Executivo (Administrativa)

Concurso IBGE 2026: veja as possibilidades de recursos

Quer interpor recursos contra os gabaritos preliminares da prova do concurso IBGE 2026? Confira neste artigo!

O Processo Seletivo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística teve suas provas aplicadas neste último domingo, 27. Com isso, os gabaritos preliminares da etapa já foram divulgados. 

Se você pretende interpor recurso contra o gabarito do concurso IBGE, muita atenção: todo o processo deve ser realizado nos dias 29 e 30 de setembro, através do site do IBFC.

E, para te ajudar, nossos professores analisaram o resultado e identificaram algumas possibilidades de recursos. Confira abaixo!

IBGE: recursos de Agente Censitário Administrativo – ACA

Recurso: questão 46

Noções de Administração, prova versão B – Prof. Douglas Schneider

Recurso para quem marcou a letra C. Numeração da versão B: em outras versões da prova, confira o número da questão antes de enviar.

Enunciado (versão B)

46) Sobre eficiência, eficácia, excelência e funcionamento dos grupos, analise as afirmativas abaixo.

I. A excelência no serviço público está relacionada à capacidade do Estado em prestar serviços que atendam às expectativas da sociedade.

II. Uma organização pode ser considerada eficaz mesmo apresentando níveis reduzidos de eficiência operacional.

III. A taxa de cumprimento das metas institucionais e o tempo médio de tramitação de processos administrativos são exemplos de indicadores de eficiência e eficácia, respectivamente.

IV. Um gerente pode atingir os objetivos sob sua responsabilidade sem que a organização, como um todo, alcance seus objetivos estratégicos.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e III apenas   b) I, II e IV apenas   c) II e IV apenas   d) I, III e IV apenas   e) I, II, III e IV

Gabarito preliminar: letra B (I, II e IV).

Pedido

Alteração do gabarito preliminar da letra B (I, II e IV) para a letra C (II e IV), por ser falsa a afirmativa I. Subsidiariamente, anulação da questão.

Fundamentação

  1. O enunciado trata de eficiência, eficácia e excelência, três das seis dimensões do desempenho (6Es) do modelo adotado pela Administração Pública federal no Guia referencial para medição de desempenho e manual para construção de indicadores, da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2009). A afirmativa III, sobre indicadores de eficiência e eficácia, confirma que a questão se apoia nesse referencial de mensuração do desempenho.
  2. No modelo, a excelência é dimensão de esforço, e não de resultado:

“As dimensões de esforço são economicidade, execução e excelência; e as dimensões de resultado são eficiência, eficácia e efetividade.” (p. 15)

“Excelência é a conformidade a critérios e padrões de qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e projetos na busca da melhor execução e economicidade; sendo um elemento transversal.” (p. 20)

A excelência mede, portanto, a qualidade com que os processos são conduzidos. Não mede o atendimento das expectativas da sociedade.

  • O atendimento das expectativas da sociedade é, no mesmo Guia, o próprio conceito de resultado:

“[…] alcançar resultados, no setor público, é atender às demandas, aos interesses e às expectativas dos beneficiários, sejam cidadãos ou organizações, criando valor público.” (p. 6)

Esse conteúdo corresponde às dimensões de resultado:

  • eficácia: “a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário” (p. 19), cuja subdimensão de qualidade “representa a adequação entre as características dos produtos e serviços entregues, e os requisitos e necessidades dos beneficiários”, como a “qualidade percebida (Percepção/Expectativa)” (p. 21);
  • efetividade: “está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, a transformação produzida no contexto em geral” (p. 19).
  • Ao relacionar a excelência à capacidade do Estado de prestar serviços que atendam às expectativas da sociedade, a afirmativa I atribui a uma dimensão de esforço (excelência) o conteúdo das dimensões de resultado (eficácia e efetividade). A afirmativa I é, portanto, falsa.
  • As demais afirmativas não estão em discussão: II é verdadeira; III é falsa, porque inverte os conceitos (o cumprimento de metas mede eficácia, e o tempo de tramitação mede eficiência, sendo o “tempo” uma subdimensão da eficiência, p. 21); IV é verdadeira. Com I falsa, a resposta correta é a letra C (II e IV apenas).
  • Subsidiariamente, caso se entenda que a expressão “excelência no serviço público” admite uma leitura ampla, a coexistência dessa leitura com o conceito técnico do referencial oficial de medição de desempenho da Administração Pública federal, que o próprio enunciado evoca ao reunir eficiência, eficácia e excelência, torna a afirmativa I ambígua e impede seu julgamento objetivo, o que impõe a anulação da questão.

