Classificado no Concurso ALEPI
“A minha dica de ouro é: autoconhecimento. Entenda quem você é, depois disso, perceba o que quer fazer dentro da sua carreira. Se possível, conecte suas habilidades à sua dedicação. Também, tenha um objetivo claro (e genuíno). Se não for fiel e honesto a você mesmo, as suas escolhas tendem a se perder no caminho. E, por fim, mas não menos importante: se humanize nesse processo. Crie hábitos, tenha metas, faça boas escolhas, mas não se martirize em dias ruins, eles vão aparecer…”
Confira nossa entrevista com Igor Alcântara, classificado em 4º lugar após a prova discursiva no concurso ALEPI:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Igor Alcântara: Olá, me chamo Igor Alcântara. Sou nascido e criado em Belo Horizonte/MG. Tenho 30 anos. Sou graduado em Direito, pela PUC-MG (2013), e, em Letras, pela UFMG (2018). Especialista em Revisão de Textos formado na PUC-MG (2019). Pós-graduando em Filosofia e Autoconhecimento na PUC-RS e mestrando em Estudos Linguísticos na UFMG.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Igor: A paixão pela escrita me fez escolher minha área de formação e, assim, definir meus objetivos profissionais. Um deles ligado à carreira como redator/revisor em um órgão público.
Estratégia: Por que a área legislativa? Você tinha alguém na família que o inspirou, gostava de processo legislativo, o que te fez estudar para esse concurso?
Igor: Não tenho referências familiares no setor público, mas amigos e conhecidos próximos. Conversando com eles, percebi que seria uma boa escolha. O que me fez estudar para este concurso foi o desejo de trabalhar no meu campo de atuação profissional. Campo esse que me oferece suporte para contribuir com a minha qualificação.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Igor: Eu sou servidor público em um Conselho de classe, onde trabalho 6 horas diárias, desde 2016. Estudei para o concurso da ALEPI enquanto cursava Letras e fazia minha especialização em Revisão de Textos, o que me impossibilitava o estudo integral para o concurso.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Igor: O primeiro concurso em que fui aprovado e classificado (6º lugar), de fato, é o que trabalho atualmente. Sou servidor público no Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (CRESS/MG). À época, como Auxiliar-administrativo, no entanto, essa nomenclatura foi alterada.
Considerando as demais aprovações, fiquei em 12º lugar no concurso para o cargo de Fiscal de Posturas, da prefeitura municipal de Santa Luzia; em 2º lugar na primeira fase (objetiva) e, na segunda (fase discursiva), em 15º, para o cargo de Redator, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH); e, por fim, em 4º lugar na prova discursiva (18,5/20) para o cargo de Consultor Legislativo – Redação de Atas e revisão de debates, na Assembleia Legislativa do estado do Piauí (ALEPI).
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Igor: Não adotei uma postura radical, pois isso não faz parte da minha personalidade. Não era produtivo para mim me isolar das pessoas que eu amo como meus familiares e amigos. No entanto, como todo bom e velho concurseiro, tive momentos de abdicação do convívio social. Acho importante fazer testes até compreender o que melhor se adapta à sua rotina, aos seus desejos e a quem você é. Apesar disso, é preciso se organizar para que o conteúdo não fique prejudicado. Priorizo os estudos, mas não faço deles tudo o que tenho na vida.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Igor: Sou solteiro. Sem filhos. Não moro com meus pais há alguns anos. Quanto à família, recebo muito apoio dos meus pais. O meu pai é um incentivador nato e sempre apoia minhas escolhas. Inclusive, sempre que pode, contribui, financeiramente, com as viagens que eu faço pelo país para realização das provas ou com alguma prestação do cursinho preparatório (risos).
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)
Igor: Acredito 100% que esse não seja o melhor caminho, pois se não sabemos por que estamos estudando e com que finalidade, fica muito fácil se dispersar no meio do caminho e desistir. No entanto, existem concursos com edital parecido, então, talvez, nesses casos, valha a pena. Isso depende caso a caso, época do ano, tempo de um concurso para outro. Meu objetivo final é ser Analista Legislativo – Redação e Revisão – no Senado Federal.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Igor: Após o lançamento do edital.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Igor: Como eu escolhi uma área específica para estudar, o edital de Língua Portuguesa, geralmente, com peso maior, é bem parecido de um concurso para o outro. As alterações acontecem a partir da banca do concurso. Então, sempre estudo conteúdos muito próximos, o que me faz manter uma disciplina e um ritmo voltado a eles. Além disso, o desejo de ser aprovado e classificado (risos).
