Aprovado no concurso SEFAZ-AL
“Gostaria de deixar um pensamento que uma vez escutei de um desses mestres que orientam como estudar para concursos ”se você não estudar, como estará sua vida daqui a 3 ou 5 anos, ou seja, você não tem nada a perder estudando para concursos, o máximo que pode acontecer é você ficar mais inteligente””
Confira nossa entrevista com Francisco Lucas Diógenes Alves, aprovado em 15º lugar no concurso SEFAZ-AL no cargo de Auditor Fiscal da Receita Estadual:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você. De onde você é? Qual é sua idade? E sua formação?
Francisco Lucas Diógenes Alves: Sou de Jaguaribe – CE, tenho 27 anos e sou formado em ciências contábeis.
Estratégia: Você chegou a trabalhar na sua profissão? O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Francisco: Sim, trabalhei durante toda a minha preparação para concursos. Decidi estudar principalmente pela questão financeira, uma vez que na época eu me encontrava dentro de um Kitnet e não tinha um salário bacana, mas no decorrer da preparação, acredito que só o dinheiro não foi suficiente para eu seguir em frente motivado a conseguir passar. Na verdade, a grande sacada é pensar nos benefícios que ele pode trazer, seja na área da saúde, seja na área da educação, seja na satisfação de poder ajudar a família. Ainda tem o detalhe da profissão em si, visto que é uma atividade que eu vou ter que fazer para o resto da vida, então não adianta ganhar muito dinheiro e viver infeliz.
Estratégia: Como foi a escolha pela área fiscal? O que pesou mais para você quando teve que definir esse foco de estudo?
Francisco: Na época, uma das principais disciplinas da área fiscal era contabilidade, então como eu sou contador, achei que era um ponto positivo, ou seja, já ia sair na frente de muitos candidatos. Mas, na verdade, foi pura inocência, tive que aprender contabilidade praticamente do zero, é claro que tive facilidade de compreender os aspectos iniciais, mas foi complicado aprender os assuntos mais avançados.
No início, eu achava que não tinha capacidade intelectual de disputar uma vaga para o cargo de auditor, por causa da minha base escolar, uma vez que eu fui um péssimo estudante na escola e na faculdade, mas à medida que eu ia fazendo as provas e aprendendo com meus erros, a confiança foi aumentando e eu percebi que era só continuar, que um dia iria chegar a minha vez na fila.
Sendo assim, o que pesou mais para focar na área fiscal foi a mentalidade que eu tive que ir mudando no decorrer da preparação e algumas disciplinas que tive afinidade na época da faculdade.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Francisco: Sempre trabalhei e estudei durante toda a preparação. Eu estudava um pouco antes de começar o trabalho no escritório, na hora do almoço também sempre estudava um pouco e quando chegava em casa dava mais uma pegada no estudo. Nos finais de semana e feriados, eu aproveitava para estudar o dia todo.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Francisco: O concurso para Auditor da Sefaz de Alagoas foi o primeiro que passei dentro das vagas. Nesse concurso fiquei em 15º lugar. Vale lembrar que fui reprovado em 22 concursos na época que atirava para todos os lados fazendo concursos de todas as áreas.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Francisco: Sim, na verdade eu acredito que o grande diferencial para passar em qualquer concurso é estudar antes de sair o edital. Ou seja, fazer a base nas principais matérias da área. Inclusive, acredito que o grande erro que cometi nos outros 22 concursos foi ficar estudando sempre no pós-edital. É muito complicado manter a motivação no pré-edital. Eu acredito que, para manter a disciplina, é necessário ter um bom planejamento de estudos que mostre o avanço no desempenho das disciplinas e o avanço no conteúdo propriamente dito.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Francisco: Conheci o estratégia pelos vídeos no Youtube e, pesquisando na internet, percebi que a maioria dos aprovados da área fiscal estudavam pelos materiais do Estratégia. Então decidi testar o material para ver a qualidade. Desde então virei aluno, inclusive para o concurso da Sefaz de Alagoas o material do Estratégia foi decisivo, principalmente, em legislação tributária estadual.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? O que funcionava melhor pra você? Videoaulas, pdfs, livros?
Francisco: Utilizei todos os tipos, para matérias de exatas, português e contabilidade, eu percebi que aprendia mais utilizando videoaulas, já para os direitos, eu preferia os livro digitais (PDFs), salvo em direito tributário que usei livro impresso.
Estratégia: Quantas horas por dia costumava estudar?
Francisco: De segunda à sexta, eu fazia em média 3 horas líquidas e nos finais de semana fazia em média 6 horas líquidas. Mas no pós-edital, como eu consegui tirar férias, eu estudei em média 50 horas por semana. Na verdade eu acho que é nessa hora que os concurseiros que trabalham conseguem disputar de forma justa em termo de horas com os concurseiros que estão só pelo estudo.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?
Francisco: Nos primeiros anos da minha preparação, eu estudei totalmente de forma desorganizada, sem planejamento, sem foco, tanto é que consegui colher 22 reprovações. Então decidi contratar uma consultoria que fazia todo o meu planejamento por meio de metas semanais. Nesse planejamento, eu estudava por um ciclo de estudos, só que eu adaptava para minha realidade, ou seja, colocava as matérias mais chatas e que eu tinha dificuldade logo pela manhã e estudava as matérias que eu dominava no período da noite. Costumava fazer resumos por meio de esquemas, na maioria das matérias, e sempre fazia muitos exercícios em todas as matérias.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Francisco: Sim, no decorrer da preparação sempre tive dificuldade em Estatística, TI e Economia. Eu acredito que a repetição por meio de muitas revisões é suficiente para aprender qualquer assunto mas, em alguns assuntos, o jeito é decorar mesmo e torcer para a banca cobrar a questão no mesmo estilo.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Francisco: Sou noivo e não tenho filhos. Tive todo apoio da minha família. Acho que o mais difícil durante toda a preparação foi ter ficar ausente da família nos últimos 5 anos.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Francisco: Não tinha vida social, fui muito radical, inclusive eu até acho que foi um erro que cometi.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)
Francisco: Se for da mesma área, eu acho válido. Mas pela minha experiência, eu acredito que é melhor fazer prova só depois que a base estiver feita. Estou bastante satisfeito com essa aprovação lá de Alagoas, mas se sair o concurso da Sefaz do Ceará nos próximos anos, eu vou tentar brigar por uma vaga.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Francisco: Comecei a estudar em Agosto de 2015 e o resultado final do concurso que fui aprovado saiu em Maio de 2020, ou seja, quase 5 anos. Para o concurso de Alagoas, eu acho justo considerar o período a partir de Janeiro de 2018, que foi quando contratei a consultoria que me colocou no caminho da aprovação.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?
Francisco: Já vi varias pessoas tentando descrever essa sensação, na verdade é indescritível é um misto de alívio com coração querendo sair pela boca, é a sensação de dever cumprido.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Francisco: Eu sou daqueles que estuda até faltando 10 minutos para começar a prova. Inclusive eu viajei 22 horas de ônibus e fui estudando na viagem. Na semana que antecedeu a prova, reduzi o ritmo, mas estudei ainda umas 40 horas.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Francisco: Eu fiz um curso de discursivas, que a professora passou toda a estrutura que a banca queria, ou seja, eu só precisaria estar dominando o conteúdo para poder fazer uma boa prova. Aconselho fazer um curso e treinar bastante.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Francisco: Erros: Atirar para todos os lados, em todas as áreas, assistir aula e não anotar, nem marcar nada, ler os materiais sem preparar o material de revisão e não resolver muitos exercícios.
Acertos: Ter paciência para esperar fazer a base nas matérias básicas da área, ter um planejamento que contemple revisão e muitos exercícios (aqui a consultoria fez toda diferença) e, é claro, não poderia de deixar de citar o acerto mais importe: estudar até passar, logo, desistir não é opção.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Francisco: O mais difícil foi ter que recusar os convites da família e dos amigos para confraternizações em geral. No início, é muito fácil desistir, mas depois de 2 ou 3 anos de estudo depois de todo dinheiro e tempo investido, fica mais complicado de desistir. No meu caso, eu iria estudar até passar, não importava quanto tempo iria demorar.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Francisco: Eu acho que tenho uma coisa intrínseca da minha personalidade que me faz continuar até conseguir ser bom em determinada coisa. Todos os esportes que pratiquei eu treinei até ficar bom. No estudo para concurso eu pensei da mesma forma, é só treinar bastante, que uma hora eu vou ficar bom.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Francisco: Pessoal, nesse mundo dos concursos cada pessoa vai ter uma opinião diferente para todo tipo de assunto, seja uma técnica de estudo, seja um método de planejamento, enfim, eu acredito que a grande sacada é pegar o que funciona de forma geral e adaptar de forma específica para sua realidade. Gostaria de deixar um pensamento que uma vez escutei de um desses mestres que orientam como estudar para concursos: “se você não estudar, como estará sua vida daqui a 3 ou 5 anos? Ou seja, você não tem nada a perder estudando para concursos, o máximo que pode acontecer é você ficar mais inteligente”.