Referência

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão. Guia referencial para medição de desempenho e manual para construção de indicadores. Produto 4 do projeto “Melhoria da gestão pública por meio da definição de um guia referencial para medição do desempenho da gestão, e controle para o gerenciamento dos indicadores de eficiência, eficácia e de resultados do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização”. Brasília: MP/SEGES, dez. 2009. p. 6, 15, 19-21.

IBGE: recursos de Agente Operacional Regional – AOR

Recurso: questão 39

Noções de Administração/Situações Gerenciais, prova versão B – Prof. Douglas Schneider

Enunciado (versão B)

39) Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) sobre a diferença entre o papel do líder e o papel do administrador de negócios.

( ) Geralmente o administrador não desperta sentimentos intensos se comparados com o líder organizacional.

( ) Em geral o administrador privilegia uma visão de longo prazo e se preocupa com o bom desempenho do sistema gerencial.

( ) O líder precisa ter competências nas esferas instrumental, social e cultural.

( ) É salutar afirmar que ambos atuem como facilitadores na execução de tarefas, assegurando os meios para a consecução dos objetivos.

a) V – V – F – V   b) V – V – V – V   c) V – F – V – V   d) F – V – V – V   e) F – V – F – V

Gabarito preliminar: letra C (V – F – V – V).

Pedido

Anulação da questão. Subsidiariamente, alteração do gabarito para a letra B (V – V – V – V).

Fundamentação

1. O gabarito preliminar considera falsa apenas a segunda afirmativa: “Em geral o administrador privilegia uma visão de longo prazo e se preocupa com o bom desempenho do sistema gerencial”. Essa afirmativa, porém, admite duas leituras legítimas, e a questão não oferece critério para escolher entre elas. A questão tem, portanto, duas respostas defensáveis.

2. A afirmativa reúne duas ideias. A segunda, a preocupação com o bom desempenho do sistema, é verdadeira em qualquer leitura. Segundo Kotter, “administrar implica basicamente manter o bom funcionamento de um sistema ou organização já existente” (BERGAMINI, 2000, p. 31). A controvérsia está apenas na primeira ideia: a visão de longo prazo.

3. Primeira leitura: a afirmativa é verdadeira. O enunciado trata do “administrador de negócios”, isto é, de quem administra a organização, e não do gerente de nível operacional. Na teoria geral da administração, cabe ao administrador planejar, inclusive estrategicamente, e o planejamento estratégico é o “planejamento global projetado a longo prazo e que envolve a organização como uma totalidade” (CHIAVENATO, 2014, p. 190). No nível institucional, onde atua o administrador de cúpula, tratam-se os “assuntos relacionados com o longo prazo e com a totalidade da organização” (CHIAVENATO, 2014, p. 293). Nessa leitura, as quatro afirmativas são verdadeiras, e a resposta é a letra B (V – V – V – V).

4. Segunda leitura: a afirmativa é falsa. A literatura que opõe líderes e gerentes atribui ao administrador uma atenção voltada ao presente: “ao administrador são atribuídas atividades de planejar o dia-a-dia” e de “elaborar e monitorar orçamentos para que não surjam imprevistos de ordem financeira a curto e médio prazos” (BERGAMINI, 2000, p. 31). Nessa leitura, a resposta seria a letra C (V – F – V – V).