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Igor: Por meio de pesquisas de cursos preparatórios e indicação de amigos.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Igor: Todas as opções anteriores. O material do Estratégia é muito bom. Foi, inclusive, por essa razão que me matriculei no curso. O PDF é bem didático e de fácil leitura. As aulas lecionadas direcionam-se, perfeitamente, ao conteúdo do edital. Quanto aos livros, eu estudo gramáticas diversas, tais como, a do Cegalla, a do Perini e de Cunha e Cintra.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Igor: Não é possível que o aluno foque em apenas um conteúdo, pois nada pode estar prejudicado nos estudos para concurso. Eu sempre tinha uma base de estudo voltada à Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Redação, Redação Parlamentar, Conhecimentos Gerais, Direito Constitucional e Administrativo. É muito, eu sei, mas não há como fugir disso! O conteúdo flexível, em regra, seria regimento interno, constituição do estado ou algo que exigisse novos conhecimentos da cidade ou do estado.
Eu, particularmente, adoro fazer resumos, porque fica fácil de revisar os conteúdos. Além disso, fixo melhor a matéria, já que tenho uma memória visual mais aguçada. É imprescindível que você entenda qual a sua melhor forma de memorizar. Quanto aos exercícios, foco sempre nos da banca de prova, com o objetivo de treinar, exatamente o que será cobrado. Isso otimiza (e muito) o tempo do aluno a captar melhor a essência dos exercícios, visto que, no dia da prova, o tipo de exercício proposto e a forma de elaboração das questões soa familiar.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Igor: Especificamente nesse concurso, não haviam dificuldades pontuais. Contudo, o conteúdo de Conhecimentos Gerais me pareceu bastante amplo, o que pode ocasionar um nível de insegurança maior. O que me tranquilizou, em relação a isso, foi saber que todos estávamos no mesmo barco de amplitude do edital.
Estratégia: Você fez alguma tabelinha com prazos, datas, quóruns, para auxiliar na memorização de tanta informação? Pregou post it no quarto, algo do tipo?
Igor: Eu sou o louco do post-it (risos). Tenho um quadro de programação semanal e de programação diária. Esse tipo de organização facilita meu aprendizado, pois me mantenho em ordem. Sem me cobrar menos ou mais a depender do dia, pois sei a meta que devo cumprir.
Organizar as atividades por escrito faz você perceber o quanto já avançou. Isso pode servir como um grande motivador para não desistir.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Igor: Não sei se isso funciona para todos, mas na última semana eu fico 100% imerso no concurso. Ao contrário do que foi dito na pergunta sobre abdicação, esse é o único momento em que eu me privo de qualquer tipo de convívio social e a dedicação é exclusiva (após o expediente formal de trabalho, no meu caso).
Na véspera da prova, eu sempre reviso algum conteúdo em que esteja inseguro. Em geral, fico tenso com outras questões que não sejam a prova propriamente dita, tais como, o investimento feito no curso, o tempo de estudos utilizados, mas, no fim, eu me acalmo. Saber que fiz o melhor que pude, com o melhor que eu tinha me deixa em paz, independentemente do resultado, porque, sabemos bem que não se trata de ser bom, se trata de ser o melhor, o que nem sempre é possível.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Igor: No meu caso, a prova discursiva foi a escrita de uma redação sobre tema da atualidade. O ideal é estar inteirado de tudo o que está acontecendo no país. A leitura de assuntos diversos nos permite aumentar o repertório. Isso é fundamental para construir uma redação bem fundamentada.
Eu faço, pelo menos, três redações por semana. Sugiro que coloque um tema de sua vontade e leia, no mínimo, três fontes distintas do mesmo assunto. Ao escrever, nossa mente começa a organizar melhor as ideias e isso se transmite no texto.
Um erro que eu já cometi diversas vezes é não cronometrar o tempo de criação das redações em casa. No dia da prova, isso fica nítido. Muitas vezes, não é possível revisar a prova discursiva. Nesse sentido, tenho mais uma dica: crie seu texto já revisando-o, ou seja, atente-se, linha a linha, ao momento de produção e construção do texto, pois pode ser que você não tenha tempo para reler tudo o que escreveu. Não cometer erros por desatenção é crucial para te colocar níveis acima dos demais
Estratégia: Qual foi sua principal motivação para seguir em frente?
Igor: O desejo de trabalhar na minha área na maior parte do tempo.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Igor: O corpo bambeou, a respiração falhou, e a sensação de que meu potencial tinha sido entregue e concluído foi impagável. Fui tomado pela emoção de que o dever tinha sido cumprido com sucesso.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Igor: A minha dica de ouro é: autoconhecimento. Entenda quem você é, depois disso, perceba o que quer fazer dentro da sua carreira. Se possível, conecte suas habilidades à sua dedicação. Também, tenha um objetivo claro (e genuíno). Se não for fiel e honesto a você mesmo, as suas escolhas tendem a se perder no caminho. E, por fim, mas não menos importante: se humanize nesse processo. Crie hábitos, tenha metas, faça boas escolhas, mas não se martirize em dias ruins, eles vão aparecer…
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Até a próxima!