Aprovado no concurso ISS Manaus
“Tenha disciplina para fazer aquilo que tem que ser feito e consistência para continuar fazendo dia após dia. É isso que lhe trará resultados”
Confira nossa entrevista com Eduardo Pinheiro do Nascimento, aprovado no concurso ISS Manaus nos cargos de Técnico de TI e Assistente Técnico de TI:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Eduardo Pinheiro do Nascimento: Sou formado em Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações e finalista do curso de Engenharia de Software. Tenho 31 anos e nasci em Manaus.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Eduardo: Desde que iniciei meus estudos na área de TI, que faço concursos somente nessa área. Isso começou em 2008 e durante 10 anos nunca havia estudado uma vírgula focada em concursos. Fazia as provas apenas com meu conhecimento acumulado de sala de aula e experiencia profissional, apesar de sempre almejar um cargo público por conta da estabilidade.
Com o passar do tempo, esse desejo aumentou por conta dos filhos e de pensar em um dia me deparar talvez com 40, 45 ou 50 anos de idade, sair de um emprego e ter que tentar me recolocar no mercado de trabalho. Isso somado com duas frustrações que ocorreram na minha caminhada de concurseiro, me fizeram levar a sério o concurso e estudar de verdade para ele.
A primeira frustração ocorreu em 2012, quando ocorreu o concurso do INPA. Eram 4 vagas para área de Redes de Computadores (3 ampla concorrência + 1 PCD) e fiquei na 4º colocação da Ampla concorrência. A outra aconteceu em 2018, quando saiu o resultado do concurso da DPE-AM, onde havia 5 vagas para Assistente Técnico de Suporte (4 ampla concorrência + 1 PCD) e fique em 5º colocado na ampla concorrência. Depois de ficar duas vezes no “quase”, sem ter estudado nada focado para prova, percebi que só precisada me esforçar mais um pouco e ter uma boa preparação.
Um mês após o resultado da DPE-AM, o presidente do TJ-AM fez o anúncio dizendo que iria realizar concurso para o órgão. Vi ali minha grande oportunidade. Então, em julho de 2018, iniciei de verdade minha preparação para concurso.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Eduardo: Desde que tenho 19 anos, sempre conciliei trabalho e estudos (para concurso e faculdade). Então, sempre quando tinha uma brecha no trabalho, o PDF ou a videoaula estavam rolando. Tentava ao máximo fazer só o essencial na faculdade, para que não me tomasse bastante tempo e o resto que sobrava, focava no concurso. Muitas vezes chegava nove meia ou dez horas da noite em casa, só comia alguma coisa, tomava um banho e ia estudar até meia noite ou uma hora da madrugada. Fazer questão virou passatempo: era na fila, era quando meu filho estava no futebol, era deitado na cama antes de dormir, qualquer momento aproveitava. Depois de ficar no “quase” duas vezes, virei concurseiro profissional. O concurso era a prioridade.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Eduardo: De 2008 a 2018, sempre fui aprovado, mas ou fora do número de vagas ou até bem longe. Só entrei no número de vagas depois que adquirir materiais de qualidade, focado em concursos, e levei a minha preparação a sério, ou seja, depois que virei concurseiro profissional.
ADAF – 2018/2019 – Cargo: Analista de Redes e Sistemas – 2 Vagas – Colocação Obtida: 2º Colocado (Vou tomar posse dia 03/07/2020)
IDAM – 2018/2019 – Cargo: Analista de Redes – 1 Vaga – Colocação Obtida: 1º Colocado
Último:
ISS-MANAUS 2019 – Cargo: Assistente Técnico Tecnologia da Informação – Suporte (Nível Médio) – 12 Vagas – Colocação Obtida: 4º Colocado
ISS-MANAUS 2019 – Cargo: Técnico Tecnologia da Informação – (Nível Superior) – 8 Vagas – Colocação Obtida: 7º Colocado
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Eduardo: O primeiro concurso que passei foi a ADAF. A sensação foi de alívio, de ter conseguido o que tanto buscava, que era um cargo público. Mas a minha preparação começou por causa do TJAM, então tinha que seguir com o meu foco.
Depois veio IDAM e a sensação foi de que realmente estava no caminho certo e que tinha que continuar na caminhada. Mas quando saiu o edital do ISS Manaus, mudei todo o meu foco, especificamente para o cargo de nível médio, pois a remuneração é maior que os outros dois concursos que já havia passado e carga horária semanal era menor. Acreditava, também, que era mais fácil de passar. Queria garantir pelo menos um cargo, mas fiz minha inscrição para os dois: cargos tanto médio quanto superior.
