{"id":1811957,"date":"2026-09-30T09:46:36","date_gmt":"2026-09-30T12:46:36","guid":{"rendered":"https:\/\/concursos.estrategia.com\/portal\/?p=1811957"},"modified":"2026-09-30T09:46:38","modified_gmt":"2026-09-30T12:46:38","slug":"informativo-stf-1230-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/concursos.estrategia.com\/portal\/informativo-stf-1230-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1230 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_8NpF40192zw\"><div id=\"lyte_8NpF40192zw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/8NpF40192zw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><button tabindex=\"0\" class=\"play\"><\/button><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/8NpF40192zw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/8NpF40192zw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"h-1-nbsp-nbsp-a-doenca-que-valia-ponto-e-a-que-nao-valia\" class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;&nbsp; A DOEN\u00c7A QUE VALIA PONTO E A QUE N\u00c3O VALIA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional, por violar a igualdade, <strong>a norma estadual que s\u00f3 computa, para promo\u00e7\u00e3o do militar, o per\u00edodo em servi\u00e7os leves quando a enfermidade decorre do servi\u00e7o<\/strong>: militares com as mesmas limita\u00e7\u00f5es, tarefas e carga hor\u00e1ria <strong>n\u00e3o podem ser tratados de modo distinto pela causa do adoecimento<\/strong>, tamb\u00e9m \u00e0 luz da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.903\/CE, Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cabo Godines, da PM cearense, adoeceu e passou anos em servi\u00e7os leves, trabalhando a mesma carga hor\u00e1ria dos colegas na mesma condi\u00e7\u00e3o. Na hora da promo\u00e7\u00e3o, descobriu a pegadinha da lei local: o tempo em servi\u00e7os leves contava como servi\u00e7o arregimentado para quem adoecera por causa da farda, e n\u00e3o contava para quem, como ele, adoecera por outra raz\u00e3o. Dois militares na mesma mesa, com as mesmas tarefas, um somando pontos e o outro n\u00e3o, separados s\u00f3 pelo laudo de origem da doen\u00e7a. Pode isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 42, \u00a7 1\u00ba, e 142, \u00a7 3\u00ba, X; Lei cearense n. 15.797\/2015, art. 6\u00ba, \u00a7 10, II<\/strong> <em>(a lei estadual espec\u00edfica disciplina a carreira dos militares estaduais, inclusive promo\u00e7\u00f5es; o dispositivo exclu\u00eda do tempo arregimentado o per\u00edodo em servi\u00e7os leves, salvo enfermidade motivada pelo servi\u00e7o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A margem de conforma\u00e7\u00e3o estadual sobre promo\u00e7\u00f5es exige correla\u00e7\u00e3o l\u00f3gica entre a distin\u00e7\u00e3o criada e a finalidade da norma; tratamento diferenciado na carreira militar pede fundamento objetivo, ligado \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es ou \u00e0 hierarquia, nunca discrimina\u00e7\u00e3o sem justificativa racional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O crit\u00e9rio caiu porque a pr\u00f3pria lei computava atividades administrativas, cess\u00f5es e at\u00e9 atua\u00e7\u00e3o em entidades associativas, o que desmonta o argumento da experi\u00eancia operacional; e, para o militar cuja limita\u00e7\u00e3o configure defici\u00eancia, a distin\u00e7\u00e3o afronta a igualdade de oportunidades da CDPD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd Modula\u00e7\u00e3o: efeitos a partir da ata, preservados os Quadros de Acesso homologados e as promo\u00e7\u00f5es feitas; o per\u00edodo pret\u00e9rito em servi\u00e7os leves entra nos processos de promo\u00e7\u00e3o em curso e futuros. Ca\u00edram, por arrastamento, as Notas Administrativas do Subcomando-Geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O requisito do servi\u00e7o arregimentado tem l\u00f3gica de caserna: promove-se quem acumulou viv\u00eancia operacional, <strong>e o tempo em fun\u00e7\u00f5es leves mediria menos dessa viv\u00eancia<\/strong>, justificativa que soa razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Por\u00e9m, o mesmo tempo em servi\u00e7os leves valia ou n\u00e3o valia <strong>conforme a doen\u00e7a tivesse vindo da farda ou da vida<\/strong>, com tarefas, hor\u00e1rios e limita\u00e7\u00f5es id\u00eanticos nos dois casos; e a lei ainda computava cess\u00f5es e trabalho em associa\u00e7\u00f5es, atividades t\u00e3o distantes da rua quanto qualquer fun\u00e7\u00e3o leve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Sem correla\u00e7\u00e3o entre o <em>discr\u00edmen<\/em> e a finalidade, a igualdade decide, e a camada internacional refor\u00e7a: <strong>para limita\u00e7\u00f5es que configurem defici\u00eancia, a CDPD garante ascens\u00e3o profissional em igualdade de oportunidades<\/strong>; a modula\u00e7\u00e3o preservou as promo\u00e7\u00f5es consumadas e mandou computar o per\u00edodo nos processos em andamento e futuros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao c\u00f4mputo, para a promo\u00e7\u00e3o do militar estadual, do per\u00edodo trabalhado em regime de servi\u00e7os leves:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) pode ser condicionado \u00e0 origem da enfermidade, prestigiada a experi\u00eancia operacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) n\u00e3o admite distin\u00e7\u00e3o pela causa do adoecimento entre militares em id\u00eantica situa\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) vale para as promo\u00e7\u00f5es por merecimento, afastado nas promo\u00e7\u00f5es por antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) restringe-se aos quadros de pra\u00e7as, livres os oficiais do requisito arregimentado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) depende de per\u00edcia que confirme o nexo causal entre a doen\u00e7a e a atividade militar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A experi\u00eancia operacional era pretexto desmentido pela pr\u00f3pria lei, que computava cess\u00f5es e atividades administrativas; o crit\u00e9rio da origem da doen\u00e7a n\u00e3o guarda correla\u00e7\u00e3o com a finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Correta. Quem cumpre id\u00eanticas tarefas e jornada, sob a mesma limita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode somar pontos diferentes pela causa do adoecimento; a distin\u00e7\u00e3o caiu por ofensa \u00e0 igualdade, com refor\u00e7o da CDPD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. Nenhum corte entre antiguidade e merecimento foi criado; a inconstitucionalidade atinge o crit\u00e9rio em si, seja qual for a modalidade de promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. O dispositivo tratava do Quadro de Acesso Geral, sem o recorte sugerido; a r\u00e9gua da igualdade vale para a carreira toda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A per\u00edcia de nexo causal era exatamente o filtro discriminat\u00f3rio invalidado; provado ou n\u00e3o o v\u00ednculo com o servi\u00e7o, o per\u00edodo conta.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional, por violar o princ\u00edpio da igualdade, norma estadual que, para fins de promo\u00e7\u00e3o na carreira militar, condiciona o c\u00f4mputo do per\u00edodo trabalhado em servi\u00e7os leves \u00e0 origem da enfermidade que resultou na limita\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal atribui \u00e0 lei estadual espec\u00edfica a disciplina das situa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da carreira dos militares estaduais, inclusive dos crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o, consideradas as peculiaridades de suas atividades (CF\/1988, arts. 42, \u00a7 1\u00ba, e 142, \u00a7 3\u00ba, X). Essa margem de conforma\u00e7\u00e3o legislativa, contudo, deve observar o princ\u00edpio da igualdade, de modo que as distin\u00e7\u00f5es adotadas possuam correla\u00e7\u00e3o l\u00f3gica com a finalidade da norma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a validade do tratamento diferenciado na carreira militar depende da exist\u00eancia de fundamento objetivo e funcionalmente relacionado \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es exercidas ou \u00e0 estrutura hier\u00e1rquica da corpora\u00e7\u00e3o. Assim, a autonomia estadual para fixar crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza discrimina\u00e7\u00f5es desprovidas de justificativa racional e incompat\u00edveis com o valor profissional do militar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a legisla\u00e7\u00e3o estadual computava como servi\u00e7o arregimentado o per\u00edodo trabalhado em servi\u00e7os leves quando a enfermidade decorresse da atividade militar, mas exclu\u00eda esse mesmo per\u00edodo quando a doen\u00e7a tivesse outra origem. O crit\u00e9rio mostrou-se incompat\u00edvel com a finalidade do requisito, pois militares submetidos \u00e0s mesmas limita\u00e7\u00f5es funcionais, que cumpriam id\u00eantica carga hor\u00e1ria e desempenhavam as mesmas tarefas, recebiam tratamento distinto unicamente em raz\u00e3o da causa do adoecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria lei admitia o c\u00f4mputo de atividades administrativas, cess\u00f5es, exerc\u00edcio em entidades associativas e outras situa\u00e7\u00f5es alheias \u00e0 atividade operacional, circunst\u00e2ncia que afastava a alega\u00e7\u00e3o de que a exclus\u00e3o seria necess\u00e1ria para aferir experi\u00eancia na atividade-fim. Para o militar cuja limita\u00e7\u00e3o se enquadre no conceito de defici\u00eancia, a diferencia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contraria o direito \u00e0 igualdade de oportunidades e \u00e0 ascens\u00e3o profissional assegurado pela Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu da a\u00e7\u00e3o direta apenas quanto ao art. 6\u00ba, \u00a7 10, II, da Lei n\u00ba 15.797\/2015 do Estado do Cear\u00e1 (2) e, nessa extens\u00e3o, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do dispositivo e, por arrastamento, das Notas Administrativas n\u00ba 117\/2023 e n\u00ba 1.241\/2023 do Subcomando-Geral da Pol\u00edcia Militar do Estado do Cear\u00e1, na parte em que determinavam a exclus\u00e3o, do servi\u00e7o arregimentado, do per\u00edodo em que o militar trabalhou em situa\u00e7\u00e3o de aptid\u00e3o para servi\u00e7os leves. Por fim, a decis\u00e3o produzir\u00e1 efeitos a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, preservados os Quadros de Acesso homologados e as promo\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 essa data, devendo o per\u00edodo pret\u00e9rito em servi\u00e7os leves ser computado nos processos de promo\u00e7\u00e3o em curso e futuros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedentes citados: RE 1.530.083 (Tema 1.388 RG), ADI 7.777, ADI 4.912 e ADI 6.595.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n\u00ba 15.797\/2015 do Estado do Cear\u00e1: \u201cArt. 6\u00ba Para fins de promo\u00e7\u00e3o por antiguidade e merecimento, deve o militar figurar no Quadro de Acesso Geral, cujo ingresso requer o preenchimento dos seguintes requisitos, cumulativamente: (&#8230;) \u00a7 10. No tempo arregimentado do \u00a7 9.