Aprovado no concurso Polícia Rodoviária Federal (1° fase - provas objetiva e discursiva)
“Não é uma vida fácil, mas a recompensa vale a pena! Com muita fé e paciência, com certeza o resultado chegará no tempo certo”
Confira nossa entrevista escrita com Vagner do Nascimento de Novaes, aprovado no concurso Polícia Rodoviária Federal (1° fase – provas objetiva e discursiva):
Estratégia Concurseiros: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Vagner Novaes: Olá! Sou o Vagner, tenho 26 anos e sou do interior da Bahia, de uma cidade chamada Maracás. Sou formado em Direito, mas nunca tive o sonho de advogar.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?
Vagner: Por ser de uma cidade pequena, sempre me deparei com a baixa oferta de empregos. Assim, decidi estudar para concursos de modo geral, não especificamente da área policial.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Vagner: Até meados de outubro de 2020, mais ou menos, eu trabalhava por meio período. Naquela época, tentava estudar pelo menos 3 horas por dia. Após esse período, já fora do trabalho, passei a me dedicar inteiramente aos concursos, estudando aproximadamente 6 horas por dia (o máximo que eu conseguia sem me sentir exausto).
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Vagner: Antes da PRF, fiz apenas o concurso para Conciliador do TJ-BA, sendo aprovado em 1º lugar para minha cidade. Porém, devido à pandemia, até hoje não fui nomeado, o que pode ter ajudado na minha recente aprovação, pois me sobrava mais tempo para estudar.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as) na primeira fase do certame?
Vagner: Fiquei feliz, mas ainda é só o começo. Por ser um concurso da área policial ainda restam muitas fases e, até a posse, estou tentando manter os pés no chão. Mas a sensação de saber que todas as horas estudando em frente ao computador deram resultado é muito boa, a confiança aumenta infinitamente.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Vagner: O estudo nunca me atrapalhou em nada. Sempre o imaginei como um “trabalho”, já que tive o privilégio de ter minha família por perto bancando financeiramente minhas necessidades essenciais. Mas posso imaginar o quão árduo pode ser para quem trabalha e estuda.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Vagner: Sou solteiro e moro com meus pais. Eles me apoiam em tudo o que faço, sou muito grato à minha família nesse aspecto. Tanto é que nem iria tentar esse concurso da PRF, sempre me achei despreparado, mas a confiança deles me fez ir adiante.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Vagner: Nunca parei pra pensar num concurso “dos sonhos”. Na verdade, qualquer concurso que me proporcione alguma estabilidade financeira “tá” valendo. Se bem que, após começar a estudar para a PRF, percebi que se trata de um trabalho que tem tudo a ver comigo e, se eu realmente chegar até a posse, pretendo me dedicar ao máximo à função e parar com os concursos. Porém, se eu for eliminado nas próximas etapas, pretendo tentar Delegado de Polícia Civil, já que criei gosto pela carreira policial.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Vagner: Estudei matérias “genéricas” por aproximadamente 2 anos, antes do edital. Mas dedicado à PRF mesmo, somente após a abertura do certame.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Vagner: Sim, após o término da minha faculdade em 2018 nunca deixei de estudar as matérias mais importantes para concursos (na minha opinião): Português, Informática, Direito Constitucional e Direito Administrativo. Após um determinado tempo, acrescentei Direito Penal porque percebi que os concursos da área policial estavam cada vez mais frequentes.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um? Como conheceu o Estratégia Concursos?
Vagner: Geralmente estudo por PDFs, mas quando o assunto é complexo opto por videoaulas. Tento não me pressionar demais, pois do contrário o meu aprendizado praticamente inexiste.
