Aprovado em 3° lugar no concurso AGEPEN GO no cargo de Policial Penal (regional de Caldas Novas)
“Não desista no primeiro concurso que for reprovado. A reprovação faz parte da nossa trajetória e se persistir, verá que aprenderá muito com cada derrota ao longo da jornada, tanto nos concursos quanto na vida”
Confira nossa entrevista com Antônio Correia, aprovado em 3° lugar no concurso AGEPEN GO no cargo de Policial Penal (regional de Caldas Novas):
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Antônio Correia: Tenho 27 anos, sou formado em engenharia civil e nasci em Maceió/AL.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Antônio: Bom, a decisão de estudar para concursos foi, primeiramente, devido ao meu interesse na área policial, pois a segurança pública faz diferença na sociedade e que me identifico muito, até porque meu pai é policial, então já havia uma referência em casa.
Um segundo motivo, não menos importante, é a estabilidade que o concurso público gera ao servidor, além de ser uma ótima oportunidade de quem quer crescer na vida. Quando iniciei os estudos, eu estava recém-formado e desempregado, precisava tomar uma decisão contundente e efetiva na vida.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Antônio: Durante minha caminhada como concurseiro, apenas estudei. Tive essa oportunidade e não perdi tempo nesse período, utilizando todo o tempo que tinha com a máxima produção que eu pudesse.
Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Antônio: Atualmente, fui aprovado apenas em um concurso, para a Polícia Penal de Goiás. Esse foi o último concurso que fiz e passei em 3° lugar na regional de Caldas Novas, em novembro de 2019. Desde então, a pandemia vem suspendendo ou adiando todos os concursos que eu almejo.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Antônio: É realmente uma sensação difícil de descrever. À medida que vai saindo os resultados das etapas, você se pergunta se realmente isso está acontecendo, se vai concluir todas as fases sem nenhum problema. Ao mesmo tempo, se vê muito feliz em saber que todo esforço e densas horas de estudos valeram à pena.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Antônio: Particularmente, não consigo moderar vida social e estudos. Então, tendi a uma postura o quanto radical para essa etapa da vida. Meus amigos sentiram muito tal mudança, pois eu era uma pessoa que gostava de sair, curtir bastante a vida e que todo final de semana estava me divertindo.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Antônio: Sou solteiro, mas até tentei namorar durante um período de estudos, mas não deu muito certo, por não saber conciliar essa situação. Não tenho filhos e moro com meus pais. No início, a caminhada como concurseiro é bem difícil, muitas pessoas não acreditavam em mim, mas como decidi firmemente tal objetivo para a vida, aos poucos minha família, em geral, foi me apoiando e ajudando bastante, principalmente, minha mãe que ajudou nas despesas com materiais, viagens e inscrições nos concursos.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior
Antônio: Sem dúvidas, o concurso público, na minha opinião, é feito de escadas que, salvo exceções, precisa-se passar por cargos menores até chegar ao seu objetivo fim. O concurso “meio” te ajudará a bancar suas próprias despesas, retirar a pressão do desemprego, que é meu caso, como também melhorar a qualidade de vida e com isso, facilitar a chegada no concurso “fim”.
Atualmente, minha próxima etapa é conquistar a aprovação na PF, como também na PRF e PCDF, para a posteriori, pensar na Perícia Criminal ou Delegado de Polícia.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?
Antônio: Como optei em selecionar uma área em específico (carreiras policiais), a preparação para o cargo de policial penal foi um processo desde o primeiro dia da minha jornada. Porém, o direcionamento específico fiz apenas quando foi aberto o edital.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Antônio: Sim, alguns meses estudei sem edital, mas sempre me baseando em editais anteriores e antenado nos que estivessem na iminência de serem abertos.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Antônio: Inicialmente, entrei em um cursinho presencial na minha cidade, pois não tinha muito conhecimento em concurso público e achei que ali poderia ter algum direcionamento, que de fato contribuiu nos primeiros meses. Posteriormente, comecei a utilizar os materiais do Estratégia e com ajuda do meu Coach, Dário Freitas, assumi o método de leitura de PDFs e grifos, estudando em casa.