\u00ba, n\u00e3o se computar\u00e1: (&#8230;) II &#8211; o per\u00edodo em que o militar estiver trabalhando na situa\u00e7\u00e3o de apto para servi\u00e7os leves, salvo quando se tratar de enfermidade motivada pelo servi\u00e7o, no pleno desempenho da atividade militar estadual, devidamente justificada em procedimento administrativo, a cargo da Corpora\u00e7\u00e3o;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 7.903\/CE, relator Ministro Cristiano Zanin, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-2-a-hierarquia-enxuta-da-pm-gaucha\" class=\"wp-block-heading\">2. A HIERARQUIA ENXUTA DA PM GA\u00daCHA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional a norma estadual que <strong>estrutura as carreiras da pol\u00edcia militar e do corpo de bombeiros conforme as peculiaridades locais<\/strong>, com hierarquia mais simplificada: a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para normas gerais (CF, art. 22, XXI) <strong>n\u00e3o exclui a suplementa\u00e7\u00e3o estadual<\/strong>, respeitadas as diretrizes da Lei Org\u00e2nica Nacional (Lei n. 14.751\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.855\/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rio Grande do Sul organiza sua Brigada Militar e seus bombeiros por leis complementares de 1997 que adotam uma pir\u00e2mide hier\u00e1rquica mais enxuta que a tradicional. Com a chegada da Lei Org\u00e2nica Nacional das pol\u00edcias militares, em 2023, questionou-se no Supremo se o desenho ga\u00facho ainda cabia no figurino federal, j\u00e1 que normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Uni\u00e3o. Padroniza\u00e7\u00e3o nacional significa regime uniforme para todos os estados?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 22, XXI; Lei n. 14.751\/2023<\/strong> <em>(compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o, efetivos, material b\u00e9lico, garantias, convoca\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias militares e corpos de bombeiros; a Lei Org\u00e2nica Nacional tra\u00e7a as diretrizes das corpora\u00e7\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda Norma geral n\u00e3o esgota a mat\u00e9ria: os estados suplementam a disciplina conforme os interesses locais (linha da ADI 4.059), e o regime jur\u00eddico dos militares estaduais comporta conforma\u00e7\u00e3o pela autonomia federativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A hierarquia simplificada das leis ga\u00fachas de 1997 \u00e9 op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima, compat\u00edvel com as diretrizes da Lei n. 14.751\/2023; as duas leis complementares estaduais foram declaradas constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Leis org\u00e2nicas nacionais despertam o mesmo temor em todo ente federado: <strong>a r\u00e9gua federal engolir d\u00e9cadas de organiza\u00e7\u00e3o local<\/strong>, obrigando cada corpora\u00e7\u00e3o a se redesenhar no molde \u00fanico de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O sistema constitucional trabalha com duas camadas, e cada qual no seu tamanho. A Uni\u00e3o fixa o esqueleto comum das corpora\u00e7\u00f5es; <strong>a carne local \u00e9 dos estados, que conhecem suas peculiaridades<\/strong>, e pir\u00e2mide hier\u00e1rquica mais enxuta \u00e9 escolha que cabe nessa camada suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Entre o desenho ga\u00facho e as diretrizes da lei nacional, o exame concreto n\u00e3o encontrou choque, <strong>e compatibilidade material encerra a discuss\u00e3o federativa<\/strong>: as leis de 1997 seguem de p\u00e9, agora com atestado expresso de validade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a lei estadual que organiza a pol\u00edcia militar e o corpo de bombeiros com estrutura hier\u00e1rquica simplificada, ap\u00f3s a Lei Org\u00e2nica Nacional:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) \u00e9 inv\u00e1lida, esgotada pela lei federal a disciplina da organiza\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) depende de autoriza\u00e7\u00e3o expressa do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) vale interinamente, at\u00e9 que a Uni\u00e3o edite o modelo organizacional obrigat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) usurpa a compet\u00eancia municipal sobre os servi\u00e7os locais de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) \u00e9 constitucional, suplementa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima que respeita as diretrizes nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. Norma geral convive com a suplementa\u00e7\u00e3o; a lei federal tra\u00e7a diretrizes, n\u00e3o o organograma exaustivo de cada corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Autoriza\u00e7\u00e3o ministerial n\u00e3o \u00e9 requisito de validade de lei estadual; a quest\u00e3o se resolve na reparti\u00e7\u00e3o constitucional de compet\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. N\u00e3o h\u00e1 interinidade: a estrutura local vale por for\u00e7a pr\u00f3pria, no espa\u00e7o que a Constitui\u00e7\u00e3o reserva aos estados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. Munic\u00edpios n\u00e3o organizam pol\u00edcias militares; o debate corre entre Uni\u00e3o e estados, no eixo do art. 22, XXI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Correta. A hierarquia enxuta \u00e9 op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima da autonomia estadual, compat\u00edvel com a Lei n. 14.751\/2023, como reconheceu a unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-0\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2013 por n\u00e3o afrontar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o dos militares estaduais (CF\/1988, art. 22, XXI) \u2013 norma estadual que estrutura e organiza as carreiras da pol\u00edcia militar e do corpo de bombeiros de acordo com as peculiaridades locais, respeitadas as diretrizes da respectiva Lei Org\u00e2nica Nacional (Lei n\u00ba 14.751\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para editar normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o, efetivos, material b\u00e9lico, garantias, convoca\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias militares e dos corpos de bombeiros militares (2). Contudo, a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para edi\u00e7\u00e3o de normas de car\u00e1ter geral n\u00e3o exclui a compet\u00eancia dos demais entes para suplementar tais normas em raz\u00e3o dos interesses locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, as normas questionadas \u2013 que adotam uma estrutura hier\u00e1rquica mais simplificada \u2013 refletem op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima que materializa a autonomia estadual para dispor sobre o regime jur\u00eddico dos militares estaduais e, ao mesmo tempo, organizar as corpora\u00e7\u00f5es estaduais atendendo \u00e0s peculiaridades locais e respeitando as diretrizes da respectiva Lei Org\u00e2nica Nacional (Lei n\u00ba 14.751\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o e declarou a constitucionalidade da Lei Complementar estadual n\u00ba 10.990\/1997 e da Lei Complementar estadual n\u00ba 10.992\/1997, ambas do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: ADI 4.059.