Aprovada no concurso PRF no estado do Pará
“O processo é doloroso, mas a recompensa é valiosa. Quando os dias ruins vierem, dê uma pausa e imagine onde você quer estar no futuro, mentalize sua vitória, retome seu fôlego e volte para luta. A derrota só existe para aqueles que desistem”.
Confira nossa entrevista com Pollyanna Freire, aprovada no concurso PRF no estado do Pará:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Qual sua idade? De onde você é? Qual sua formação?
Pollyanna Freire: Oi, me chamo Pollyanna, tenho 30 anos e sou formada em Direito pela UFPB.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que escolheu a Polícia Rodoviária Federal?
Pollyanna: Durante o curso de Direito eu não pensava em estudar para concursos, minha ideia era apenas advogar. Depois de formada, já advogando, vi que não era aquilo que gostaria de fazer por toda a vida, foi quando decidi me dedicar aos estudos para concurso.
Meu foco no início era carreira jurídica, tentei alguns concursos como analista do Ministério Público, analista e técnico de Tribunal de Justiça, TRE, TRF, DPU, cada vez chegado mais perto… até que veio o concurso da PRF e resolvi arriscar, apesar de nunca ter feito concurso para área policial antes, tinha comigo que se fosse fazer, essa seria a polícia. Sempre admirei a PRF e com o decorrer das fases essa admiração apenas cresceu, hoje amo o que faço, sou realizada com minha profissão.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Pollyanna: Eu não trabalhava durante a preparação para PRF, contudo, eu sou mãe e na época meu filho tinha acabado de completar um ano, ainda era totalmente dependente de mim. Tentei conciliar da forma que deu, readequei a rotina ao invés de usar minha circunstância como limitador para meus objetivos.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Na PRF ficou em qual colocação?
Pollyanna: Antes da PRF eu havia feito o concurso do TJ PE, eram apenas duas vagas para analista e no resultado final eu havia ficado em 2º lugar, porém, foi anulada uma questão judicialmente que eu havia acertado, o que me fez cair uma posição, o suficiente para me tirar das vagas e estar até então no cadastro reserva por lá, porque o concurso ainda está dentro da validade. Sofri bastante por essa situação, mas o propósito de Deus era maior e me colocou o concurso da PRF nas mãos. Na PRF eu fiquei na terceira turma, a famosa turma dos #600aprovados.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?
Pollyanna: A melhor possível… e a cada fase superada, as sensações de superação, felicidade e gratidão eram renovadas.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Pollyanna: Como iniciei os estudos com pouco tempo para a prova, o ritmo era bem intenso, estudava a manhã inteira, pausava para almoço e academia, voltava com os estudos a tarde inteira e à noite, depois que conseguia terminar a rotina do meu filho e colocá-lo para dormir, eu estudava até a hora que conseguia. Durante parte do período da preparação tive uma pessoa que me ajudava em casa durante o dia, isso colaborou muito para o avanço nos estudos.
Estratégia: Você é casada? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?
Pollyanna: Sou casada e, como falei, tenho um filho, atualmente ele está com 3 anos. Meu marido nunca se opôs aos meus estudos, no máximo vez ou outra ficava chateado pelo fato disso acabar limitando nossas saídas.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Pollyanna: Sim, sou prova disso, meu foco não era área policial, mas depois que passei para PRF me encontrei aqui dentro. Outra razão é que mesmo que isso não tivesse ocorrido, o fato de estudar para um concurso já sendo servidor público te traz bem mais tranquilidade para a preparação e para a realização da prova do que na situação de desempregado.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Pollyanna: Eu comecei a estudar uma semana antes da publicação do edital, mas o fato de ter uma bagagem prévia de estudos na área jurídica me ajudou um pouco a compensar o prazo apertado.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens de cada um?
Pollyanna: Meu material principal sempre foi o PDF, raras vezes assisti videoaulas, só usava esse recurso quando realmente estava impossível de entender o assunto apenas lendo o material. Considero a maior vantagem do PDF o fato que você vai no seu próprio ritmo e a resolução de questões também foi fundamental.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Pollyanna: No início dos estudos sempre perguntava a amigos que já tinham mais experiências nesse mundo de concursos e a resposta deles sempre incluía o material do Estratégia. Após ver alguns PDF’s só confirmei a informação.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concurseiro é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Pollyanna: Basicamente eu reuni todos os PDF’s que precisava estudar, dividi pela quantidade de dias que possuía até a prova e dali vi quanto precisava estudar por dia. Geralmente eram 2 ou 3 PDF’s por dia, alternando disciplinas diferentes…
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Pollyanna: Minha maior dificuldade era informática e física, não deixei de estudar essas disciplinas, mas tive que usar como estratégia, estudar mais forte aquilo que tinha maiores chances de acertar e um maior número de questões.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana anterior à prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Pollyanna: Até o dia anterior a prova eu estava envolvida com as revisões de véspera e simulados, sabia que se não olhasse nada, ficaria mais ansiosa. Mas isso vai de cada um, estudar na véspera para mim era mais interessante do que não o fazer.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Pollyanna: Além de manter uma rotina de leitura, é fundamental praticar, fazer redações em uma frequência, no mínimo, semanal.
Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF? E como foi essa prova?
Pollyanna: No mesmo dia que iniciei os estudos para a prova objetiva, eu também iniciei os meus treinos voltados para o TAF. Após a aprovação na primeira fase, eu intensifiquei ainda mais os treinos, contratei um personal trainer e fazia simulados semanais do TAF. Por me cobrar demais, acabei exigindo muito do meu corpo e me lesionei, surgiu uma fissura na minha tíbia e tive que viver umas semanas até o TAF a base de analgésicos para diminuir a dor, uma vez que não dava para parar de treinar. A mente decidida em lutar até o último minuto, com dor ou sem, foi fundamental para superação dos meus limites.
Estratégia: Como foi participar do curso de formação? Teve dificuldade em algo? Alterou sua classificação?
Pollyanna: O curso de formação foi simplesmente sensacional. Os instrutores são altamente capacitados e em curto tempo a gente acabou desenvolvendo uma infinidade de competências. Outro ponto que mereceu destaque foi a disciplina e a organização da PRF para conseguir levar um CFP sem surto de infecção por COVID em meio a uma pandemia, foi algo surreal para se aplaudir de pé.
Quanto à nota do CFP, consegui subir algumas posições na classificação final, mas na prática isso não mudou em nada, porque o concurso era regionalizado e eu já sabia para qual estado iria.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Pollyanna: Meu maior erro foi o tempo de preparação exíguo, o maior acerto foi não usar isso como desculpa e sim buscar tudo que estava a meu favor para ir atrás do meu objetivo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Pollyanna: Desistir nunca foi uma opção e acho que isso faz toda diferença em uma preparação. A nossa mente é poderosa e atrai aquilo que desejamos e buscamos.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Pollyanna: Minha principal motivação surgia quando eu olhava para o meu filho e queria que ele tivesse orgulho da mãe dele quando crescesse.
Estratégia: Como se sente hoje empossada no cargo para o qual se esforçou bastante para alcançá-lo?
Pollyanna: Hoje me sinto realizada e feliz por poder ajudar as pessoas através do meu emprego. Prevenir acidentes, salvar vidas, promover o direito de ir e vir, entre tantas outras atribuições que influem diretamente e positivamente na vida das pessoas, não há dinheiro no mundo que pague essa satisfação.
Estratégia: O que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Pollyanna: O processo é doloroso, mas a recompensa é valiosa. Quando os dias ruins vierem, dê uma pausa e imagine onde você quer estar no futuro, mentalize sua vitória, retome seu fôlego e volte para luta. A derrota só existe para aqueles que desistem. Boa sorte no seu processo e nunca deixe de acreditar em si mesmo.