O inventário florestal — ferramenta utilizada para se obter estimativas sobre características das populações florestais — é definido em função dos recursos disponíveis, da precisão requerida e dos objetivos do inventário. Seus resultados podem ser utilizados em planos de manejo, elaboração de projetos, avaliação de propriedade, autuação perante crime ambiental, entre outros. Não se faz inventário em 100% da área das florestas devido a limitações de recursos financeiros, tempo, mão-de-obra, acesso e tamanho de florestas. Nesse contexto, é importante analisar diferentes métodos de amostragem, objetivando a redução de tempo e do custo de execução sem perda de precisão. Um trabalho dessa natureza foi desenvolvido e parte dos resultados é apresentada nas tabelas a seguir.



erro de amostragem admissível (E%); média dos volumes
; desvio-padrão (Sₓ) em m³ /ha; coeficiente de variação (CV) em %; área das parcelas (área), em ha; número total de unidades amostrais (N); tamanho da amostra (n) e erro de amostragem observado, em %.
; desvio-padrão (Sₓ) em m³ /ha; coeficiente de variação (CV) em %; área das parcelas (área), em ha; número total de unidades amostrais (N); tamanho da amostra (n) e erro de amostragem observado, em %.
estimativas dos coeficientes de correlação e testes F de Graybill (FHo) para os parâmetros área basal por hectare (ha), volume por ha, número de árvores por ha, número de espécies, diâmetro médio e altura média do povoamento, envolvendo o método I (parcelas de áreas fixas) e os métodos II, III e IV (Bitterlich: K = 1, K = 2 e K = 4, respectivamente).
Farias, Soares, Souza & Leite. Rev. Árvore, v. 26, n.º 5, 2002.
Diante dessas informações, julgue o item seguinte.
O método idealizado por Bitterlich atende aos objetivos de diagnóstico rápido de florestas, uma vez que estima parâmetros importantes para quantificação dos recursos madeireiros com a mesma precisão do método de parcelas de área fixa.