Questão
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Agente de Vigilância Sanitária (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Agente de Trânsito (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Assistente Administrativo (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Desenhista (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Motorista (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Técnico em Contabilidade (Pref Cianorte/PR)
2015
FAUEL
Prefeitura Municipal de Cianorte (PR)
Técnico de Segurança do Trabalho (Pref Cianorte/PR)
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883536230
Questões gramaticais.

A gramática é a mais perfeita das loucuras, sempre inacabada e perplexa, vítima eterna de si mesma e tendo de estar formulada antes de poder ser formulada — especialmente se se acredita que no princípio era o Verbo. Estou estudando gramática e fico pasmo com os milagres de raciocínio empregados para enquadrar em linguagem “objetiva” os fatos misteriosos da língua. Alguns convencem, outros não. Estes podem constituir esforços meritórios, mas se trata de explicações que a gente sente serem meras aproximações de algo no fundo inexprimível, irrotulável, inclassificável, impossível de compreender integralmente. Mas vou estudando, sou ignorante, há que aprender. Meu consolo é que muitas das coisas que me afligem devem afligir vocês também. Ou pelo menos coisas parecidas.
*
Não me conformo com a acentuação do verbo 
“averigüar”. O certo é “averigüa”, “averigúe”, mas eu me recuso a acertar. Só digo “averigüa” e “averígüe” e acredito que a maior parte das pessoas que ouço falar acentua do mesmo jeito. “Averigúe” soa como uma exortação obscena gaúcha. 
*
Já não posso argumentar o mesmo em relação a “tóxico”. Como muitos baianos, só digo “tóchico”. Quando vou dizer “tócsico”, eu tusso, mas admito que se trata de um problema pessoal. “Intocsicação”, então, é impossível. Felizmente Jorge Amado também fala “tóchico” e, assim, alimento alguma esperança de conseguir status de exceção para a nossa maneira de 
pronunciar. 
* 
Um doce aí para quem:

a) disser o que é derivação parassintética;
b) disser qual é o certo, se é obsecado, obcecado ou obsedado e qual dos três que deu “obsessão”;
c) conjugar certinho os verbos colorir, fulgir, comedir-se, precaver, aprazer, adequar, foragir-se, emergir e retorquir;
d) disser qual é o ordinal de 8.569;
e) disser qual é o feminino de “rajá”.
P.S.: Eu também não sei.

Texto Adaptado. RIBEIRO, João Ubaldo. Questões gramaticais. In: Arte e ciência de roubar galinhas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

A respeito do trecho: “Um doce aí para quem disser o que é derivação parassintética” e seus conhecimentos a respeito de morfologia e formação de palavras, assinale a alternativa INCORRETA:
A
Derivação é um dos processos de formação de palavras, realizado a partir do acréscimo de afixos a um radical.
B
Afixos são partículas que se juntam aos radicais, formando novas palavras. Eles podem ser prefixos, quando são adicionados depois do radical, e sufixos, quando são adicionados antes do radical.
C
Derivação parassintética caracteriza a formação de palavras a partir do acréscimo tanto de um sufixo quanto de um prefixo, como em infelizmente.
D
A palavra derivação tem sua etimologia a partir do radica -riv- que tem relação com ribeira, ou aquilo que está à margem, significando a possibilidade das palavras de transbordarem de sua significação central, assumindo outros sentidos em suas margens.