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) CF\/1988: \u201cArt. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) XXI &#8211; normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o, efetivos, material b\u00e9lico, garantias, convoca\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o, inatividades e pens\u00f5es das pol\u00edcias militares e dos corpos de bombeiros militares;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 7.855\/RS, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-3-o-relator-especial-que-destrava-a-comissao-parada\" class=\"wp-block-heading\">3. O RELATOR ESPECIAL QUE DESTRAVA A COMISS\u00c3O PARADA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional, e de natureza <em>interna corporis<\/em>, <strong>a norma regimental que designa relator especial para dar parecer no lugar de comiss\u00e3o que deixou o prazo transcorrer em branco<\/strong>: o parecer \u00e9 opinativo e instrut\u00f3rio, <strong>a delibera\u00e7\u00e3o soberana permanece com o Plen\u00e1rio da Casa<\/strong>, e o mecanismo antiobstru\u00e7\u00e3o tem simetria com os regimentos da C\u00e2mara e do Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADPF 637\/SP, Rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Assembleia paulista, projeto que emperra em comiss\u00e3o silenciosa n\u00e3o morre de espera: esgotado o prazo sem parecer, o presidente da Casa designa um relator especial, deputado que opina sozinho em substitui\u00e7\u00e3o ao colegiado omisso, e a proposi\u00e7\u00e3o segue para o Plen\u00e1rio. A ADPF enxergava a\u00ed um atalho que esvaziaria as comiss\u00f5es, a proporcionalidade partid\u00e1ria e a colegialidade. O parecer de um substitui o sil\u00eancio de muitos, ou a democracia interna exige esperar quem n\u00e3o quer falar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Resolu\u00e7\u00e3o ALESP n. 576\/1970, arts. 61 e correlatos<\/strong> <em>(esgotados sem parecer os prazos da comiss\u00e3o, o presidente da Assembleia designa relator especial para opinar em substitui\u00e7\u00e3o, com prazos pr\u00f3prios e veda\u00e7\u00e3o de recair em quem j\u00e1 opinou sobre a proposi\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda Mat\u00e9ria fundada exclusivamente na interpreta\u00e7\u00e3o de normas regimentais sobre o rito interno \u00e9 <em>interna corporis<\/em>, fora da aprecia\u00e7\u00e3o judicial; o Judici\u00e1rio s\u00f3 interv\u00e9m diante de viola\u00e7\u00e3o direta e aut\u00f4noma a regra constitucional do processo legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O relator especial atua de modo subsidi\u00e1rio e excepcional, com parecer meramente opinativo, sem poder decis\u00f3rio; colegialidade, proporcionalidade partid\u00e1ria e qu\u00f3rum ficam preservados, porque quem delibera \u00e9 o Plen\u00e1rio. Mecanismos an\u00e1logos existem no Regimento da C\u00e2mara dos Deputados e no Regimento Comum do Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Comiss\u00e3o parlamentar parada \u00e9 ferramenta pol\u00edtica conhecida: sem parecer, o projeto n\u00e3o anda, <strong>e a minoria que domina um colegiado pode engavetar sem votar<\/strong>, vit\u00f3ria silenciosa que dispensa argumento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Contra o engavetamento, o regimento paulista criou v\u00e1lvula de escape que n\u00e3o rouba poder de ningu\u00e9m. O relator especial apenas opina, <strong>e opini\u00e3o n\u00e3o substitui delibera\u00e7\u00e3o, que segue inteira com o Plen\u00e1rio<\/strong>, onde a proporcionalidade dos partidos e o qu\u00f3rum operam com for\u00e7a total.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Duas \u00e2ncoras completaram o julgamento de improced\u00eancia: a natureza <em>interna corporis<\/em> da disciplina puramente regimental, que fecha a porta do controle judicial sem ofensa constitucional direta, <strong>e o espelho federal do mesmo rem\u00e9dio nos regimentos da C\u00e2mara e do Congresso<\/strong>, que preveem exatamente o mesmo rem\u00e9dio para a mesma doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a norma regimental que autoriza a designa\u00e7\u00e3o de relator especial para opinar em substitui\u00e7\u00e3o a comiss\u00e3o parlamentar omissa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) \u00e9 constitucional, mecanismo antiobstru\u00e7\u00e3o de natureza <em>interna corporis<\/em> que preserva o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) \u00e9 inv\u00e1lida, por transferir a um \u00fanico parlamentar a compet\u00eancia deliberativa do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) viola a proporcionalidade partid\u00e1ria assegurada na composi\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) s\u00f3 se admite mediante previs\u00e3o na constitui\u00e7\u00e3o estadual, insuficiente o regimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) sujeita-se a controle judicial amplo, dada a repercuss\u00e3o externa do rito legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Correta. O parecer substitutivo \u00e9 opinativo e instrut\u00f3rio; a delibera\u00e7\u00e3o permanece com o Plen\u00e1rio, e a disciplina regimental interna escapa ao controle judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Nada se delibera pelo relator especial; ele destrava a pauta com uma opini\u00e3o, e o colegiado maior decide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A proporcionalidade opera na forma\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es e na vota\u00e7\u00e3o em Plen\u00e1rio; o mecanismo subsidi\u00e1rio n\u00e3o a atinge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. Organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhos internos \u00e9 mat\u00e9ria tipicamente regimental, campo pr\u00f3prio da autonomia da Casa Legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. Sem viola\u00e7\u00e3o direta a regra constitucional do processo legislativo, o rito interno \u00e9 insindic\u00e1vel; foi essa a moldura aplicada.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-1\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2013 e possui natureza <em>interna corporis<\/em> \u2013 norma regimental que prev\u00ea a designa\u00e7\u00e3o de relator especial para emitir parecer em substitui\u00e7\u00e3o a comiss\u00f5es parlamentares que deixam transcorrer in albis o prazo para manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia, fundada exclusivamente na interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de normas regimentais que disciplinam os ritos internos de tramita\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es legislativas, constitui mat\u00e9ria <em>interna corporis<\/em> insuscet\u00edvel de aprecia\u00e7\u00e3o judicial (1). Em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, \u00e9 vedado ao Judici\u00e1rio intervir na organiza\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o dos trabalhos das Casas Legislativas quando n\u00e3o caracterizada viola\u00e7\u00e3o direta e aut\u00f4noma \u00e0 regra constitucional pertinente ao processo legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a figura do relator especial possui atua\u00e7\u00e3o estritamente subsidi\u00e1ria e excepcional, voltada a suprir a in\u00e9rcia de comiss\u00e3o parlamentar que deixa transcorrer in albis o prazo regimental sem emitir parecer. Por ostentar natureza meramente opinativa e instrut\u00f3ria, sem poder decis\u00f3rio conclusivo ou definitivo, a emiss\u00e3o do parecer substitutivo n\u00e3o transfere a compet\u00eancia deliberativa da Casa e preserva integralmente os princ\u00edpios da colegialidade, da representa\u00e7\u00e3o proporcional dos partidos e do qu\u00f3rum de maioria, haja vista que a delibera\u00e7\u00e3o soberana sobre a mat\u00e9ria permanece reservada ao Plen\u00e1rio. Trata-se de mecanismo antiobstru\u00e7\u00e3o leg\u00edtimo, destinado a assegurar a celeridade e a continuidade dos trabalhos legislativos, em simetria com solu\u00e7\u00f5es procedimentais adotadas pelos Regimentos da C\u00e2mara dos Deputados (2) e do Congresso Nacional (3).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental para reconhecer a constitucionalidade dos arts. 61, 71, \u00a7 2\u00ba, 165, II, 183, \u00a7 1\u00ba, 227, \u00a7 1\u00ba, 253, \u00a7 5\u00ba, e 257, par\u00e1grafo \u00fanico, da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 576, de 26.06.1970, da Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo (4).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedentes citados: ADI 6.968, ADI 5.683, ADI 7.649 e RE 1.297.884 (Tema 1.120 RG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados: \u201cArt. 52. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba A Comiss\u00e3o poder\u00e1, mediante requerimento de um ter\u00e7o de seus membros, aprovado pela maioria absoluta da respectiva composi\u00e7\u00e3o plen\u00e1ria, incluir mat\u00e9ria na Ordem do Dia para aprecia\u00e7\u00e3o imediata, independentemente do disposto nos par\u00e1grafos anteriores, desde que publicada e distribu\u00edda em avulsos ou c\u00f3pias. N\u00e3o havendo parecer, o Presidente designar\u00e1 Relator para proferi-lo oralmente no curso da reuni\u00e3o ou at\u00e9 a reuni\u00e3o seguinte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Regimento Comum do Congresso Nacional: \u201cArt. 20. Esgotado o prazo destinado aos trabalhos da Comiss\u00e3o, sem a apresenta\u00e7\u00e3o do parecer, este dever\u00e1 ser proferido oralmente, em plen\u00e1rio, por ocasi\u00e3o da discuss\u00e3o da mat\u00e9ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (4) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 576\/1970, da Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo: \u201cArt. 61. Esgotados, sem parecer, os prazos concedidos \u00e0 Comiss\u00e3o, o Presidente da Assembleia designar\u00e1 Relator Especial para dar parecer em substitui\u00e7\u00e3o ao da Comiss\u00e3o, fixando-lhe prazo de acordo com o regime de tramita\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba &#8211; A designa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita obrigatoriamente, de of\u00edcio, dentro das 24 horas seguintes ao t\u00e9rmino do prazo, nos casos em regime de urg\u00eancia ou de prioridade. \u00a7 2\u00ba &#8211; A requerimento de qualquer Deputada ou Deputado, poder\u00e1 ser designado Relator Especial para as proposi\u00e7\u00f5es em regime de tramita\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria. \u00a7 3\u00ba &#8211; N\u00e3o sendo atendida a requisi\u00e7\u00e3o, o Presidente da Assembleia comunicar\u00e1 o fato ao Plen\u00e1rio e ordenar\u00e1 a restaura\u00e7\u00e3o do processo. \u00a7 4\u00ba &#8211; A designa\u00e7\u00e3o de Relator Especial n\u00e3o poder\u00e1 recair em Deputada ou Deputado que j\u00e1 tenha emitido parecer sobre a mesma proposi\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Art. 71. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba &#8211; O Presidente da Assembleia devolver\u00e1 \u00e0 Comiss\u00e3o ou ao Relator Especial o parecer escrito que n\u00e3o atenda \u00e0s exig\u00eancias deste artigo, para o fim de ser devidamente redigido. (&#8230;) Art. 165. Ser\u00e1 despachado pelo Presidente e publicado em resumo no \u2018Di\u00e1rio da Assembleia\u2019 o requerimento escrito que solicite: (&#8230;) II &#8211; a designa\u00e7\u00e3o de Relator Especial para proposi\u00e7\u00e3o com os prazos para parecer esgotados nas Comiss\u00f5es; (&#8230;) Art. 183. As proposi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o apreciadas e decididas pelo Plen\u00e1rio num \u00fanico turno de discuss\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba &#8211; Os projetos que receberem parecer contr\u00e1rio, quanto ao m\u00e9rito, de todas as Comiss\u00f5es, ser\u00e3o tidos como rejeitados, salvo se o parecer for de Relator Especial. (&#8230;) Art. 227. (&#8230;) \u00a7 1\u00ba &#8211; Na falta de pronunciamento da Comiss\u00e3o, no prazo do artigo 53, inciso I e par\u00e1grafo \u00fanico, o Presidente da Assembleia, de of\u00edcio, nomear\u00e1 Relator Especial, que dever\u00e1 desincumbir-se do seu encargo at\u00e9 o dia imediato ao da designa\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Art. 253. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba &#8211; O prazo para a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Reda\u00e7\u00e3o emitir seu parecer ser\u00e1 de 10 dias. \u00a7 5\u00ba &#8211; Expirado o prazo dado \u00e0 Comiss\u00e3o, sem que esta haja emitido parecer, o Presidente da Assembleia, de of\u00edcio, ou a requerimento de qualquer Deputada ou Deputado, nomear\u00e1 Relator Especial, que ter\u00e1 o prazo de 5 dias para opinar sobre a mat\u00e9ria. (&#8230;) Art. 257. Se da vota\u00e7\u00e3o resultar qualquer modifica\u00e7\u00e3o no texto da proposta, esta voltar\u00e1 \u00e0 Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Reda\u00e7\u00e3o, para, no prazo de 2 dias, redigir o vencedor. Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Expirado esse prazo sem que a Comiss\u00e3o haja emitido seu parecer, o Presidente da Assembleia, de of\u00edcio, ou a requerimento de qualquer Deputada ou Deputado, nomear\u00e1 Relator Especial, que ter\u00e1 igual tempo para o mesmo fim.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 637\/SP, relator Ministro Fl\u00e1vio Dino, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-4-a-greve-dos-onibus-e-o-socorro-por-aplicativo\" class=\"wp-block-heading\">4. A GREVE DOS \u00d4NIBUS E O SOCORRO POR APLICATIVO<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional a lei municipal que, em greve com frota abaixo do m\u00ednimo, <strong>autoriza a contrata\u00e7\u00e3o emergencial de operadores de aplicativo (OTTCs) para socorrer a popula\u00e7\u00e3o<\/strong> (CF, art. 30, V); s\u00e3o inconstitucionais, por invadir as normas gerais de licita\u00e7\u00e3o (art. 22, XXVII), <strong>a compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das despesas com cr\u00e9ditos da concession\u00e1ria e a relicita\u00e7\u00e3o por caducidade sem o devido processo<\/strong> da Lei n. 8.987\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADPF 1.284\/MA, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a greve na concession\u00e1ria de transporte p\u00fablico Lotaforte deixasse menos de 60% da frota de coletivo urbano nas ruas de S\u00e3o Lu\u00eds, a lei municipal armava tr\u00eas gatilhos: o prefeito poderia contratar, em car\u00e1ter emergencial, os aplicativos de transporte para carregar a popula\u00e7\u00e3o; descontaria a conta dessa opera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos que o Munic\u00edpio devesse \u00e0 concession\u00e1ria; e ficaria autorizado a abrir nova licita\u00e7\u00e3o, dando o contrato por caducado. Socorrer o passageiro, punir a empresa e trocar de concession\u00e1ria, tudo na mesma lei. Quanto disso cabe na caneta de um munic\u00edpio?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 22, IX, XI e XXVII, e 30, V; Lei n. 12.587\/2012, art. 4\u00ba, X; Leis n. 14.133\/2021 e n. 8.987\/1995<\/strong> <em>(a Uni\u00e3o legisla privativamente sobre tr\u00e2nsito, transporte e normas gerais de licita\u00e7\u00e3o; o munic\u00edpio organiza e presta o transporte coletivo local; o transporte remunerado privado individual por aplicativo integra a pol\u00edtica nacional de mobilidade; a caducidade da concess\u00e3o exige procedimento pr\u00f3prio, art. 38, \u00a7\u00a7 2\u00ba a 4\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A contrata\u00e7\u00e3o emergencial de OTTCs n\u00e3o cria categoria nova de transporte: usa modalidade j\u00e1 contemplada no ordenamento nacional como instrumento de continuidade de servi\u00e7o essencial, dentro da compet\u00eancia municipal, observadas estritamente as normas gerais de licita\u00e7\u00e3o e contratos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de despesas com cr\u00e9ditos da concession\u00e1ria inova em regime sancionat\u00f3rio que s\u00f3 a legisla\u00e7\u00e3o federal pode criar: penalidade exige inadimplemento imput\u00e1vel e devido processo administrativo, e as cl\u00e1usulas econ\u00f4mico-financeiras do contrato n\u00e3o se alteram sem concord\u00e2ncia do contratado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A relicita\u00e7\u00e3o embutida tratava a queda da frota como caducidade autom\u00e1tica; a Lei n. 8.987\/1995 condiciona a extin\u00e7\u00e3o ao cumprimento de etapas pr\u00f3prias, com exame de excludentes de responsabilidade, e greve dos empregados n\u00e3o equivale, por si, a inexecu\u00e7\u00e3o imput\u00e1vel \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A cidade parada por uma greve de \u00f4nibus \u00e9 o pesadelo administrativo perfeito, e a resposta legislativa veio em pacote: <strong>socorro imediato pelo aplicativo, conta na fatura da concession\u00e1ria e amea\u00e7a de perder o contrato<\/strong>, um arranjo com enorme apelo popular e tr\u00eas naturezas jur\u00eddicas diferentes escondidas dentro dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A primeira pe\u00e7a sobreviveu porque joga no campo certo. Garantir transporte \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em emerg\u00eancia \u00e9 o miolo da compet\u00eancia municipal do art. 30, V, <strong>e chamar os aplicativos n\u00e3o inventa modalidade nova<\/strong>, apenas mobiliza o transporte privado individual que a pol\u00edtica nacional de mobilidade j\u00e1 reconhece; a ressalva \u00e9 operacional, com a contrata\u00e7\u00e3o seguindo as normas gerais de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A segunda pe\u00e7a caiu por criar san\u00e7\u00e3o de bolso pr\u00f3prio. Reter ou compensar cr\u00e9ditos contratuais como castigo pela greve <strong>\u00e9 modalidade punitiva que n\u00e3o existe nas leis federais de licita\u00e7\u00f5es e concess\u00f5es<\/strong>, \u00fanicas fontes poss\u00edveis dessas regras gerais; penalidade pressup\u00f5e inadimplemento imput\u00e1vel, processo administrativo e respeito ao equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro, nada disso presente no desconto autom\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A terceira pe\u00e7a caiu pelo atalho na morte do contrato. Caducidade \u00e9 extin\u00e7\u00e3o com liturgia pr\u00f3pria, <strong>advert\u00eancias, processo, exame de excludentes, decis\u00e3o fundamentada<\/strong>; a lei municipal convertia a frota abaixo de 60% em gatilho autom\u00e1tico de relicita\u00e7\u00e3o, ignorando que greve dos empregados pode nem ser inexecu\u00e7\u00e3o imput\u00e1vel \u00e0 concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O saldo pr\u00e1tico para gestores e concession\u00e1rias ficou n\u00edtido: o socorro emergencial por aplicativo \u00e9 ferramenta v\u00e1lida em qualquer munic\u00edpio, <strong>mas puni\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o contratual continuam presas ao figurino federal<\/strong>, com processo, defesa e imputabilidade demonstrada; legislar atalho local para isso \u00e9 inconstitucionalidade certa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a lei municipal que, na greve com frota m\u00ednima descumprida, autoriza contratar aplicativos, compensar as despesas com cr\u00e9ditos da concession\u00e1ria e relicitar o servi\u00e7o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) \u00e9 integralmente constitucional, express\u00e3o da compet\u00eancia municipal sobre o transporte local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) \u00e9 integralmente inconstitucional, por usurpar a pol\u00edtica nacional de mobilidade urbana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) vale a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, caindo a contrata\u00e7\u00e3o emergencial dos aplicativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) vale a contrata\u00e7\u00e3o emergencial; caem a compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e a relicita\u00e7\u00e3o sem processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) depende de lei estadual autorizativa, dada a titularidade regional do transporte coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A compet\u00eancia do art. 30, V, sustenta o socorro emergencial, mas n\u00e3o alcan\u00e7a san\u00e7\u00f5es e extin\u00e7\u00e3o contratual, mat\u00e9rias das normas gerais federais de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. A contrata\u00e7\u00e3o de OTTCs foi validada justamente por se encaixar na modalidade de transporte privado individual j\u00e1 prevista na Lei n. 12.587\/2012, sem categoria nova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. \u00c9 o espelho invertido do decidido: o socorro pelo aplicativo ficou de p\u00e9, e a compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica caiu como san\u00e7\u00e3o sem amparo federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Correta. O Plen\u00e1rio separou as tr\u00eas pe\u00e7as: emerg\u00eancia validada na compet\u00eancia municipal; desconto autom\u00e1tico e caducidade-rel\u00e2mpago derrubados por invadirem o art. 22, XXVII, e o rito do art. 38 da Lei n. 8.987\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. O transporte coletivo urbano \u00e9 servi\u00e7o de interesse local, do pr\u00f3prio munic\u00edpio; nenhuma intermedia\u00e7\u00e3o estadual foi exigida.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-2\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2013 e n\u00e3o invade compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre tr\u00e2nsito e transporte e sobre diretrizes da pol\u00edtica nacional de transportes (CF\/1988, art. 22, IX e XI) \u2013 dispositivo de lei municipal que autoriza o Poder Executivo correspondente, em car\u00e1ter excepcional e emergencial, a contratar Operadores de Tecnologia de Transportes Credenciados (OTTCs) e outros servi\u00e7os de transporte para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, possibilitando a contrata\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos de aplicativo, como alternativa, durante movimentos grevistas dos empregados de concession\u00e1rias do servi\u00e7o p\u00fablico nos quais haja o comprometimento da circula\u00e7\u00e3o m\u00ednima da frota de transporte coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre o preceito questionado e a disciplina estabelecida pela Lei n\u00ba 12.587\/2012, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana, pois os OTTCs atuam na intermedia\u00e7\u00e3o ou no agenciamento do servi\u00e7o de transporte privado de passageiros por meio de plataformas digitais; portanto, inserem-se no conceito da modalidade de transporte remunerado privado individual de passageiros, contemplada no ordenamento nacional (art. 4\u00ba, X).