A principal vantagem de uma aula presencial é você ter um professor que possa responder suas dúvidas imediatamente, porém a desvantagem é que com o passar do tempo, sente-se a necessidade de avançar na disciplina, mas os professores precisam seguir um ritmo médio para toda a turma, o que faz você perder tempo. Sobre a leitura de PDFs e grifos, a desvantagem é que, no começo, é bem difícil se concentrar, ler PDFs imensos e sacar o que é importante grifar ou não. Entretanto, superado essa fase, na minha opinião, é o melhor método de se estudar, pois te faz aprender a ser autodidata, estudar qualquer conteúdo sem muitas dificuldades.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Antônio: Através de redes sociais e indicações de amigos.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Antônio: Isso é um grande problema de todo concurseiro e para resolver isso, estudo várias matérias no dia, com média de 1h por disciplina, isso dinamiza a produção por matéria e me ajuda a ver vários conteúdos, simultaneamente. Fazendo uma média de 8hrs/dia, eu estudo 7 matérias e uso mais uma hora para revisão.
Eu não fazia resumos, pois pela estratégia dos grifos já considerava um resumo. No caminho da aprovação, quem organizava meu planejamento era o Dário (meu coach na época). A prioridade entre conteúdo e questões, na minha opinião, depende do nível em que você se encontra, quando comecei, priorizei a leitura das matérias, mas superado determinado momento, as questões tornam-se, com certeza, a prioridade.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Antônio: A minha maior dificuldade era em português. No concurso da PRF 2019, sofri uma amarga reprovação por ter praticamente zerado a disciplina. Mesmo com uma pontuação próxima da nota de corte, essa matéria fez a diferença em não obter êxito. O que fiz para melhorar na disciplina, foi muito tempo de estudo, leitura e resoluções de questões, exaustivamente.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Antônio: Sem dúvidas, o desgaste próximo a prova é mais acentuado. A rotina que antecedeu ao teste foi voltada para revisões e muitas questões, principalmente àquelas que tinham mais peso. Na véspera, eu apenas fiz revisões de matérias que exigiam decorebas, como prazos e possíveis pegadinhas comuns de concurso público.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Antônio: É engraçado falar sobre redação, pois em 2 certames anteriores à aprovação, tive minhas redações corrigidas, mas tangenciei os temas em ambas e fui desclassificado justamente por não ter treinado e não ter achado importante. Depois disso, comecei estudar pelo material do Estratégia os temas recorrentes. No dia da prova, a qual fui aprovado, fui preparado e tinha treinado bastante. O resultado foi satisfatório, fiz 19,43 dos 20 pontos possíveis. Para mim, isso não
foi apenas uma nota, mas também uma superação ao que havia falhado outrora.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS.
Antônio: O que não faltaram foram erros, mas acho que é normal de quem está começando. Acho que o principal erro foi ter negligenciado português por tanto tempo, eu achava que nunca ia aprender. Demorei quase um ano para entender isso e me custou caro.
Os meus maiores acertos foram: sempre acreditar em mim, não importando as circunstâncias. Outro ponto a ser destacado foi o material escolhido e o acompanhamento do Dário nessa caminhada, um cara que sempre me propôs desafios e a AGEPEN-GO foi o primeiro, conseguindo um bom resultado.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Antônio: O mais difícil foi manter a disciplina, acordar cedo, saber que ainda estava construindo e ainda não havia conseguido, além disso, a incerteza diária do que viria.
Acho que pensar em desistir aconteceu apenas nos primeiros meses, é a época que é mais fácil disso acontecer, para todos, pois não foi investido tanto tempo e desistir não seria tão dispendioso assim. Entretanto, não tive muita escolha, pois enxergava essa oportunidade como a forma mais rápida de ter um bom emprego e uma remuneração satisfatória.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Antônio: Minha maior motivação foi, e ainda é, ser uma pessoa que faça diferença na sociedade. Além disso, provar a mim mesmo que posso fazer o que quero, independentemente de qualquer pessoa duvidar disso. A única pessoa que sabe do seu potencial, é você próprio.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Antônio: O que aconselharia para quem está iniciando é: mantenha-se resiliente. Para cada maratona, o primeiro passo é o início. Vai de você decidir se quer concluir a prova e ter suas próprias realizações pessoais alcançadas. Também falaria que tudo são fases, a dificuldade existe, mas ela pode ser superada. Outrossim, gostaria de aconselhar que não desista no primeiro concurso que for reprovado. A reprovação faz parte da nossa trajetória e se persistir, verá que aprenderá muito com cada derrota ao longo da jornada, tanto nos concursos quanto na vida.