Aprovado no concurso PRF (AM)
“Essa é uma boa dica para quem está estudando: por mais que se tenha dificuldade em determinada área, ela deve ser compensada com mais empenho para diminuir os pontos fracos. Sigam focados no objetivo que, com certeza, serão aprovados e recompensados com a merecida sensação de dever cumprido e com a possibilidade de dar o melhor para servir ao nosso amado país”
Confiram nossa entrevista com Candido de Souza Melo, aprovado em 10º lugar no concurso PRF no estado do Amazonas:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Candido de Souza Melo: Sou formado em engenharia mecânica. Tenho 28 anos. Sou do Rio Grande do Norte.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Candido: Ao terminar a faculdade, percebi que não me identificava com a área de atuação de um engenheiro mecânico, então decidi estudar para concursos. O que me levou a escolher a área policial, mais especificamente a PRF, foi a possibilidade de exercer uma profissão mais dinâmica, na qual não precisaria me submeter a uma rotina fixa de trabalho. Em cada plantão uma infinidade de coisas podem acontecer.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Candido: Dedicava-me somente aos estudos.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Candido: Fui aprovado no concurso do TJ PE, realizado em 2017, para o cargo de técnico judiciário, área judiciária. Fiquei na 4ª colocação.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?
Candido: Minha sensação foi muito boa, de dever cumprido. Saber que todo o esforço tinha sido recompensado. Contudo, por tratar-se de concurso policial, estava ciente de que ainda havia outras fases pela frente, nas quais eu precisaria me concentrar daquele momento em diante.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Candido: Até o lançamento do edital, eu mantive uma dinâmica social mais flexível, respeitando o horário de estudos durante a semana, mas descansando e aproveitando os sábados e domingos com minha namorada, minha família e meus amigos. A partir da publicação do edital, passei a ter uma postura mais radical e usava parte do final de semana para fazer simulados e testar meus conhecimentos.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Candido: Eu ainda não sou casado. Não tenho filhos. Tenho namorada e, na época em que estudava, morava com meus pais. Minha família sempre me apoiou ao longo de toda a minha caminhada, assim como minha namorada. Foram eles que me deram o equilíbrio necessário para atingir meu objetivo, pois respeitavam meus horários de estudos, me incentivavam a continuar estudando e, principalmente, me proporcionavam os importantíssimos momentos de lazer e descontração.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é e se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)
Candido: Deve haver um foco principal. É possível, no máximo, tentar estudar e fazer concursos em uma mesma área, por exemplo, concursos na área policial ou em tribunais. Ficar mudando a área de estudos pode ser muito prejudicial para quem está se preparando. Meu conselho é escolher um concurso para ser seu objetivo principal e ir fazendo outros que exijam conhecimentos semelhantes para ir ganhando experiência e segurança. No meu caso, eu fiz o concurso do TJ PE porque o da PRF, àquela época, não tinha nem previsão da publicação do edital e muitas das matérias exigidas eram comuns aos dois.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Candido: 3 anos e 10 meses.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Candido: Sim. A maior parte do meu tempo de preparação se deu antes do lançamento do edital e, na minha opinião, é assim, com antecedência, que se deve estudar para ter mais chances de ser aprovado em concursos. Manter a disciplina é uma questão que só depende de cada um. É preciso buscar motivação diariamente para não desistir, principalmente quando se estuda com bastante antecedência, como foi o meu caso.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Candido: Como estudei durante bastante tempo, utilizei muitos tipos de materiais disponíveis no mercado, no entanto, não tive aulas presenciais ou telepresenciais. Livros e videoaulas podem ser bastante completos e esclarecedores, entretanto, tornam o estudo muito mais demorado e menos produtivo, são mais úteis para dirimir dúvidas. Cursos em PDF são os meus favoritos, pois o conhecimento é condensado e pode ser absorvido de forma rápida e eficaz.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Candido: Pela internet.