Questão
2012
CEC
Regime Próprio de Previdência Social do Município de Palmeira (PR)
Auxiliar de Serviços Gerais (RPPS PR)
VER HISTÓRICO DE RESPOSTAS
853943141
A COR DE CADA UM

Na República do Espicha-Encolhe, cogitava-se de organizar partidos políticos por meio de cores.

Uns optaram pelo partido rosa, outros pelo azul, houve quem preferisse o amarelo, mas vermelho não podia ser. Também era permitido escolher o roxo, o preto com bolinhas e finalmente o branco.

– Este é o melhor – proclamaram uns tantos. – Sendo resumo de todas as cores, é cor sem cor, e a gente fica mais à vontade.

Alguns hesitavam. Se houvesse o duas-cores, hem? Furta-cor também não seria mau. Idem, o arco-íris. Havia arrependidos de uma cor, que procuravam passar para outra. E os que negociavam: só adotariam uma cor se recebessem antes 100 metros de tecido da mesma cor, que não desbotasse nunca.

– Justamente o ideal é a cor que desbota – sentenciou aquele ali. – Quando o Governo vai chegando ao fim, a fazenda empalidece, e pode-se pintá-la da cor do sol nascente.

Este sábio foi eleito por unanimidade Presidente do Partido de Qualquer Cor.

Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987). Contos plausíveis (1981). Rio de Janeiro: José Olympio, 1985, 2.ª ed., p. 17.

Com base no texto e em seus conhecimentos, assinale a alternativa INCORRETA:
A
O partido da “cor que desbota” infelizmente se parece com alguns partidos brasileiros.
B
A República do Espicha-Encolhe é um país criado pelo autor, mas que apresenta características de alguns países que de fato existem, como o Brasil.
C
O sábio que foi eleito como Presidente do Partido de Qualquer Cor era um político de princípios nobres e que defendia ideias muito bem definidas.
D
O texto apresenta vários partidos políticos, representados por cores.
E
Algumas pessoas passavam a fazer parte de um partido quando recebiam algo em troca, como 100 metros de tecido.