5. A própria questão indica que a primeira leitura é a adequada. A quarta afirmativa, considerada verdadeira pelo gabarito, diz que líder e administrador “ambos atuem como facilitadores na execução de tarefas”. Ao aceitá-la, a banca reconhece que os papéis se sobrepõem, como ensina Bergamini: “as linhas que delimitam as características comportamentais de líderes e gerentes não são tão rígidas a ponto de fazer uma nítida separação entre os dois papéis” (2000, p. 35). Não é coerente admitir a sobreposição dos papéis na quarta afirmativa e, na segunda, adotar a separação rígida que reserva ao líder a visão de longo prazo.

6. A redação contribui para a dúvida. O enunciado anuncia “a diferença entre o papel do líder e o papel do administrador”, mas a quarta afirmativa trata do que os dois papéis têm em comum. A segunda afirmativa, por sua vez, junta numa só frase uma ideia verdadeira em qualquer leitura (a preocupação com o sistema) e outra que depende do referencial adotado (a visão de longo prazo).

7. Como a questão admite duas respostas defensáveis (B e C), requer-se a sua anulação. Caso não se entenda pela anulação, requer-se a alteração do gabarito para a letra B, pois, à luz da teoria geral da administração e da coerência interna da própria questão, as quatro afirmativas são verdadeiras.

Referências

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Diferenças básicas entre líderes e gerentes. São Paulo: EAESP/FGV/NPP, 2000. (Relatório de Pesquisa, n. 17/2000).

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. Barueri: Manole, 2014.


Recurso: questão 46

Noções de Administração/Situações Gerenciais, prova versão B – Prof. Douglas Schneider

Enunciado (versão B)

46) Assinale a alternativa correta sobre o gerenciamento de rotina.

a) O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado na medida do engajamento do gerenciamento interfuncional

b) O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado na perfeita definição da autoridade e da responsabilidade de cada pessoa

c) O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado na padronização dos produtos, dos processos e das operações

d) O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado na monitoração esporádica dos resultados desses processos e sua comparação com as metas

e) O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado na ação corretiva, nas operações e no processo

Gabarito preliminar: letra A.

Pedido

Anulação da questão.

Fundamentação

1. A alternativa indicada no gabarito preliminar (A) não encontra amparo no texto-base, e três outras alternativas (B, C e E) o reproduzem literalmente. A questão não tem, portanto, resposta única.

2. As alternativas foram extraídas da obra de referência sobre o tema, Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia, de Vicente Falconi Campos (9. ed., 2013). No capítulo 2, item 2.2, alínea “h”, o autor afirma:

“O gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia é centrado:

1. Na perfeita definição da autoridade e da responsabilidade de cada pessoa (ver Quadro 8.2).

2. Na padronização dos produtos, dos processos e das operações.

3. Na monitoração dos resultados desses processos e sua comparação com as metas.

4. Na ação corretiva, nas operações e no processo, a partir dos desvios encontrados nos resultados, quando comparados com as metas.

5. Num bom ambiente de trabalho (5S) e na máxima utilização do potencial mental das pessoas (CCQ e sistema de sugestões).

6. Na busca contínua da perfeição.”

3. A alternativa A é incorreta. A “medida do engajamento do gerenciamento interfuncional” não é nenhum dos seis itens da lista, e a ideia de engajamento não aparece na obra. O gerenciamento interfuncional é mencionado logo em seguida, como atividade distinta, para a qual a boa rotina libera tempo do gerente: “Quanto melhor for o gerenciamento da rotina, mais tempo disporá o gerente […] para participar do gerenciamento interfuncional” (alínea “i”). E o autor define o gerenciamento da rotina pelas responsabilidades, e não pelo engajamento: são “as ações e verificações diárias conduzidas para que cada pessoa possa assumir as responsabilidades no cumprimento das obrigações conferidas a cada indivíduo e a cada organização” (alínea “k”).

4. As alternativas B, C e E são corretas. A alternativa B reproduz o item 1 da lista; a C, o item 2; a E, o item 4. A alternativa D é incorreta, porque acrescenta “esporádica” ao item 3.

5. Como a alternativa apontada pelo gabarito é incorreta e há três alternativas corretas, a questão não permite aferir objetivamente o conhecimento do candidato. Requer-se a sua anulação.

