Questão
2016
VUNESP
Prefeitura Municipal de Suzano (SP)
Sepultador (Pref Suzano/SP)
2016
VUNESP
Prefeitura Municipal de Suzano (SP)
Soldador (Pref Suzano/SP)
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A cadeira do dentista

Fazia dois anos que Carlos não se sentava numa cadeira de dentista. Marcava várias consultas, mas suava frio folheando velhas revistas na sala de espera e fugia antes de ser atendido. Na última vez que ele pôs o pé no consultório de um dentista, quando soube o preço do tratamento, a dor transferiu-se do dente para o bolso.

Carlos adiou o tratamento. Porém, tempos depois, não haveria como escapar. Entrando no consultório, suas pernas tremiam. O dentista surgiu e Carlos desejou vê-lo sentado na própria cadeira tendo um dente extraído. Mal Carlos se acomodou, e o dentista estava curvado sobre a cadeira, louco para entrar em ação. Nem uma palavra de estímulo ou reconforto. Foi logo ordenando:

− Abra a boca.

Carlos tentou, mas a boca não obedeceu aos seus comandos.

− Não vai doer nada! Abra a boca.

− Todos dizem a mesma coisa. − Carlos reagiu.

− A anestesia vai impedir a dor. – disse o dentista, armado com uma seringa.

Enfim, Carlos se acalmou e o dentista pôde trabalhar. Mas continuava pensando que é fácil ser corajoso com a boca dos outros.

(Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista. Ed. Ática, 2003. Adaptado)

No trecho do 1º parágrafo “... fugia antes de ser atendido.”, a palavra destacada estabelece sentido de
A
tempo.
B
negação.
C
lugar.
D
modo.
E
intensidade.