Questão
2019
Instituto AOCP
Prefeitura Municipal de Cariacica (ES)
Fiscal de Tributos Municipal I (Pref Cariacica/ES)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
225161551
Texto I 

Texto II

O vício em smartphones prejudica profissionais e empresas 

Nomofobia é a moléstia psíquica relacionada ao pavor de ser separado de seu smartphone

(...) Os smartphones surgiram no fim da década de 1990 e foram adotados em massa na década seguinte. De símbolo de status, transformaram-se rapidamente em bem de consumo obrigatório para todas as idades e estratos sociais.

Junto às fantasias prometidas pela tecnologia, vieram os efeitos colaterais. No fim de 2016, a American Academy of Pediatrics divulgou um estudo bem amplo sobre os efeitos das mídias digitais (frequentemente difundidas por meio de smartphones) sobre crianças e adolescentes. 

Na longa lista de problemas, velhos conhecidos de pais e mães: efeitos negativos sobre o sono, a atenção e o aprendizado; relação preocupante com a obesidade e a depressão; exposição a conteúdos inadequados; e riscos relacionados à privacidade.

Em um ensaio de grande repercussão veiculado na revista The Atlantic em 2017, Jean M. Twenge, professora de psicologia na Universidade Estadual de San Diego, alertou sobre o risco de uma crise mental iminente afetando crianças e adolescentes. (...) 

 Para adultos no mundo do trabalho, os efeitos começam a ser estudados e analisados. A conectividade 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana) já existia antes dos smartphones, porém foi intensificada com os novos aplicativos de troca de mensagens. A disponibilidade permanente gera ansiedade e estresse ou tecnoestresse, outra invenção da época. (...)

No trabalho, percebe-se facilmente o efeito negativo dos aparelhinhos sobre a produtividade. Faltava, entretanto, comprovação científica. O estudo, conduzido com 262 voluntários, comprova que há relação entre o vício em smartphone e a percepção de perda de produtividade. 

Diversos outros estudos revelam que o uso dos smartphones rouba horas do dia de trabalho. Seus sinais visuais e sonoros constantes interrompem fluxos de raciocínio e prolongam desnecessariamente o tempo de realização de atividades. 

O uso mal administrado de smartphones ajuda a criar um ambiente de emergência permanente, transforma problemas gerenciáveis em incêndios ameaçadores e faz com que todos se sintam como bombeiros sem equipamentos, frustrados e impotentes, diante de circunstâncias supostamente avassaladoras. 

De forma geral, o entendimento científico sobre os efeitos colaterais dos smartphones ainda está engatinhando. Vários efeitos e fenômenos correlatos precisam ser estudados e compreendidos. (...) 

Realizar mais estudos científicos é importante para contrapor à propaganda avassaladora dos fabricantes de smartphones, coligados e inocentes úteis da mídia. Não se trata de combater, tal qual luditas, a tecnologia. Os pequenos computadores pessoais constituem avanço importante. É preciso, entretanto, conhecer melhor seus efeitos colaterais e desenvolver antídotos.

Adaptado de: http://debatendo-a-educacao.blogspot.com/2017/12/. Acesso em: 08 dez. 2019.

Sobre os textos I e II, assinale a alternativa INCORRETA. 
A
Tanto o texto I quanto o texto II centralizam sua temática no isolamento social provocado pelo uso intensivo de smartphones. 
B
O texto I, dado o gênero textual a que pertence, tece uma crítica a quem, por usar de modo demasiado o celular, acaba afastando-se do convívio social.
C
Segundo o autor do texto II, o vício em celulares pode ser considerado uma doença relativa à esfera mental ou comportamental do indivíduo. 
D
No texto II, afirma-se que as pesquisas científicas sobre as consequências produzidas pelo uso imoderado de smartphones ainda estão em fase inicial, necessitando, portanto, de maiores investigações e embasamentos, a fim de se entender, com mais precisão, todas as suas implicações.