Aprovada no concurso da Polícia Civil do Paraná
“Siga seu plano/cronograma de estudos com afinco, mantenha ao seu lado pessoas que te apoiem, respeite seus limites e cuide da sua espiritualidade. Tenha paciência e encare seu estudo como um compromisso diário. É a disciplina que separa quem passa de quem desiste”
Confira nossa entrevista com Patrícia Gaffuri, aprovada no concurso da Polícia Civil do Paraná no cargo de Escrivão:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Patrícia Gaffuri: Sou formada em Odontologia, tenho 26 anos e sou de Cascavel – PR.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Patrícia: Quando terminei a faculdade já tinha a convicção de que não queria seguir na carreira. Precisava, portanto, buscar alternativas que fossem além da Odontologia, e o concurso foi o meio que encontrei para conseguir uma boa oportunidade pelos meus próprios méritos.
Além disso, é indiscutível que a estabilidade que o serviço público proporciona e o anseio em contribuir com o interesse da coletividade sempre foram os maiores atrativos durante a minha jornada.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Patrícia: Comecei a estudar efetivamente em 2017 e, durante esse ano, não trabalhei. Sem dúvidas, ter mais horas livres disponíveis foi essencial para dar um salto no meu aprendizado. Mesmo assim, é necessário ter muito controle para lutar contra a procrastinação (pois diante do espaço de tempo considerável que temos, é muito fácil perder algumas horas com o que não é prioridade no momento).
Nesse mesmo ano fui aprovada em um concurso municipal, o qual assumi ainda em dezembro. Em 2018 já percebi que o rendimento não era o mesmo, tendo em vista que só tinha a noite reservada para os estudos. Além do mais, o cansaço da rotina também contribuiu para reduzir o nível de produtividade. Apesar disso, ter um plano de estudos foi muito importante, pois foi o que garantiu o rodízio das disciplinas, de modo que eu pudesse passar por todos os conteúdos frequentemente. E claro, manter em mente meu objetivo e insistir nele foi fundamental. É o seu comprometimento que vai fazer a diferença.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Patrícia: Fui aprovada para o cargo de Agente Administrativo Municipal; Técnico Administrativo da Secretaria de Estado da Saúde – SESA/PR; Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná (que ainda não foi homologado); e Escrivão da Polícia Civil do Paraná (em 33º).
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Patrícia: É indescritível. A sensação é de alívio e de certeza que todo o esforço valeu a pena.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Patrícia: Sinceramente, era bem regulada. Como trabalhava a semana inteira, aproveitava os finais de semana para estudar também. Folgava apenas à noite.
No pré-edital é mais tranquilo lidar com essas situações, mas o pós-edital requer ainda mais dedicação, por isso levava bem a sério as horas a serem estudadas.
Acredito que ser radical demais tenha até seus prejuízos, afinal o apoio de amigos e familiares nos motivam a persistir na busca de nossos objetivos, especialmente nos momentos que mais estamos cansados ou desanimados.
Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?
Patrícia: Não sou casada e moro com meus pais. Embora no começo tenha sido difícil aceitarem o fato de que eu não seguiria a carreira da Odontologia, desde o momento em que defini meu foco nunca deixaram de me apoiar. O primeiro ano ainda foi meio complicado, já que estava formada e ainda dependia financeiramente deles. Apesar disso, sempre estiveram dispostos a me ajudar com o que fosse necessário. A partir da primeira aprovação ficou mais fácil, pois começaram a ver os resultados das minhas escolhas e com o tempo passaram a entender ainda mais a minha necessidade de dispender tanto tempo e dedicação em prol de um cargo público.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Patrícia: Acredito que vale a pena fazer concursos da mesma carreira para a qual você se prepara. Estudar muitas matérias de concursos diferentes nem sempre é fácil, ainda mais para quem tem que conciliar o estudo com trabalho. Isso demanda muito tempo (aprender a matéria, elaborar seu material, revisar, fazer questões) e se não for de forma bem feita, a probabilidade de reter todo o conteúdo é mínima. No fim, se o resultado não for dos melhores, você só vai desanimar.
Por outro lado, fazer provas semelhantes agrega experiência e permite definir detalhes importantes para o dia do seu concurso, especialmente no que se refere à divisão do tempo entre resolver as questões, fazer a discursiva e passar o gabarito. Além disso, a experiência de provas anteriores é importante para evitar surpresas no grande dia, já que você estará mais familiarizado com a situação.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovada?
Patrícia: Fiz a inscrição para o concurso da PCPR apenas após voltar da prova do MPU, que foi em outubro. A prova da Polícia Civil foi em novembro, o que significa que tive praticamente um mês para estudar as matérias específicas. Vale lembrar que eu foquei com mais intensidade nas específicas porque já tinha bagagem das matérias básicas, as quais eu apenas revisei.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Patrícia: Não especificamente para a PC, mas de forma geral, sim. Isso tem muito a ver com comprometimento. A minha ideia era aprender o máximo possível no pré-edital e apenas revisar os conteúdos quando o edital saísse. Para isso, eu seguia um cronograma de estudos que me manteve sempre alinhada aos editais que eu me interessava.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Patrícia: Nos primeiros dois anos fiz um curso presencial. Depois passou a ser mais produtivo estudar com materiais em PDF. Eu até assistia a algumas videoaulas, mas não aproveitava tanto.
– Curso presencial: a vantagem é a facilidade de manter a disciplina, pois comparecer às aulas se torna um compromisso diário; a desvantagem é que a partir do momento que você domina o conteúdo, as aulas parecem ser muito repetitivas e você sente a necessidade de revisar o conteúdo mais rapidamente para aproveitar melhor o tempo.
– Videoaulas: acredito que são mais vantajosas para aqueles que estão tendo o primeiro contato com a matéria, pois a didática dos professores auxilia muito no entendimento do conteúdo. Na minha opinião, quando o aluno já domina o conteúdo é mais viável revisar a matéria pelo seu próprio material e por meio de resolução de questões.
– Material em PDF: sempre válido. Os materiais do Estratégia, especialmente, são bem completos e de fácil entendimento, e os esquemas são ótimos para memorização. O PDF é essencial para a fixação do conteúdo principalmente no pré-edital, pois permite uma visão ampla da teoria e auxilia na elaboração dos resumos para as revisões.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Patrícia: Um ano após começar a trabalhar, meus estudos já não rendiam mais e decidi parar com o presencial. Precisava de outros métodos, e foi mais ou menos nessa época que comecei a buscar pelas aulas do Estratégia.
Aproveitei muito as aulas e materiais gratuitos. Professores objetivos, material completo e aulas focadas na meta dos alunos. As aulas de revisão e resolução de questões foram essenciais. Aliás, um agradecimento especial pela disponibilização posterior de aulas ao vivo – infelizmente nem sempre temos o privilégio de acompanhá-las em tempo real. Além disso, as dicas dos professores sempre foram certeiras e vão ao encontro das maiores dúvidas dos alunos.
Também é necessário fazer um comentário a respeito do site, sempre muito bem atualizado e com matérias relevantes. Ah, os vídeos com profissionais das carreiras são bastante esclarecedores e interessantes, assim como as dicas de planos de estudo para os mais iniciantes.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Patrícia: Sempre estudei uma matéria por turno (uma matéria pela manhã, outra matéria à tarde, outra à noite). Isso quando não trabalhava, claro. Quando passei a trabalhar, durante a semana estudava apenas à noite e nos finais de semana estudava pela manhã e tarde.
Montava um plano de estudos com as matérias do meu edital e distribuía pelos dias conforme fosse mais viável. Sempre foquei mais na leitura da teoria e da lei seca, e preferia resolver questões apenas depois de entender bem a matéria. RLM e Matemática não tem jeito, o melhor método é focar nos exercícios.
Sobre os resumos, eu não fazia de todas as matérias, mas tenho uma parede repleta de esquemas e bilhetes/post-it com informações que eu poderia facilmente confundir. Acho útil porque é uma maneira de ter acesso rápido à informação.
Ah, não costumava contabilizar as horas, acredito que a qualidade importa mais que a quantidade.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Patrícia: Tive dificuldade em matemática. O melhor método é focar em resolução de questões e não ficar muito tempo sem revisar a matéria.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Patrícia: Na semana que antecedeu a prova foquei em revisar todas as matérias para garantir a memorização. Na véspera de prova assisti às aulas de revisões e resolução de questões.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Patrícia: As aulas teóricas são essenciais para entender a estrutura da questão discursiva. Além disso, as aulas que abordam temas de atualidades são importantes para nos darem a base necessária para fortalecer os argumentos no texto. Tão importante quanto a teoria, é a prática. Eu fazia redação toda semana e isso foi fundamental para criar mais segurança no momento da escrita. A prática nos permite ter mais noção acerca de como pontuar os argumentos no texto, como estruturar parágrafos e elaborar ideias mais coesas. Se for possível, aconselho ter as redações corrigidas semanalmente por um profissional. A identificação das falhas auxilia o aluno a permanentemente aperfeiçoar sua técnica.
Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Patrícia: Sempre fui meio sedentária, mas assim que saiu o resultado da questão discursiva e vi que teria chances de ser convocada para o TAF, logo comecei a investir em uma rotina mais intensa de atividade física. Comecei praticamente do zero, mas com as orientações de um bom treinador e com muita dedicação, obtive êxito. De qualquer forma, aconselho a manter os exercícios físicos em dia independentemente de edital aberto.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Patrícia: No caso da PCPR, eu diria que meu maior sofrimento foi com o TAF. Meu foco inicial eram as carreiras administrativas/tribunais e, por isso, acabava deixando de lado a atividade física.
O maior acerto foi manter o estudo mesmo sem edital aberto, seguindo um cronograma semanal. Isso permite uma visualização ampla do conteúdo e facilita as revisões no pós-edital.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Patrícia: O cansaço, sem dúvida, é o que mais desanima. A rotina do estudante é um tanto quanto monótona e é praticamente impossível absorver o conteúdo com a mente exausta.
Já pensei em desistir, sim. Mas nunca esqueci o propósito que me fez iniciar essa jornada. Se Deus me permitiu chegar até aqui, por que então desistiria?!
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Patrícia: Minha independência financeira, realização pessoal, qualidade de vida e a estabilidade do serviço público.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Patrícia: “O segredo do sucesso é a constância no objetivo”. Cada dia importa, e essa jornada de concurso tem tudo a ver com persistência. Não perca tempo planejando demais, teste diferentes técnicas, mas estude da maneira que dá certo para você. Siga seu plano/cronograma de estudos com afinco, mantenha ao seu lado pessoas que te apoiem, respeite seus limites e cuide da sua espiritualidade. Tenha paciência e encare seu estudo como um compromisso diário. É a disciplina que separa quem passa de quem desiste.
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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]
Um abraço,
Thaís Mendes