Recebi a notícia que tinha passado no cargo de nível médio, de um amigo logo de manhã, bem cedo, e a sensação foi de enorme satisfação. Fiquei muito orgulhoso do meu esforço. Quando cheguei no meu trabalho e olhei o PDF com as pontuações, percebi que tinha ficado em 10º no cargo de nível superior, então a sensação foi de que dava para ter se esforçado um pouco mais, que cheguei tão perto e não tinha conseguido.
Quando foi a tarde, eu encontrei um grupo de WhatsApp do concurso do ISS Manaus e eles estavam comentando que estava só a pontuação da objetiva, que faltava a pontuação da discursiva e que dava para ver a pontuação da discursiva e a colocação geral com essa pontuação dentro do site da banca. Entrei no site e vi que na verdade eu estava na 7º colocação, somando objetiva e discursiva, e a sensação foi indescritível. Eu só sabia agradecer a Deus, não conseguia mais andar, eu só pulava e um cisco caiu no meu olho. Aí eu entendi o que o Chris Gardner sentiu no final do filme “A procura da felicidade”.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Eduardo: Antes da preparação eu já não saía muito, mas, mesmo assim, eu diminuí um pouco mais. Porém não abdiquei total. Na minha preparação, eu sempre deixava o sábado de folga, porque sempre era o dia que dava para resolver alguma coisa. Como no domingo não dava, porque estava tudo fechado, deixar o sábado no cronograma era furada.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Eduardo: Se eu falar que sou casado, minha esposa vai me quebrar na porrada (porque ela vai dizer que eu nunca a pedi em casamento kkk), então eu tenho união estável com a senhora Antônia. Com ela tenho dois curumins, o mais velho com 9 anos e o mais novo com 10 meses. Ela foi a que mais me incentivou a estudar para concursos, principalmente depois da DPE-AM. Ela disse que sem estudar conseguia sempre bater na trave, então se estudasse iria conseguir fazer o gol. O pior (ou melhor) disso tudo, é que ela estava certa. Aí depois tive que escutar dela “tá vendo?! eu te disse”. Quando tomar posse no ISS vai dar para casar de verdade, com tudo que tem direito (kkkk).
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Eduardo: No meu caso, que minha área de foco é Tecnologia da Informação, independente do concurso ser da área fiscal, tribunal ou administrativa, o núcleo é sempre o mesmo. O ajuste é pequeno, então não senti tanta diferença. Depois de passar no ISS Manaus, meu leque de opções para almejar outra carreira diminuiu bastante e meu ritmo de estudos diminuiu também. Foi por conta disso que não fui bem no concurso do TJAM, que no início era meu objetivo. Mas pretendo sim voltar a estudar, talvez para o fisco estadual ou para área de controle e legislativo federal, todos com o foco em TI.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Eduardo: Estudei por 1 ano.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Eduardo: Comecei a estudar sem edital, apenas com o anterior do TJAM. Quando li o conteúdo programático da parte específica, percebi que seria totalmente diferente daquilo e que não iria me servir como base. Então tentei comparar com outros editais na área de TI mais recentes e aproveitei que não tinha edital na praça para estudar a parte básica, que é minha maior deficiência.
Eu tentava manter minha disciplina nos estudos sempre me fazendo a pergunta: “e se o edital saísse hoje, você estaria preparado?”. A resposta era sempre não. Mas não se preocupe com isso, acho que se eu estudasse 3 anos seguidos a resposta seria a mesma. Porém isso me dava ânimo para seguir na caminhada.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Eduardo: Aulas presenciais estava fora da minha realidade. Trabalho e faço faculdade, então eu não tinha horário. Livros, logo no início percebi que mais atrapalha do que ajuda, pois dos 100% do conteúdo talvez 20% cai em concurso, ou seja, é muito esforço e tempo desperdiçado.
Comecei a estudar com materiais focado em concursos e, no início, usei as videoaulas e resumo dos vídeos. Deu muito certo, mas gastava muito tempo.
