Questão
2020
UNESC
Prefeitura Municipal de Maracajá (SC)
Professor de Língua Portuguesa 40h (Pref Maracajá/SC)
2020
UNESC
Prefeitura Municipal de Maracajá (SC)
Professor de Língua Portuguesa 10h (Pref Maracajá/SC)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4001174177
TEXTO V

LÍNGUA

Gosto de sentir a minha língua roçar

A língua de Luís de Camões.

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar

A criar confusões de prosódia

E um profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões.

Gosto do Pessoa na pessoa

Da rosa no Rosa,

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade.

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixa os portugais morrerem à míngua,

“Minha pátria é minha língua”

- Fala Mangueira

Flor do Lácio Sambódromo

Lusamérica latim em pó

O que quer

o que pode

Esta língua?

Caetano Veloso. Velô, 1984.

A música de Caetano, um verdadeiro poema, versa sobre língua portuguesa, chamada de a última flor do Lácio, região, ainda do Império Romano, em que se falam as línguas provindas do latim. A questão tomam o poema como unidade de análise.

No poema de Caetano, o termo língua é usado em dois sentidos diferentes, identifique nas alternativas que seguem, esses sentidos.
A
No décimo quinto verso, língua é associado ao paladar, ao gosto das coisas – “Minha pátria é minha língua” – e, no último verso, seu sentido é o de questionamento desta língua pátria – Esta língua?
B
No décimo sétimo verso, língua é associada metaforicamente a uma flor brasileira – Flor do Lácio Sambódromo – e, no último verso, seu sentido é o de questionamento desta língua pátria –Esta língua?
C
No décimo quinto verso, língua é associado ao paladar, ao gosto das coisas – “Minha pátria é minha língua” – e, o décimo sétimo verso, seu sentido está associado metaforicamente a uma flor brasileira – Flor do Lácio Sambódromo.
D
No primeiro verso, língua contígua à roçar é associado ao sentido de órgão da cavidade bucal, que auxilia na produção dos sons – Gosto de sentir a minha língua roçar – e, no segundo verso, quer dizer idioma – A língua de Luís de Camões.