Aprovado no concurso SEFAZ AL
“Não desista! Eu pensei nisso algumas vezes, mas fui feliz em continuar. Pode demorar mais do que você planejou, mas vai acontecer, confie em você”
Confira nossa entrevista com Luiz Felipe Rodrigues, aprovado no concurso SEFAZ AL, em 10º lugar, no cargo de Auditor Fiscal:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Luiz Felipe Rodrigues: Tenho 30 anos, sou formado em Administração de Empresas e natural de Salvador-BA.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Luiz Felipe: Sempre mantive os olhos abertos para as oportunidades que os concursos representavam, em especial o de AFRFB, mas não tomei a decisão de ingressar nesse mundo mais cedo, porque já estava trabalhando em uma boa empresa e com boa remuneração. Isso mudou no final de 2017. Eu trabalhava em uma das empresas que foram impactadas pela Lava Jato e, apesar de não ter sido demitido, a ideia de uma excelente remuneração atrelada a estabilidade começou a ser mais atrativa para mim.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Luiz Felipe: Somente estudava. Pedi demissão no final de 2017 e comecei a me dedicar integralmente aos estudos.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Luiz Felipe: Essa foi a primeira aprovação! Comecei minha trajetória, como quase todos que iniciam na área fiscal, estudando para a Receita Federal, mas com o passar do tempo, mudei o foco para os Fiscos Estaduais. Acabei não prestando as provas da SEFAZ GO e SEFAZ SC, pois não me julgava preparado. Um erro, pois só depois descobri quanto esses momentos são essenciais para aprovação de qualquer candidato. Meu primeiro certame da área fiscal foi a SEFAZ RS e depois SEFAZ BA, ambos com desempenho bem semelhante, por volta de 72%-73%. Optei por não fazer fiscos municipais para poder focar nas deficiências observadas nas provas anteriores e chegar competitivo nas próximas provas.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Luiz Felipe: Difícil colocar esse sentimento em palavras. A trajetória de todo concurseiro é árdua e desafiadora, somente quem viveu a experiência sabe das batalhas diárias que temos que superar para alcançar nossos objetivos. Por diversas vezes tive dúvida da minha capacidade, se tinha tomado a decisão certa de sair do emprego e me aventurar nesse novo mundo, dentre tantas outras. Sempre fui uma pessoa que pegava as coisas com facilidade, com boas notas na faculdade e, por isso, achava que em 1 ano até 1 ano e meio já estaria aprovado, mas a realidade foi diferente, foram aproximadamente 2 anos e 5 meses para o resultado vir. Manter a sanidade nesse período é o maior desafio. Portanto, ver o seu nome entre os aprovados é surreal, é a comprovação de que você foi maior do que todos os problemas enfrentados e de que daqui para frente somente coisas boas virão do seu sacrifício.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Luiz Felipe: Mantive meu convívio social, no início até demais, admito. Não estudava regularmente aos sábados e domingos, e aproveitava esses dias da mesma maneira da época em que trabalhava. No meio da minha caminhada, percebi que estava exagerando e fiz os ajustes necessários, incluí os finais de semana na minha rotina de estudos e estabeleci metas, só depois de atingi-las poderia aproveitar o restante do dia. Mas ressalto que apesar de sacrifícios e abdicações serem normais para quem está nessa jornada, não acredito que posturas radicais sejam a solução, essa caminhada já é bastante solitária, então não vamos piorar ainda mais. Posturas radicais só em pós-editais, que é quando você dá o sangue nessa reta final.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Luiz Felipe: Sou solteiro, sem filhos e moro com meus pais. Quando decidi pela mudança, tive o apoio da minha família, que também viu que seria uma boa oportunidade e, ao longo do tempo, eles respeitaram meu espaço e não questionaram muito sobre o processo. Acredito que isso foi muito positivo, já temos que gerenciar nossas próprias expectativas e ansiedades, então, qualquer carga adicional seria prejudicial.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Luiz Felipe: Nos dias atuais, com o crescente nível da concorrência, acho que o foco em determinada área é fundamental. Para atingir a nota de corte dos últimos certames, você deve estar comprometido com determinada área. No meu caso, fora os concursos já citados que prestei da área fiscal, fiz a PF de 2018 quando tinha cerca de seis meses de estudo, optei por fazer a prova, porque queria ter uma experiência de prova, saber qual é a sensação de prestar um exame e chegar mais maduro para uma futura prova de minha área.
