1) ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 7 pontos
2) ASPECTOS MICROESTRUTURAIS - 3 pontos
Texto I
Mulheres negras, indígenas e com deficiência estão entre as mais vulneráveis à violência obstétrica.
Um estudo da Universidade de Harvard, realizado em quatro países latino-americanos, mostrou que uma em cada quatro mulheres vivendo com HIV/Aids foi pressionada à esterilização após receber o diagnóstico. Evidências igualmente assustadoras foram identificadas no México, onde a Organização das Nações Unidas condenou o país pela esterilização forçada de quatorze indígenas pelo sistema de saúde público. No Brasil, um estudo no Mato Grosso descreveu a correlação entre etnia e morte materna – mulheres indígenas têm quase seis vezes mais chances de morrer no parto que mulheres brancas.
(Débora Diniz Giselle Carino. Jornal El País Brasil. Em: 20/03/2019.)
Texto II
acolher:
1. dar acolhida a; dar agasalho a;
2. dar crédito a; dar ouvidos a;
3. admitir, aceitar, receber;
4. tomar em consideração.
(Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.)
O contexto de cada gestação é determinante para o seu desenvolvimento, bem como para a relação que a mulher e a família estabelecerão com a criança desde as primeiras horas após o nascimento. Interfere, também, no processo de amamentação e nos cuidados com a criança e com a mulher. Um contexto favorável fortalece os vínculos familiares, condição básica para o desenvolvimento saudável do ser humano.
Assim, a história que cada mulher grávida traz deve ser acolhida integralmente, a partir do relato da gestante e de seus acompanhantes. São também parte desta história fatos, emoções ou sentimentos percebidos pelos membros da equipe envolvida no pré-natal.
(Ministério da Saúde. Assistência Pré-Natal. Manual Técnico. Brasília. Em: 2000.)
Texto III
Questionamento
O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que é ginecologista obstétrico, questionou se o termo violência obstétrica é realmente adequado. Ele disse que casos como o do médico anestesista que estuprou uma paciente durante o parto no Rio de Janeiro são aberrações. Resende defendeu que seja discutida a melhora na formação médica.
“Eu fico me questionando: será que eu vou ter que refazer todos os meus conceitos que aprendi com tantos profissionais que, inclusive, foram verdadeiros mestres na ginecologia obstetrícia brasileira, na minha época?”
A pesquisadora Natália Veroneze, representante do Instituto Artemis, destacou que o termo violência obstétrica é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde desde 2014. Ela argumentou que a taxa de mortalidade materna no Brasil voltou a ser a mesma de vinte anos atrás e ressaltou que casos de violência obstétrica são cotidianos.
“[Não dá pra] dizer que violência obstétrica não existe, que esse termo não é adequado, que o termo é violência institucional”, rebateu. “Existe, sim, a violência institucional quando realmente a gente não tem a sala de parto humanizado em todos os hospitais, não tem acomodações e anestesista. Mas isso não exime os médicos de adotarem as melhores práticas. Hoje a gente tem muitas mulheres ainda tendo filhos amarradas”, lamentou.
(Agência Câmara de Notícias. Reportagem: Amanda Aragão. Edição: Ana Chalub. Em: 15/06/2023.)
Considerando os textos anteriores como motivadores, redija um texto dissertativo e (ou) argumentativo, posicionando-se acerca do seguinte tema:
“A saúde das gestantes, direitos e deveres que envolvem os cuidados com a vida desde a sua concepção”.