“Nos últimos anos, o miniconto ganhou muito espaço na literatura de diversos países.No Brasil, a partir dos anos 90 houve uma grande quantidade de autores publicando livros com ou exclusivamente de minicontos. O pioneiro Ah, é?,de Dalton Trevisan, é de 1994.
A partir daí a produção cresceu sobremaneira, há inclusive um livro de minicontos juvenis, do competente e criativo gaúcho Leonardo Brasiliense, Adeus conto de fadas(2006), que ao testar esta estética com outro público comprovou a flexibilidade do miniconto e a possibilidade de o tratarmos como um gênero (da mesma forma que os poetas tratam como gênero o haicai).Entretanto, mais do que a publicação em livro, o que impulsionou o crescimento do miniconto foi a internet, mídia que sintetiza nossos tempos velozes.”
(http://www.escritacriativa.com.br/?apid=7247&tipo=140&dt=0&wd=Dicas%20de%20Escrita&titulo=Escrevendo%20minicontos)
O velho em agonia, no último gemido para a filha: –Lá no caixão... –Sim, paizinho. –... não deixe essa aí me beijar.
(TREVISAN, 1994, p. 122)
Carrossel Montada nos cavalinhos descia e subia ao mesmo tempo em que girava ao compasso da música. E presa ao carrossel viajava ao longínquo país da infância.
(SIMÕES, 1996, p. 55)
Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás.
(In FREIRE, 2004, p. 16)
Sobre as marcas linguísticas e de estilo do gênero miniconto, assinale a alternativa que contém características comuns nos textos exemplificados: