O colangiocarcinoma é o segundo tipo mais comum de neoplasia hepática primária e sua incidência vem aumentando gradativamente. A maioria dos tumores são adenocarcinomas que surgem a partir de celulas epiteliais que revestem as vias biliares intra e extra-hepáticas. A respeito do colangiocarcinoma, pode-se afirmar que:
Questão
2015
IBFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Médico - Hepatologia (EBSERH)
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1211919335
A
Os fatores de risco para sua ocorrência são variáveis nas diferentes localizações geográficas, 90% dos casos são esporádicos. Um dos principais fatores de risco para sua ocorrência é a colangite esclerosante primária, particularmente nos pacientes sem concomitância com doença inflamatória intestinal. Cerca de 80% dos casos são diagnosticados durante o primeiro ano do diagnóstico da colangite esclerosante primária, desenvolvendo-se principalmente na região hilar. Outros fatores de risco incluem litíase intra-hepática e Doença de Caroli.
B
Os colangiocarcinomas podem ser estadiados anatomicamente em tumores extra-hepáticos (60%) e intra-hepáticos (40%). Os extra-hepáticos podem ser subdivididos em colangiocarcinoma perihilar (tumor de Klatskin) ou tumoresdistais. Os tumores intra-hepáticos são subdivididos em nodular, periductal e intraductal.
C
Há poucos sistemas para estadiamento tumoral, o mais utilizado é o de Bismuth-Corlette, que melhor se correlaciona com prognóstico e sobrevida, sendo particularmente útil para anormalidades anatômicas como trifurcações.
D
A ressecção cirúrgica completa é o tratamento padrão ouro para o colangiocarcinoma, único tratamento potencialmente curativo. Devido a intervenções cirúrgicas extensas e quimioterapia perioperatória a sobrevida ao longo prazo vem aumentando nesses pacientes, sendo que na maioria dos casos é possível a ressecção tumoral completa pela ausência de invasão vascular central e ausência de doença parenquimatosa hepática. A sobrevida em 5 anos chega a 70% em centros especializados.
E
Embora o transplante hepático não seja o tratamento de escolha para o colangiocarcinoma, pode ser uma opção em casos selecionados. Protocolos incluindo quimioterapia e radioterapia neo-adjuvantes com linfadenectomia de estadiamento pré transplante tem gerado resultados mais estimulantes que as baixas taxas de sobrevida dos casos da década de 1990.