Sobre o Serviço Social nos anos 1940 e 1950 no Brasil, é CORRETO dizer que:
Questão
2014
FAUEL
Prefeitura Municipal de Fazenda Rio Grande (PR)
Assistente Social (Pref Fazenda Rio Grande/PR)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
2379495355
A
Nos anos 1940 e 1950 há, sequencialmente, a emergência e a institucionalização do Serviço Social como especialização do trabalho, sob influência católica europeia e com ênfase nas ideias de Mary
Richmond e nos fundamentos do Serviço Social de Caso, onde a técnica está a serviço da doutrina
social da Igreja.
B
Nos anos 1940 e 1950, o Serviço Social brasileiro recebe influência norte-americana. Marcado pelo tecnicismo, a profissão bebe na fonte da psicanálise, bem como da sociologia de base positivista e funcionalista/sistêmica. Sua ênfase está na ideia de ajustamento e de ajuda psicossocial. Neste período há o início das práticas de Organização e Desenvolvimento de Comunidade, além do desenvolvimento
das peculiares abordagens individuais e grupais. Com supervalorização da técnica, considerada autônoma e como um fim em si, e com base na defesa da neutralidade científica, a profissão se
desenvolve através do “Serviço Social de Caso”, “Serviço Social de Grupo” e “Serviço Social de
Comunidade”.
C
Nos anos 1940 e 1950,
há um movimento de renovação na profissão, que se expressa em termos
tanto da reatualização do tradicionalismo profissional, quanto de uma busca de ruptura com o
conservadorismo. O Serviço Social se laiciza e passa a incorporar nos seus quadros segmentos dos
setores subalternizados da sociedade. Estabelece interlocução com as Ciências Sociais e se aproxima
dos movimentos “de esquerda”, sobretudo do sindicalismo combativo e classista que se revigora nesse
contexto.
D
Nos anos 1940 e 1950, cresce o questionamento da perspectiva técnico-burocrática, por ser esta considerada como instrumento de dominação de classe, a serviço dos interesses capitalistas. Com os ventos democráticos, inaugura-se o debate da ética no Serviço Social, buscando-se romper com a ética da neutralidade e com o tradicionalismo filosófico fundado na ética neotomista e no humanismo cristão.