Referência

CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia. 9. ed. Nova Lima: FALCONI, 2013. Cap. 2, item 2.2, alíneas “h”, “i” e “k”.


Recurso: questão 47

Noções de Administração/Situações Gerenciais, prova versão B – Prof. Douglas Schneider

Enunciado (versão B)

47) Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) sobre a gestão das organizações e das pessoas.

( ) Função é tipo de posição, e cargo é relacionado ao trabalho a ser desenvolvido.

( ) As pessoas trabalham numa empresa exercendo funções aleatórias dentro de uma organização hierárquica.

( ) As pessoas trabalham em quatro tipos de função: operação, supervisão, gerenciamento e direção.

( ) As funções são classificadas em três categorias: funções operacionais, gerenciais e estratégicas.

a) F – V – F – V   b) V – V – V – V   c) F – V – V – V   d) V – V – V – F   e) V – F – V – V

Gabarito preliminar: letra E (V – F – V – V).

Pedido

Anulação da questão.

Fundamentação

1. A sequência correta é F – F – V – F, que não consta de nenhuma alternativa. O gabarito preliminar (E) considera verdadeiras a primeira e a quarta afirmativas, que contrariam expressamente o texto-base.

2. As afirmativas reproduzem, com alterações, o capítulo 1, item 1.2, da obra Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia, de Vicente Falconi Campos (9. ed., 2013):

“a) As pessoas trabalham numa empresa exercendo funções dentro de uma organização hierárquica.

b) Então função (o que fazer) é uma coisa, e organização (cargos, hierarquia, organograma) é outra. Função é tipo de trabalho, e cargo é posição.

c) Nas empresas, as pessoas trabalham em quatro tipos de função: operação, supervisão, gerenciamento e direção.

d) Essas funções são classificadas em duas categorias: funções operacionais e funções gerenciais.

e) Numa empresa uma pessoa pode ter um cargo (organização) e nesse cargo exercer várias funções […].”

3. Primeira afirmativa: falsa. Ela inverte a alínea “b”. Para o autor, “função é tipo de trabalho, e cargo é posição”, e não o contrário. A alínea “e” confirma: o cargo é a posição na organização, e nele a pessoa pode “exercer várias funções”.

4. Segunda afirmativa: falsa. A alínea “a” não fala em funções “aleatórias”. O autor afirma o contrário: a organização hierárquica muda, mas “as funções permanecem estáveis” (alínea “f”).

5. Terceira afirmativa: verdadeira. Reproduz a alínea “c”.

6. Quarta afirmativa: falsa. A alínea “d” classifica as funções em duas categorias, operacionais e gerenciais, e não em três. Não existe categoria de funções “estratégicas”: a direção é um dos quatro tipos de função e integra as gerenciais. A obra inteira usa essa divisão em duas categorias, por exemplo: “O controle para melhorar é conduzido pelas funções gerenciais” (cap. 7, item 7.1, alínea “f”) e “O PDCA é conduzido pelas funções gerenciais e o SDCA pelas funções operacionais” (Anexo A, alínea “s”).

7. As alternativas oferecidas são: a) F – V – F – V; b) V – V – V – V; c) F – V – V – V; d) V – V – V – F; e) V – F – V – V. Nenhuma corresponde à sequência correta, F – F – V – F. Requer-se a anulação da questão.

Referência

CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia. 9. ed. Nova Lima: FALCONI, 2013. Cap. 1, item 1.2, alíneas “a” a “f”; cap. 7, item 7.1, alínea “f”; Anexo A, alínea “s”.


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Bruna de Andrade França

Bruna de Andrade França é publicitária, pós-graduada em Marketing & Growth, e atua há mais de sete anos no mercado de concursos públicos. Atualmente, é coordenadora do jornalismo de Carreira Jurídica e OAB no Estratégia Concursos, liderando a cobertura editorial das principais seleções do país. Especialista em redação, SEO e Copywriting, acumula ampla experiência na produção e gestão de conteúdo jornalístico. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da cobertura de concursos policiais, bancários, área legislativa e saúde.

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