Questão
2023
Instituto Verbena UFG
Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Técnico-Administrativo em Educação - Assistente em Administração (UFDPAR)
2023
Instituto Verbena UFG
Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Técnico-Administrativo em Educação - Técnico de Tecnologia da Informação (UFDPAR)
2023
Instituto Verbena UFG
Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Técnico-Administrativo em Educação - Técnico em Contabilidade (UFDPAR)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
4001501053
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas. O senso comum tem escassa percepção de que a língua é um fenômeno heterogêneo que alberga grande variação e está em mudança contínua. Por isso, costuma folclorizar a variação regional, demoniza a variação social e tende a interpretar as mudanças como sinais de deterioração da língua.

O senso comum não se dá bem com a variação linguística e chega, muitas vezes, a explosões de ira e a gestos de grande violência simbólica diante de fatos de variação. Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, da escrita e da fala nos espaços públicos.

E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas – isto é, as variedades escritas e faladas que devem ser identificadas como constitutivas da chamada norma culta. Isso pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo.

ZILLES, A. M; FARACO, C. A. Apresentação. In: ZILLES, A. M; FARACO, C. A. (org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola, 2015. [Adaptado].

De acordo com o texto, a variação linguística
A
é desconsiderada como objeto de estudo de áreas específicas dos estudos da linguagem.
B
define-se pela compreensão de que a língua é um fenômeno homogêneo.
C
motiva reações empáticas e compreensivas por parte do senso comum.
D
revela-se na constante mudança da língua, fenômeno heterogêneo.