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Candido: Eu estudava todas as matérias ao mesmo tempo, sendo que cada dia da semana eu via algumas delas. Dessa forma achei mais fácil de memorizar a maior parte possível do conteúdo. Os resumos são essenciais. Eu fiz resumos de todos os assuntos, de todas as matérias cobradas. Como o conteúdo é muito extenso, é preciso ter resumos e recorrer a eles com frequência para que aquilo que já foi estudado não seja esquecido com o decorrer do tempo. Durante o tempo em que estudei antes de o edital ser publicado, meu tempo de estudo girava em torno de 6 horas por dia. A partir do momento que o edital foi publicado, eu intensifiquei o ritmo e passei a me dedicar cerca de 9 a 10 horas por dia, às vezes até mais que isso.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Candido: Sim, é natural que se tenha familiaridade com algumas disciplinas e dificuldade em outras. No meu caso, disciplinas jurídicas como direito constitucional e direito administrativo representavam um maior desafio, pois além de não ter muita familiaridade com os conteúdos cobrados, não os achava tão interessantes. Para contornar as dificuldades, me dedicava ainda mais à confecção dos resumos dessas matérias, de forma que ficassem o mais completo e didáticos possíveis, o que me permitia revisar com maior frequência para ajudar na fixação do conteúdo. Essa é uma boa dica para quem está estudando, por mais que se tenha dificuldade em determinada área, ela deve ser compensada com mais empenho para diminuir os pontos fracos, especialmente em provas da cespe, nas quais os erros são ainda mais impactantes.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Candido: Na semana que antecedeu a prova, eu mantive um ritmo bem mais leve de estudos, preocupei-me apenas em fortalecer os pontos fracos que ainda restavam. Na véspera da prova eu preferia não estudar. Todavia, no concurso da PRF em especial, eu estava bastante ansioso e decidi dar uma última revisada, bem de leve, em assuntos que considerava haver mais chances de serem cobrados.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Candido: Para a parte discursiva do concurso eu me preparei, em um primeiro momento, lendo sobre técnicas de como construir uma boa redação. Posteriormente, passei a fazer redações sobre os temas que poderiam ser cobrados na prova. A cada semana eu fazia uma redação sobre um desses assuntos. Embora eu considere que me dediquei bastante à prova discursiva, não consegui obter um bom resultado no dia da prova, por isso, meu conselho para quem está estudando é que a prova discursiva não deve ser menosprezada, ela tem um peso considerável e pode decidir se um candidato será aprovado ou reprovado.
Estratégia: Como foi a sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Candido: Como sempre pratiquei esportes ao longo da vida, a preparação para o TAF foi feita após a prova objetiva por meio de treinos específicos dos exercícios cobrados nessa fase. Todavia, o TAF também não deve ser menosprezado, de forma que aqueles candidatos não praticantes de qualquer atividade física devem começar a preparação com bastante antecedência para evitar maiores dificuldades no dia do teste. Quanto às demais fases, apenas segui as orientações da banca organizadora com bastante atenção para cumprir o que me foi demandado.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Candido: Durante uma preparação sempre há erros, eles fazem parte do processo de aprendizado. Meus principais erros foram não dar a devida importância à legislação de trânsito, que havia sido bem pouco cobrada no último concurso (2013) e alternar entre diferentes fontes de estudos (videoaulas, livros) até encontrar aquela com a qual mais me identifiquei, o material em pdf. Quanto aos acertos, acredito que o principal dele foi mais ligado ao atitudinal, sempre fui perseverante e continuei estudando para o mesmo concurso por um longo período de tempo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Candido: A parte mais difícil de todo o processo foi a espera. O último concurso havia sido realizado em 2013 e eu estudava desde 2015. Como não estava trabalhando, embora tivesse total apoio da minha família, eu me cobrava muito, queria atingir minha independência financeira e começar a trabalhar o mais rápido possível. Nunca pensei em desistir, pois a vontade de começar a trabalhar na PRF sempre me manteve focado no objetivo.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Candido: Minha principal motivação foi a possibilidade de conquistar minha independência financeira trabalhando em uma das instituições públicas mais importantes e respeitadas do Brasil, a Polícia Rodoviária Federal.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Candido: Para aquelas pessoas que estão iniciando os estudos para concurso, meu conselho é: Não desistam! Sigam focados no objetivo que com certeza serão aprovados e recompensados com a merecida sensação do dever cumprido e com a possibilidade de dar o melhor para servir ao nosso amado país.