concursos públicos.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Venâncio: Usei basicamente cursos em PDF e questões comentadas. As videoaulas eu utilizei de forma pontual para esclarecer algum tópico nebuloso de uma determinada matéria, mas nunca me dei bem com a videoaula por ser um estudo muito passivo e fácil de perder a concentração. O curso em PDF, por outro lado, é um estudo em que você dita seu próprio ritmo e vê o avanço da matéria.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Venâncio: Eu sempre gostei de estudar várias matérias ao mesmo tempo, por ciclos, sem ficar preso a uma durante muito tempo. Dessa forma tinha o contato com a mesma matéria várias vezes na semana. Elaborei resumos completos de várias matérias a ponto de praticamente não precisar mais voltar ao material de origem. Muita gente crítica a confecção de resumos por demandar muito tempo e eu adianto que isso é verdade, realmente toma muito tempo, mas depois de concluído, ter o seu próprio material de revisão disponível na reta final para a prova faz muita diferença.
Acho que é necessário ir testando até encontrar a melhor forma para cada pessoa. Sempre foquei em exercícios, pois, por experiência própria, sei que é um grande diferencial estar familiarizado com o formato da prova e a linguagem da banca examinadora. Tive muitos altos e baixos e pequei na constância em alguns momentos, mas fazendo uma média de pré e pós- edital, acredito que normalmente girava em torno de 6 horas líquidas.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Venâncio: Contabilidade, Tecnologia da Informação e Exatas. São matérias bem distantes da minha área de formação e mais complexas no geral, naturalmente demandam uma atenção redobrada. O que eu fiz foi dedicar uma carga horária maior a essas matérias para suprir as deficiências e utilizar vídeos para tentar clarear algum assunto mais complicado, com um exemplo prático, por exemplo. Resumos também são importantes.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Venâncio: Na última semana eu paro de fazer questões e apenas fico revisando o meu material escrito, tentando revisar os principais pontos de cada matéria. Como a prova foi à tarde, pude usar a véspera para revisar, mas nada muito pesado, e a noite e a manhã seguintes de descanso.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Venâncio: O estudo para a prova discursiva já é feito com o estudo da teoria, visto que conhecer o assunto tratado é essencial nessa etapa. Fora isso, é muito treino. Eu buscava fazer, pelo menos, duas discursivas por semana, para treinar a escrita, velocidade, organização de ideias, etc. Meu conselho é não negligenciar a prova discursiva de maneira alguma. A esmagadora maioria das listas de classificação viram de cabeça para baixo depois do resultado da discursiva. Ter um bom desempenho nessa etapa é onde se encontra o detalhe para a aprovação.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Venâncio: Um erro eu acredito que foi pecar, em alguns momentos, na constância. Querer que toda a rotina saia 100% perfeita e acabar jogando para cima o resto do dia quando algo sai do planejado. Perdi tempos preciosos com isso. Ter sido mais constante teria feito uma boa diferença. Um acerto eu acredito que foi focar bastante em resolução de questões, até porque o dia decisivo se resume a isso: fazer questões. Acredito que é o principal na preparação.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Venâncio: Nunca cheguei a pensar em desistir, pois sabia que esse era o caminho que eu queria seguir, mas já cheguei a ficar bem desmotivado e abalado. O pior momento para mim foi não ter ficado dentro das vagas no concurso da Sefaz BA. Fiquei dentro das vagas na prova objetiva e acabei perdendo algumas posições na prova discursiva por causa de uma simples subtração que esqueci de fazer no cálculo final de um quesito da questão discursiva. O menor dos detalhes que acabou mudando tudo. Foi um baque e difícil para se reerguer. Porém, logo lembramos do objetivo final e tudo isso vira aprendizado. O importante mesmo é não desistir.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Venâncio: A vontade de ver o produto de todo o meu esforço se materializar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Venâncio: Para o corpo, eu recomendo uma atividade física, um esporte ou um hobby ativo. Algo que é o oposto de sentar numa cadeira para estudar, mas justamente por isso é tão necessário: trazer equilíbrio para algo tão desgastante como é uma preparação para concurso.
Para a mente, eu diria que o ideal é encontrar o que te deixa feliz enquanto vive essa preparação, pois ela pode demorar (mais do que você imaginava no começo e precisa estar preparado para isso) e é necessário se manter saudável, psicologicamente falando, durante toda essa odisseia. Melhorar o seu desempenho, cumprir a carga horária, bater metas, ver a sua evolução, essas “pequenas” coisas devem te animar e te trazer o sentimento de dever cumprido e de que estás no caminho certo. Dessa maneira, é possível ter uma preparação mais leve e, consequentemente, mantê-la pelo tempo necessário até a aprovação bater na porta.
Para o espírito, eu aconselho ter fé, paciência e perseverança. Sempre acredite que você é capaz, esse é o primeiro passo para atingir qualquer objetivo. Tenha paciência, pois é um processo árduo e longo, é necessário dar tempo ao tempo. E seja perseverante, mesmo diante de alguma derrota, levante, aprenda e continue. Você irá chegar lá.
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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]