Quanto aos próximos desafios, continuarei estudando até a nomeação e, se houver algum outro concurso, devo encarar o desafio, mas acho que já obtive o resultado que queria. Sou de Salvador, mas já morei em Maceió e foi uma experiência excepcional, portanto, já me sinto em casa.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Luiz Felipe: Especificamente para a SEFAZ-AL, apenas no pós-edital. Já tinha uma bagagem muito grande da área fiscal e, como são muitas as matérias em comum nos fiscos estaduais, desde a SEFAZ-BA, foquei em lapidar meu conhecimento nestas matérias que são certas nesses certames.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Luiz Felipe: A maior parte do tempo foi estudando sem ter edital publicado, o que é essencial. É quase impossível ganhar o nível necessário, apenas no tempo disponível, após a publicação dos editais. E a disciplina vem quando você tem a consciência do que o concurso representa para você e seu futuro. No meu caso, essa maturidade só veio com mais de um ano de estudo, após os resultados negativos que tive no RS e BA. Ter uma rotina bem definida com horários para acordar e estudar são fundamentais para facilitar o dia a dia. Comecei a acordar cedo para iniciar os estudos, por volta de 4:50, o que foi muito positivo para mim. Me adaptei ao horário, meu estudo rendia mais e, chegar no meio do dia com boa parte das metas cumpridas, torna bem mais fácil encarar o restante do dia.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Luiz Felipe: Por pesquisas. Na época, não conhecia muitas pessoas que também estivessem estudando e, portanto, tive que me virar para conhecer os cursos, mas logo conheci o Estratégia! Vi que muitos dos aprovados da área fiscal tinham sido alunos de vocês e, assim, soube que era a escolha certa a ser feita.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Luiz Felipe: No início, além do material do Estratégia, fiz um curso presencial, mas foi o pior investimento que poderia ter feito. Foi um investimento altíssimo que proporcionava pouco retorno, após 3 meses tranquei o curso e estudei somente em casa. Quanto aos materiais utilizados, foram basicamente os PDFs, resumos e mapas mentais. É onde você obtém o melhor custo benefício. As videoaulas também foram muito importantes, mas as utilizei em matérias e momentos específicos, como contabilidade, que muitas vezes não entendemos quando lemos pela primeira vez diretamente no PDF.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Luiz Felipe: Memorizar os assuntos e montar um ciclo também foi uma das minhas maiores dificuldades. Entender qual método é melhor para você, demanda um tempo. No meu caso, após testar vários métodos e planilhas prontas, decidi elaborar a minha própria, onde controlava os assuntos estudados, qual revisão já tinha sido feita daquele assunto (teórica, questões, lei seca, mapa mental) e quando tinha sido a última. Com relação às matérias, comecei pelas que compõem o famoso ciclo básico e gradativamente fui incorporando as demais. Não elaborei nenhum resumo escrito, meu material de revisão era composto da minhas marcações no PDF, resumos e mapas disponibilizados nas próprias aulas e anotações que fazia na lei seca (bem efetivo esse último). No pré-edital, minha carga horária era em torno de 8 horas líquidas por dia, de segunda a sexta, e 4 horas líquidas no sábado e domingo. O objetivo era ficar próximo de 50 horas por semana. No pós-edital, aumentei o ritmo e variava entre 9 horas a 11 horas por dia, e foquei muito em questões e lei seca, principalmente para legislação tributária e auditoria.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Luiz Felipe: Sempre tive dificuldade em Português, tenho até hoje. Já comecei e desisti de estudar essa matéria incontáveis vezes, a parte de gramática para mim é um pesadelo. O método mais eficaz para mim foi deixar um pouco de lado a parte teórica e focar nas questões, salvo engano, essa foi a terceira ou quarta matéria que mais fiz questões, aprendi na “força bruta”. O importante é não negligenciar, se tem você tem dificuldade, seu foco deve ser maior nessa matéria, não tem jeito.
Estratégia também é fundamental, algumas matérias são um pouco específicas para alguns concursos, como Economia foi para mim na SEFAZ-AL. Não possuía quase nenhum conhecimento prévio da matéria e logo vi que ela demandaria muito esforço para atingir um nível razoável, portanto, optei por estudar as aulas iniciais que são menos complexas e não me comprometeria na prova.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Luiz Felipe: Como a prova foi no sábado e domingo pelo período da tarde, me programei para estudar normalmente até quarta-feira e desacelerar depois, já que eu estava esgotado nessa semana. Na quinta e sexta-feira, só revisei basicamente as leis secas de Legislação. Também assisti algumas partes do Aulão de Véspera, pois estava em trânsito para Maceió. Foi a forma que julguei mais efetiva para mim nesses momentos que antecedem a prova. Cada um tem seu perfil, alguns preferem estudar até o último minuto na porta de prova. No meu caso, chegar descansado e relaxado, sabendo que o trabalho duro já foi feito, é foi melhor opção.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Luiz Felipe: Aqui não tem jeito, se você já possui conhecimento das matérias que serão cobradas na discursiva, a solução é superar a preguiça e escrever, não fiz isso na SEFAZ-BA e pude perceber a diferença que isso faz. Não cheguei a fazer o curso com discursivas corrigidas, mas aconselho demais que façam se em seu certame estiver previsto prova discursiva. Certamente esse é um erro que não cometerei em uma futura prova.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Luiz Felipe: Demorar para entender a importância do planejamento das revisões foi um erro. Perdi muito tempo estudando, estudando, mas sem fixar conteúdo. Acredito que essa é a maior dificuldade de todo concurseiro.
Quanto aos acertos, citaria o comprometimento com a rotina, que como disse anteriormente, julgo fundamental para qualquer pessoa. Busquei tirar o melhor dos dias bons e também dos ruins. Me mantive constante por boa parte da trajetória.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Luiz Felipe: O dia a dia é muito difícil, conviver basicamente com você mesmo e o PDF pode ser bem estressante. Busquei manter uma rotina de atividade física para dar um equilíbrio no meu psicológico e seguir em frente da melhor maneira possível.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Luiz Felipe: Qualidade de vida. Boa remuneração com um trabalho desafiador era o que tinha em mente quando tomei a decisão de estudar.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Luiz Felipe: Tenham disciplina, planejem seus estudos e entreguem os resultados propostos. Acho que isso que diferencia aqueles que obtêm o resultado em menos tempo. Eu não fiz isso inicialmente e me custou um bom tempo de preparação. Tenham paciência, nossa realidade é outra dos concursos que aconteciam até 2013/2014. São menos vagas, menos oferta de certames, concorrência mais qualificada, mas nada que o impeça de ser bem sucedido, “só” vai exigir de você uma preparação mais profissional. E por fim, não desista! Eu pensei nisso algumas vezes, mas fui feliz em continuar. Pode demorar mais do que você planejou, mas vai acontecer, confie em você.
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