Texto 1
[1] Houve uma época, antes e depois do Renascimento e do Iluminismo, que os estados e os governantes se esmeravam em organizar grandes bibliotecas, assim entendida a reunião dos livros (biblos) num espaço próprio para sua estocagem, theke ou “o depósito”.
[2] Mesmo durante a treva da Idade Média, os livros jamais ficaram órfãos. Justiniano ergueu bibliotecas bizantinas no Cairo, em Bagdá, em Bassora. Na Espanha muçulmana, ficaram famosas as de Córdoba, Granada e Toledo. Na Renascença, consolidaram-se as bibliotecas Real, na França, e a Escorial, na Espanha. Na Itália, ganharam posteridade a Marciana e a Laurenciana, de Florença – e a Vaticana, às margens do rio da Cidade Eterna.
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[3] A biblioteca informatizou-se e evoluiu a tal ponto que, hoje, elas estão eletronicamente ao alcance de qualquer internauta. A maior biblioteca do mundo – a do Congresso americano – está disponível ao comando de uma tecla. E a maior das livrarias online, a Amazon, mantém em comércio o Kindle, aparelho do tamanho de um livro de bolso, pesando apenas 300 gramas, capaz de receber o download de qualquer dos seus 88 mil títulos. […]
[4] O aparelhinho pode receber livros, jornais e até a Wikipedia, a enciclopédia da web. Todo o universo da cultura está na palma da mão, em segundos.
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[5] Quer dizer: o livro já existe para todo tipo de freguês, do papiro ao e-book.
RAMOS, Sérgio da Costa. Do papiro ao e-book. Diário Catarinense.Florianópolis, 17 ago. 2012. p. 49.
Texto 2
“O livro eletrônico tem várias vantagens: por exemplo, você sair de férias e poder levar trezentos livros. Conheço gente que está saindo de férias levando quinhentos livros. Não vai ler nenhum.”
João Ubaldo Ribeiro, 2011.
Com base na leitura do Texto 1 e do Texto 2, é incorreto afirmar que: