Questão
2015
FUNCAB
Secretaria de Estado da Educação de Rondônia
Professor Nível A (SEDUC RO)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
349207554
A FARINHA DE MANDIOCA

A farinha de mandioca é um produto da raiz da mandioca ( ), planta da família das eufrobiáceas, muito conhecida, cultivada e aproveitada pelos índios em vários produtos alimentícios, como puderam constatar os portugueses quando chegaram ao Brasil.

Os índios chamavam as suas plantações, ou roças de mandioca, de . A mandioca amolecida, fermentada ou apodrecida para o fabrico de farinha ou extração da goma, por sua vez, era chamada de mandiopuba, e a farinha misturada com água, o pirão, de uypeba.
Em Pernambuco existiam várias espécies de mandioca: branquinha, cruvela, caravela ou mamão, engana-ladrão, fria ou da mata, landim, manipeba, vermelha entre outras, além da mandioca brava, muito venenosa.

A “casa de farinha” é o local onde se transforma a mandioca em farinha, ingrediente usado na fabricação de vários alimentos, entre os quais o beiju, conhecido pelos índios como , muito apreciado na região Nordeste do Brasil. Em 1551, o padre jesuíta Manoel da Nóbrega, quando escreveu sobre sua visita a Pernambuco, falou do beiju e das farinhas fabricados pelos indígenas.

No período colonial, a farinha de mandioca era usada para a alimentação dos escravos, dos criados das fazendas e engenhos, além de servir também como suprimento de viagem para os portugueses (farnel de viajantes). Em algumas regiões, para tornar os alimentos menos perecíveis, misturavam-nos com a farinha de mandioca, obtendo pratos como a farinha de peixe seco, socada em pilão, que assim podia aguentar por muito tempo, utilizada pelos bandeirantes em suas expedições.

O processo de produção da farinha de mandioca começa no plantio das manivas. Depois da colheita da raiz (tubérculo), a mandioca é levada direto da roça para a casa de farinha, onde é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar ou pubar. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador, também chamado de caititu. A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti ( tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para retirar um líquido venenoso
chamado manipueira (ácido anídrico). Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.

O líquido que sobra da pubagem tem um alto teor alcoólico. No Pará, esse líquido, depois de ser submetido à ação do sol ou do fogo para retirar sua toxidade, é usado no preparo do tucupi, espécie de molho muito apreciado na cozinha amazônica, como o famoso pato no tucupi. A massa da mandioca, que decanta durante a pubagem, é utilizada como goma para engomar roupa ou para a fabricação de alimentos como mingau, papa, sequilho, bolo, tapioca.A farinha de mandioca é usada em vários tipos de farofa, pirão, beiju e entra como ingrediente em uma grande quantidade de receitas da culinária brasileira.

A “casa de farinha” ajudou a fixar o homem à terra, transformando a mandioca num importante alimento, responsável pela diminuição da fome em algumas regiões brasileiras.

(Fonte: Fundação Joaquim Nabuco/www.fundaj.gov.br)

A casa de farinha é um item importante na cultura brasileira, porque:
A
Contribuiu para fixar o homem à terra, transformando a mandioca num importante alimento, responsável pela diminuição da fome em algumas regiões brasileiras. 
B
Em Pernambuco, os índios fabricam beiju e vários tipos de farinhas.
C
A massa da mandioca é utilizada como goma e na fabricação de alimentos como mingau, papa, sequilho, bolo, tapioca 
D
No Pará, o líquido da mandioca é usado no preparo do tucupi, um molho muito apreciado na cozinha amazônica. 
E
A farinha de mandioca é usada em vários tipos de farofa, pirão, beiju e entra como ingrediente em uma grande quantidade de receitas da culinária brasileira.