Texto 1
[...]
Passei a ser o homem da, casa. Mas foi por pouco tempo. Logo minha mãe passou a sair aos finais de semana e eu tinha de ficar sozinho em casa e não contar para ninguém quando algum homem dormia com ela. Até que ela arrumou um namorado. Eu o odiei, e sempre que podia, aprontava alguma para estragar o ambiente: batia as portas, quebrava um copo, gritava, aumentava o volume do som, e assim por diante. Não aceitava que ninguém, ninguém mesmo, me chamasse a atenção.
— Ah, se eu soubesse O que é ter filhos, eu nunca teria tido! — essa era a fala de minha mãe com frequência. Aliás, era um refrão. Eu pensava:
— Não pedi pra nascer! — mas ficava fulo da vida.
Gilberto Mattje
Texto 2
[...]
Neste meio tempo, solicitou D. Quixote a um lavrador seu vizinho, homem de bem (se tal título se pode dar a um pobre), e de pouco sal na moleira; tanto em suma lhe disse, tanto lhe martelou, que o pobre rústico se determinou em sair com ele, servindo-lhe de escudeiro.
Dizia-lhe entre outras coisas D. Quixote, que se dispusesse a acompanhá-lo de boa vontade, porque bem podia dar o acaso que do pé para a mão ganhasse alguma ilha, e o deixasse por governador dela.
Com estas promessas e outras quejandas, Sancho Pança (que assim se chamava o lavrador) deixou mulher e filhos, e se assoldadou por escudeiro do fidalgo.
[...]
Miguel de Cervantes
Texto 3
Marido diz para a mulher:
Estou cansado de nosso casamento. Façamos um trato: você fica com um lado da casa que eu fico com o outro.
— Combinado — responde ela. — Você fica com o lado de fora.
Itamar Dias
Quanto à tipologia dos textos, assinale a alternativa INCORRETA: