Questão
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Pedagogo (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Assistente Social (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Auditor (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Contador (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Economista (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Relações Públicas (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Médico Veterinário (UNIVASF)
2014
CGC UNIVASF
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Analista de Tecnologia da Informação (UNIVASF)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
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ANULADA
Nesta cultura das aparências, do espetáculo e da visibilidade, já não parece haver motivos para mergulhar naquelas sondagens em busca dos sentidos abissais perdidos dentro de si mesmo. Em lugar disso, tendências exibicionistas e performáticas alimentam a procura de um efeito: o reconhecimento nos olhos alheios e, sobretudo, o cobiçado troféu de ser visto. Cada vez mais, é preciso aparecer para ser. Pois tudo aquilo que permanecer oculto, fora do campo da visibilidade – seja dentro de si, trancado no lar ou no interior do quarto próprio – corre o risco de não ser interceptado por olho algum. E, de acordo com as premissas básicas da sociedade do espetáculo e da moral da visibilidade, se ninguém vê alguma coisa é bem provável que esta coisa não exista. Como bem descobrira Guy Debord há quatro décadas, o espetáculo se apresenta como uma enorme positividade indiscutível, pois seus meios são ao mesmo tempo seus fins e sua justificativa é tautológica: “O que aparece é bom, e o que é bom aparece.” Nesse monopólio da aparência, tudo o que ficar do lado de fora simplesmente não é.

SIBILIA, Paula. Eu visível e o eclipse da interioridade. In: O show do eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, p. 89-113.

Leia as afirmações desenvolvidas sobre a seguinte construção sintática: “Cada vez mais, é preciso aparecer para ser.” (l. 4 e 5).

I. O período é composto por subordinação, formado por um adjunto adnominal anteposto à oração principal, a qual, por sua vez, é seguida por duas orações reduzidas: uma é objetiva direta, e outra, adverbial final.

II. O período é misto, pois possui uma oração principal antecedida por um adjunto adverbial exercendo função de oração coordenada. Após a oração principal, tem-se uma subordinada substantiva subjetiva formada por uma locução verbal.

III. A expressão “Cada vez mais” exerce a função sintática de adjunto adverbial, pois intensifica uma ideia explícita no período. Morfologicamente, é um locução adverbial, formada pelo seguinte conjunto de palavras: cada (numeral), vez (substantivo) e mais (advérbio).

IV. O período é composto por subordinação, formado por um adjunto adverbial anteposto a uma oração principal. Após essa oração, tem-se uma subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo e uma oração adverbial final.

V. O período pode ser reescrito, sem promover alterações em seu sentido original, para assumir a seguinte forma: “Para ser, é preciso que se apareça.” Essa forma antecipa a oração final e desenvolve a subjetiva.

Considerando as regras prescritas na gramática normativa, estão CORRETAS?
A
I e II.
B
II e III.
C
III e IV.
D
IV e V.
E
III, IV e V.