Depois fui para ler o PDF, ao mesmo tempo fazer o resumo, depois só assistir a videoaula e fazer exercícios. Também deu certo, mas o resumo às vezes ficava com coisas não tão essenciais. Aí eu mudei novamente, porque já estava sem tempo e com edital na praça, eu só lia o PDF e depois fazia exercício. O resumo era só depois das questões. O que ia para o resumo era o que aparecia nos exercícios. Foi o método que mais deu certo comigo e o mais veloz também.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Eduardo: Existem muitos cursos on-line para concursos, mas cursos on-line para concursos na área de TI não existem muitos. Na época que procurei só achei três e o Estratégia é o que mais tinha o conteúdo completo, por isso eu escolhi. Hoje percebo que foi a escolha certa, porque não é só quantidade de conteúdo, mas foco no concurso. Nele você encontra tanto o trivial como o detalhe.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Eduardo: Não estipulava a quantidade mínima de estudo por dia. Tentava aproveitar o que desse para aproveitar, mas tentava intercalar as disciplinas, no máximo 3 por dia, mas geralmente só estudava 2.
Separava os tópicos em blocos, dentro da disciplina. Eu não revisava todo o direito constitucional, apenas do artigo 1º ao 4º, ou apenas o artigo 5º. A revisão era feita só pelos resumos e exercícios, e à medida que mais revisava, a velocidade também aumentava e a memorização ocorreu de maneira natural.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Eduardo: Tenho muita dificuldade em português, banco de dados e linguagem de programação.
Aconselho fazer bastante exercício e ficar bom em alguns tópicos dessas disciplinas. E, quando sair o edital, verificar quais são os assuntos mais cobrados pela banca dessas matérias que você tem dificuldade, aprender o mais rápido possível qual é o jeitão como a banca cobra e fazer vários exercícios para pegar a manha.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Eduardo: Véspera é dia de estudo. Se deixar, eu entro com resumo dentro da sala.
Semana antes da prova, falto até aula na faculdade. O foco é total, é ler o máximo de resumos possíveis, exercícios até o talo e se não entendeu algo, aceita, decora e siga em frente.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Eduardo: No concurso da ADAF eu não me preparei para discursiva, o resultado foi que me ferrei na discursiva. O que compensou foi que eu fiz a melhor prova objetiva do concurso, o que equilibrou a nota final e fiquei na segunda colocação. Ainda bem que eram duas vagas.
No concurso do IDAM, eu sabia que não poderia falhar já que era apenas uma vaga. Então uma semana antes eu me preparei e decorei um modelo de discursiva para aplicar na prova. O que deu super certo: obtive a maior nota na objetiva e na discursiva”, o que me garantiu a primeira colocação.
No ISS Manaus solicitava estudo de caso, o que é diferente da prova discursiva. Como meu foco era o cargo de nível médio, eu não me preparei para o estudo de caso, então tive um pouco de dificuldade para fazer (com relação ao formato da resposta e não ao conteúdo cobrado). Como eram duas questões e os dois assuntos eram bem distintos, acredito que muitos candidatos deixaram umas das respostas em branco, o que eliminou muita gente. Como eu consegui responder uma questão ótima e a outra razoável, minha média foi boa e me rendeu algumas colocações acima.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS.
Eduardo: O maior erro foi no início, quando pegava uma disciplina e estudava ela toda e depois pegava outra e estudava tudo… aí quando terminava a segunda, já tinha esquecido a metade da primeira.
O maior acerto foi os resumos combinados com exercícios, e as atualizações desses resumos com os exercícios que não estavam contemplados nas anotações.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Eduardo: Nunca pensei em desistir. O mais difícil de se manter nessa caminhada é justamente aquilo que te leva a aprovação, que é a disciplina e a consistência.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Eduardo: Ter estabilidade e proporcionar coisas boas a minha família.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Eduardo: Primeira coisa é ter um material de qualidade e focado em concursos. Depois que conseguir, não busque por outros. Sem nenhum material você talvez não consiga, mas com materiais demais com certeza você vai se atrapalhar.
Segundo, planeje seus estudos, suas revisões e seus exercícios. Siga seu plano, confie no seu método, você não pode depois de uma semana de estudos se distrair porque você viu no YouTube um novo método revolucionário, ou a fórmula mágica da aprovação, ou a caneta ungida. O que sempre aprovou e o que sempre vai aprovar, é sentar-se e estudar, é confiar no planejamento.
Terceiro, se mantenha sempre motivado. Tenha disciplina para fazer aquilo que tem que ser feito e consistência para continuar fazendo dia após dia. É isso que lhe trará resultados. E, por fim, a mensagem que deixo é que ‘A dor é passageira, mas a glória é eterna’ (Pearl Harbor).