Questão
2023
ADM&TEC
Câmara Municipal de Toritama (PE)
Auxiliar de Serviços Gerais (CM Toritama/PE)
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Texto – A Filha do zelador

A filha do zelador apareceu no jardim do prédio com o jeans novo que ganhou do pai no aniversário de 18 anos. Foi na festinha, no salão do condomínio, que o Alberto, o moço que morava sozinho no 21, deu de cara com ela.

Ficou apaixonado e resolveu que tinha de fazer alguma coisa a respeito. Achou que seria uma boa ideia ficar amigo do zelador. Mas ele não era um homem simpático. Tinha motivos para isso: não dava para ficar sempre sorrindo para mais de 200 pessoas que moravam ali apenas para atazanar a sua vida. Por isso, Alberto se deu mal quando sugeriu ao zelador que ele colocasse na portaria um livro de reclamações, para, como disse "tornar as relações entre administração e condôminos mais abertas e civilizadas".

- Fale com o síndico, eu é que não quero me meter nesses assuntos - encerrou a conversa o mal-humorado zelador.

O moço do 21 pensou que poderia usar outra tática para se aproximar do zelador - e, dessa forma, ficar mais perto do verdadeiro motivo das suas constantes preocupações.

Inventou que a descarga de seu apartamento não estava funcionando direito.

- Isso não é problema do condomínio. Você tem telefone, chame um encanador - limitou-se a dizer o seco e definitivamente azedo zelador.

Alberto não desistiu. Cair nas graças da Ritinha - esse era o nome da filha do zelador - valia um esforço extra. E uma mudança radical de estratégia.

Tomou então toda a coragem do mundo e, coração aos pulos, apertou a campainha do apartamento do zelador.

Foi o próprio que atendeu.

- O que o sr. quer? Estou em hora de almoço.

- Desculpe, mas preciso perguntar uma coisa para o senhor.

Não tem nada a ver com o condomínio. É pessoal...

O zelador fechou ainda mais a cara. Mesmo assim, foi condescendente:

- Pois pergunte logo, que eu preciso terminar o almoço.

Alberto sentiu que não podia mais recuar. Aquela era a sua hora da verdade. O momento que podia decidir seu futuro, sua vida.

- Eu quero saber se o senhor se incomoda de eu pedir para a Ritinha me ajudar a escolher um presente para a minha mãe, que faz aniversário. Estava querendo dar um perfume para ela, mas o senhor sabe, homem não sabe comprar essas coisas.

Falou e se preparou para o pior. Mas aí aconteceu algo que nem os astros podem explicar. Aquele zelador tão antipático, tão seco com todos do prédio, virou o rosto e chamou alto:

- Ritinha, vem cá. O moço do 21 quer falar com você.

E foi embora.

Quando Ritinha apareceu na porta, Alberto ficou mudo e assim permaneceu toda a sua vida em comum com a filha do zelador, a mulher mais bonita do condomínio.

Texto adaptado. Acessado em 12 Jul. 2023: <http://contosdomotta.blogspot.com/2009/06/filha-dozelador.html?m=1>

“O moço do 21 pensou que poderia usar outra tática para se aproximar do zelador - e, dessa forma, ficar mais perto do verdadeiro motivo das suas constantes preocupações. Inventou que a descarga de seu apartamento não estava funcionando direito.

- Isso não é problema do condomínio. Você tem telefone, chame um encanador - limitou-se a dizer o seco e definitivamente azedo zelador.”

I. No fragmento do texto, os verbos “pensou”, “poderia” e “aproximar” estão sendo conjugados no tempo pretérito perfeito do modo indicativo, futuro do presente do modo indicativo e forma nominal infinitivo respectivamente.

II. No fragmento do texto: “O moço do 21 pensou que poderia usar outra tática...”, é correto afirmar que há apenas um sujeito, logo ele é classificado sintaticamente de simples.

III. No fragmento do texto: “Inventou que a descarga de seu apartamento não estava funcionando direito”, é correto afirmar que o sujeito do verbo “inventar” é classificado sintaticamente como oculto ou implícito na desinência do verbo.

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