Aprovado no concurso Banpará

“O primeiro conselho é acreditar em si mesmo, sim, vocês podem, todos nós podemos. O segredo de estar na frente nesse mundo é, primeiramente, iniciar alguma coisa. Em seguida, procure conselhos de pessoas que já trilharam o mesmo caminho e conseguiram êxito, afinal, uma árvore se conhece pelos seus frutos.”
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Erleson Campos: Olá meu nome é Erleson Campos, tenho 26 anos, sou de Belém do Pará, formado como técnico em eletrotécnica e atualmente cursando Engenharia de Software.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Erleson: Comecei a trabalhar na iniciativa privada em 2014 com 19 anos de idade, com o tempo, percebi que com o salário que eu ganhava, não dava para realizar meus sonhos, muito menos ajudar minha família. Foi quando, procurando uma solução para resolver meus problemas, conheci o mundo dos concursos.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Erleson: Durante toda minha preparação para concursos, sempre trabalhei. Tinha dias que eu chegava muito cansado, mas a busca por uma vida melhor sempre me fez seguir em frente.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Erleson: O primeiro concurso que fui aprovado foi em 2015 para o Corpo Auxiliar de Praças da Armada da Marinha do Brasil, na graduação de Cabo, em que fiquei em 13º lugar. Assumi o cargo e trabalhei durante cinco anos na caserna. Como nada é perfeito, começaram a aparecer as dificuldades. Como militar, a minha escala de serviço era bem “apertada”. Sempre estava “de serviço”, principalmente nos finais de semana. Como eu sou natural do Pará e servia no Rio de Janeiro, eu conseguia ver minha família em média duas vezes ao ano, isso me deixava muito triste. Então resolvi, mais uma vez, voltar para o mundo dos concursos. Até conseguir ser aprovado, tive três reprovações seguidas. Quando, então, fui aprovado na Prefeitura da minha cidade em 13º lugar. Cheguei a assumir o cargo durante 11 meses, foi quando finalmente fui aprovado para Técnico Bancário no Banpará em 118º lugar, cargo em que estou atualmente.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Erleson: Nossa é uma sensação indescritível! No meu caso, como eu não fui chamado logo de imediato, a adrenalina ia crescendo a cada dia que eu ia subindo na colocação. Mas, o melhor é a sensação de dever cumprido, saber que o seu planejamento deu certo, o que estava apenas no mundo das ideias finalmente se tornou realidade.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Erleson: Minha vida social era muito restrita, já que no meu tempo disponível eu sempre priorizava os estudos e eu tinha pressa de ser aprovado. Várias vezes faltei em aniversários de amigos, parentes e comemorações. Não consigo nem contar quantas vezes (risos).
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Erleson: Sou casado, mas não tenho filhos. Moro somente com a minha esposa. No começo, ela ficava irritada, porque eu deixava de dar atenção para ela e ia estudar (risos), mas nada que uma boa conversa não resolvesse. A minha família não tinha a noção real do que era o estudo para concursos, mas sempre me apoiou em tudo.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Erleson: Inicialmente, meu foco era concursos para área técnica. Como sou formado em Eletrotécnica, eu almejava Petrobrás, Cinbesa, Instituto Federal… esses órgãos. Como são cargos muito específicos e não têm periodicidade de concursos, eu tive que mudar o foco e abrir o leque, enxergar outras oportunidades. Mudar o foco é uma decisão muito pessoal, se você perceber que o concurso dos seus sonhos pode demorar muito para sair e você não pode mais esperar, eu aconselho mudar o foco até você conseguir alcançar uma situação mais favorável. No meu caso, mudar o foco foi uma decisão muito acertada. Abrir o leque me fez olhar para várias possibilidades, agora eu sei que não vou parar até ser Auditor Fiscal. É o próximo cargo que eu almejo.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Erleson: Para o cargo de Técnico Bancário, eu estudei três meses insanamente. Mas eu só consegui, porque já tinha uma bagagem anterior, já dominava as matérias básicas, não parti do zero. Eu tentava manter uma média entre 5 e 6 horas líquidas, para conseguir fechar o edital.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Erleson: Quando eu decidi que para sair da Marinha eu tinha que passar em outro concurso, foi a fase que eu comecei a estudar todo atrapalhado e sem muita técnica. Nessa época, eu cheguei a estudar sem edital, mas não tinha muito rendimento. Como eu vim da área militar, era mais fácil para mim manter a disciplina. Eu tentava ao máximo esquecer as dificuldades e focar no meu sonho. Tem uma frase no quartel de diz “O corpo que não vibra é o esqueleto que se arrasta”, então eu seguia em frente (risos).
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Erleson: Eu conheci o Estratégia quando estava procurando material de qualidade para estudar. A princípio, eu conheci o professor Luis Eduardo falando de técnicas de estudo, como montar o seu planejamento, foi quando eu me encantei “Esse pessoal é fera! Sabem realmente do que estão falando”, comprei alguns pacotes e não larguei mais (risos).
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Erleson: Eu priorizei a leitura dos PDFs, porque o custo-benefício no meu caso é bem melhor, eu utilizei as videoaulas na parte de conhecimentos bancários, pois era um assunto que eu não tinha nenhuma familiaridade, então eu gastei um pouquinho mais de tempo para entender o assunto.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?
Erleson: Toda a minha metodologia de estudos foi baseada nos ensinamentos e dicas dos professores do Estratégia, se eu for citar nomes vai dar um livro (risos). A experiência deles, sem dúvida, foi o diferencial na minha preparação, me economizou mmuuiitoo tempo. Eu montei um ciclo de estudos, estudava três disciplinas por dia, duas horas cada uma e fazia a revisão das 24h. Não fazia resumos, só grifava o material e imprimia as matérias que eu tinha mais dificuldades. Como eu tinha pouco tempo pra lembrar de todo assunto, eu fazia questões todo santo dia. Cheguei a fazer sete simulados durante esses 3 meses de estudos, esse foi o diferencial para minha aprovação. Para fechar com chave de ouro, fiz um diagrama de tudo que eu lembrava sobre conhecimentos bancários, demorei quatro dias para terminar e revisei-o até a véspera da prova.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Erleson: Como eu já dominava as matérias básicas, tive dificuldades apenas em conhecimentos bancários e tive que investir bastante tempo em videoaulas para entender os assuntos. O restante foi leitura e grifo nos PDFs, sempre resolvendo muitas questões.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Erleson: Como eu não consegui fechar todo o edital, na última semana, eu parei de acrescentar novos assuntos, comecei a fazer uma revisão geral através de questões e, na véspera da prova, eu só revisava, de forma rápida, o diagrama que eu fiz.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Erleson: Em alguns momentos, a ansiedade me atrapalhava um pouco, o medo de não conseguir a aprovação, quando não é bem trabalhado, pode ser um problema. Com certeza o maior acerto foi seguir as dicas dos professores, pois eles já trilharam esse caminho. Eu costumo dizer que me apoiei em ombros de gigantes.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Erleson: O mais difícil era manter a motivação todos os dias. Eu chegava muito cansado, às vezes saía do serviço e queria dormir, assistir à Netflix. Eu pensei em desistir várias vezes. De vez em quando, vinham questionamentos na minha cabeça se eu realmente precisava passar por tudo aquilo, ainda mais por eu já estar em um cargo público. É o que eu chamo de autossabotagem. Nessas horas, eu ia tomar um banho, revisava mentalmente todos os meus sonhos, colocava uma música inspiradora como a do filme “Rocky: Um lutador”, às vezes lia algumas entrevistas de alguns aprovados, isso tudo me renovava e eu continuava na luta.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Erleson: Eu sou um cara muito família, então a minha maior motivação era estar perto das pessoas que eu amo. Eu costumava ver minha família, em média, duas vezes por ano, eu queria ser mais presente.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar onde você chegou!
Erleson: O primeiro conselho é acreditar em si mesmo, sim, vocês podem, todos nós podemos. O segredo de estar na frente nesse mundo é, primeiramente, iniciar alguma coisa. Em seguida, procure conselhos de pessoas que já trilharam o mesmo caminho e conseguiram êxito, afinal, uma árvore se conhece pelos seus frutos. Coloquem logo na cabeça que não será fácil, mas é imensamente gratificante. Toda gota de suor investida vale a pena, principalmente aquele dia que você deixou de dormir para assistir àquela aula chata (risos).