Não prometa quando estiver feliz, não responda quando estiver com raiva, não decida quando estiver triste. Li essa frase no Instagram e fiquei refletindo sobre o quanto ela é profunda e verdadeira. São três sentimentos que comumente nos trazem arrependimentos: felicidade, raiva e tristeza. Talvez você se questione: Como assim? A felicidade pode gerar arrependimento? Sabe o que digo ___ você? Pode, sim! Depende da ocasião. É claro que, de modo geral, a felicidade nos traz bem- -estar, saúde, gratidão, presença etc. Porém, o que foi destacado nessa frase é a felicidade eufórica, que é mais comum do que se pensa.
Inclusive eu sempre faço um jogo com a palavra euforia. Perceba: euforia = eu + fora = eu fora do meu centro. Toda pessoa que está na euforia está dominada pelas emoções e não está equilibrando isso com a razão. Dessa forma, o resultado muitas vezes pode ser negativo. O que seria o ideal para tudo na vida é a serenidade. A raiz dessa palavra é simples e bela. Ela significa: “aquilo que vem do ser”. E o ser é o que há de mais essencial em nós. É algo tão vasto e bonito que tem uma área da Filosofia que se debruça apenas nisso: a Ontologia. Não é interessante?
A serenidade me leva ___ equilibrar razão e emoção. Com isso, eu evito à euforia, consequentemente não prometerei nada que não poderei cumprir. É simples assim! Prometer é algo sério. Está ligado com a nossa reputação. Se eu prometo algo e não cumpro, além de despertar raiva nas pessoas, eu passarei a ser visto como alguém que não se pode confiar, destarte, minha reputação fica comprometida.
Está tudo interligado. A palavra reputação vem do latim e significa “refletir, calcular, pensar”. Ou seja, eu passo tudo o que vou fazer pelo crivo da razão. Se formos dominados apenas pelas emoções, certamente isso causará sofrimento. Portanto, retomo esse conceito-chave, equilíbrio entre razão e emoção é fundamental.
Se eu responder para alguém estando com raiva, muito provavelmente vou feri-lo(a) com minhas palavras. Estudos comprovam que normalmente sentimos raiva quando alguém faz algo, diz algo, pensa algo ou se comporta de forma diferente daquilo que achamos ser o certo. A raiva está justamente em querer, mesmo que inconscientemente, que o outro mude. Você acha que isso é possível de ser feito na marra? Alimentando sentimentos autodestrutivos? Não, simplesmente não!
Por fim, é uma insensatez decidir estando triste porque a tristeza nos tira totalmente do nosso centro. Nossa razão está viajando em outros mundos no momento em que estamos tristes. Todos nós sabemos que nada dura pra sempre, nem a felicidade, nem a tristeza, e é ótimo que seja assim, pois mostra o quanto a vida é dinâmica. Se você estiver triste, tenha paciência. Repouse, descanse, fique perto das pessoas que você ama! Quando menos esperar, a tristeza terá passado e você estará mais lúcido (“lucidez” vem de “luz”). Nessa hora, com lucidez você poderá decidir de forma assertiva e a possibilidade de se arrepender da decisão será infinitamente menor!
Serenidade! Essa é a palavra que resume todo esse texto. Com ela você terá sabedoria para não ser dominado pela felicidade eufórica, pela raiva ou pela tristeza…
(Disponível em: http://blogs.opovo.com.br/artesanatodamente/2019/05/21/nao-prometa-quando-estiver-feliz-nao-responda-quando-estiver-com-raiva-nao-decidas-quando-estiver-triste/. Acesso em 10/06/2019. Com adaptações.)
I. O superlativo absoluto sintético do adjetivo “feliz” (1º§) é “felizérrimo”.
II. A expressão “autodestrutivos” (5º§) está grafada corretamente.
III. O termo “por que” deveria ser assim grafado, em vez de “porque” (6º§).
É correto o que se afirma em