Conheci o Estratégia desde a época da faculdade, quando assistia às aulas gratuitas que eram disponibilizadas nas redes sociais. Arrisco dizer que, se não fosse o Estratégia naquela época, teria perdido feio em algumas disciplinas. Sempre achei o conteúdo do curso bastante didático, bem pontual. Em 3 horas de estudo com os professores do Estratégia, eu aprendia o que não conseguia em um semestre inteiro da faculdade, e não estou exagerando. Por isso, sempre tive um carinho muito grande por esse curso.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Vagner: Quando saí do trabalho, sempre tentei estudar 6 horas diariamente, mais que isso meu cérebro não funcionava, dava sono e etc. Sempre achei melhor descansar e voltar pro dia seguinte com energia, ao invés de “forçar a barra” tentando estudar mais e mais.
Nunca criei plano de estudo algum, mesmo após o edital. Eu simplesmente intercalava entre matérias de cada bloco, estudando uma por vez, até esgotar o conteúdo. Sei que não é o melhor método, segundo especialistas, mas era o método em que eu me sentia mais confortável. Em relação aos exercícios, só os fazia após esgotar o conteúdo teórico, funcionando como uma espécie de “resumo”, nunca como forma de aprender a matéria “do zero”.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Vagner: Tive muita dificuldade em Física. Infelizmente, não existe fórmula mágica: o jeito é ler, reler, assistir videoaulas, enfim, ter paciência e não se desesperar.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Vagner: A semana que antecedeu a prova foi a mais pesada, lendo todos os “resumos” que eu tinha feito (basicamente capturas de telas do computador) pra tentar fazer a prova mais confiante, mas ainda assim ficou a impressão de que eu não sabia muita coisa. Na véspera, tentei relaxar, assistindo à revisão do Estratégia, mas sem me pressionar demais, apenas como entretenimento.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Vagner: Negligenciei bastante a parte discursiva, pois estava tentando garantir os pontos necessários na parte objetiva para, ao menos, ter a redação corrigida. Na hora da prova, acabei levando muito tempo para fazer o rascunho e, o pior, a mão começou a doer. Aconselho que todos escrevam bastante à caneta, qualquer coisa, só escrevam, pois isso irá ajudar muito em qualquer prova discursiva.
Estratégia: Como foi (ou está sendo) sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Vagner: Venho me preparando para o TAF desde quando abriu o edital, tentando correr de segunda a sexta, para perder o peso ganho durante à pandemia e melhorar o condicionamento físico. Após o resultado positivo na prova, comecei a me dedicar aos testes específicos, como a impulsão horizontal, por exemplo.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Vagner: Acredito que meu maior erro tenha sido negligenciar a parte discursiva, fazendo apenas anotações no computador. Por pouco não consegui acabar a redação a tempo, o que faria toda a preparação ir por água abaixo.
Na minha opinião, meu maior acerto foi sempre estudar as principais matérias para concursos, independentemente de existir edital ou não. Com isso, você tem tempo para, após a abertura do certame, focar nas matérias específicas.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente? Qual foi sua principal motivação?
Vagner: O mais difícil em estudar para concursos públicos é a insegurança. Diferentemente de um curso de graduação em que você vai enxergando os resultados com o passar do tempo, tendo uma ideia do fim do caminho, no estudo para concurso você não tem a certeza da aprovação; não tem dinheiro no bolso ao final do mês para mostrar que seu esforço está valendo a pena; não tem a certeza nem de que está efetivamente aprendendo, pois a cada questão respondida erroneamente o desânimo bate. Não é uma vida fácil, mas a recompensa vale a pena! Com muita fé e paciência, com certeza o resultado chegará no tempo certo.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Vagner: Seja paciente! Não queira aprender do dia pra noite, pois isso é inviável. Curta o conteúdo, não se pressione para aprender cada detalhe, deixe isso pra depois. O mais importante no começo do estudo é ter uma ideia do conteúdo geral, a importância prática da matéria, após esse conhecimento os detalhes acabam vindo naturalmente por meio da lógica. Claro que existem conteúdos que requerem uma certa dose de “decoreba”, mas eles são a minoria e acabam sendo fixados com o tempo. E o mais importante de tudo: estude com alegria, pois a recompensa definitivamente virá!