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma impugnada n\u00e3o desborda da compet\u00eancia municipal para organizar e prestar o servi\u00e7o de transporte p\u00fablico local (CF\/1988, art. 30, V), uma vez que n\u00e3o institui nova categoria de transporte e apenas viabiliza a utiliza\u00e7\u00e3o dos OTTCs como instrumento destinado a garantir a continuidade de um servi\u00e7o p\u00fablico essencial. No entanto, a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pelo poder p\u00fablico deve observar, de forma estrita, as normas gerais que regem as licita\u00e7\u00f5es e os contratos administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2013 por invadir compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o (CF\/1988, art. 22, XXVII) \u2013 dispositivo de lei municipal que prev\u00ea a possibilidade de o ente federativo (i) compensar despesas decorrentes da contrata\u00e7\u00e3o emergencial anteriormente referida com eventuais cr\u00e9ditos devidos \u00e0 empresa concession\u00e1ria prestadora do servi\u00e7o p\u00fablico de transporte coletivo urbano; ou (ii) realizar nova licita\u00e7\u00e3o para a concess\u00e3o do aludido servi\u00e7o p\u00fablico na municipalidade, caso a concession\u00e1ria contratada n\u00e3o mantenha percentual m\u00ednimo da frota de transporte durante a greve de seus empregados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A disciplina das san\u00e7\u00f5es em contratos administrativos encontra fundamento na compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de licita\u00e7\u00f5es e contratos, mat\u00e9ria regida pelas Leis n\u00ba 14.133\/2021 (Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contratos Administrativos) e n\u00ba 8.987\/1995 (Lei das Concess\u00f5es de Servi\u00e7os P\u00fablicos). Embora a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica detenha prerrogativas para fiscalizar a execu\u00e7\u00e3o contratual, aplicar penalidades e, em casos extremos, extinguir unilateralmente o v\u00ednculo, esses poderes n\u00e3o s\u00e3o ilimitados. Al\u00e9m disso, a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades exige a comprova\u00e7\u00e3o de inadimplemento contratual imput\u00e1vel \u00e0 concession\u00e1ria e a observ\u00e2ncia do devido processo administrativo, com garantia dos postulados constitucionais do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A reten\u00e7\u00e3o de valores como san\u00e7\u00e3o em caso de greve inova no regime jur\u00eddico dos contratos administrativos. Mostra-se indevida a edi\u00e7\u00e3o de norma local ou a pr\u00e1tica de ato unilateral que estabele\u00e7a modalidades sancionat\u00f3rias n\u00e3o previstas na legisla\u00e7\u00e3o federal de reg\u00eancia, a exemplo de reten\u00e7\u00f5es ou compensa\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas de cr\u00e9ditos contratuais. Soma-se a isso que as cl\u00e1usulas econ\u00f4mico-financeiras e monet\u00e1rias dos contratos n\u00e3o podem ser alteradas sem pr\u00e9via concord\u00e2ncia do contratado, e o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do ajuste deve ser preservado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A inconstitucionalidade da permiss\u00e3o de que seja realizado novo certame licitat\u00f3rio se deve ao fato de que a legisla\u00e7\u00e3o federal condiciona a validade da decreta\u00e7\u00e3o da caducidade da concess\u00e3o, forma de extin\u00e7\u00e3o contratual, \u00e0 observ\u00e2ncia de procedimento pr\u00f3prio, somente ap\u00f3s o cumprimento de diversas etapas (Lei n\u00ba 8.987\/1995, art. 38, \u00a7\u00a7 2\u00ba a 4\u00ba). Em sentido diverso, o dispositivo municipal autoriza a extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do contrato caso n\u00e3o seja assegurada a circula\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, 60% da frota durante a greve, embora a conclus\u00e3o quanto \u00e0 inexecu\u00e7\u00e3o contratual n\u00e3o prescinda da verifica\u00e7\u00e3o de eventuais excludentes de responsabilidade nem possa afastar procedimento pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, (i) julgou parcialmente procedente a argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental, para declarar a inconstitucionalidade do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 127-A da Lei n\u00ba 3.430\/1996 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds\/MA, na reda\u00e7\u00e3o conferida pelo art. 1\u00ba da Lei Complementar municipal n\u00ba 7\/2025 (1), bem como do art. 2\u00ba da Lei Complementar municipal n\u00ba 7\/2025 (2); e (ii) declarou prejudicado o agravo interno interposto da decis\u00e3o que deferiu em parte a medida cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Lei Complementar n\u00ba 7\/2025 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds\/MA: \u201cArt. 1\u00ba A Lei n.\u00ba 3.430, de 31 de janeiro de 1996 passa a vigorar acrescida do art. 127-A, com a seguinte reda\u00e7\u00e3o: Art. 127-A. Fica o Poder Executivo autorizado, durante o estado de greve de funcion\u00e1rios de empresas concession\u00e1rias do servi\u00e7o p\u00fablico municipal de transporte coletivo urbano, e quando n\u00e3o for assegurada a circula\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, 60% (sessenta por cento) da frota, em car\u00e1ter excepcional e emergencial, a contratar ou autorizar Operadores de Tecnologia de Transportes Credenciados \u2013 OTTCs e outros servi\u00e7os de transporte previstos na Lei Federal n.\u00ba 12.587\/2012, para atendimento da popula\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. As despesas decorrentes da opera\u00e7\u00e3o de que trata o <em>caput<\/em> deste artigo ser\u00e3o compensadas com eventuais cr\u00e9ditos devidos pelo Munic\u00edpio \u00e0s concession\u00e1rias, a t\u00edtulo de subs\u00eddio ou outra forma de complementa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei Complementar n\u00ba 7\/2025 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds\/MA: \u201cArt. 2\u00ba Fica o Poder Executivo autorizado a realizar nova licita\u00e7\u00e3o para concess\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico de transporte coletivo urbano no Munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds, em virtude da caracteriza\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese do art. 38, <em>caput<\/em> e \u00a71\u00ba da Lei Federal n.\u00ba 8.987, de 13 de fevereiro de 1995.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 1.284\/MA, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-5-nbsp-a-estrutura-nacional-dos-quadros-militares-estaduais\" class=\"wp-block-heading\">5.&nbsp; A ESTRUTURA NACIONAL DOS QUADROS MILITARES ESTADUAIS<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o constitucionais os arts. 15 e 40, I, da Lei n. 14.751\/2023: <strong>a Uni\u00e3o pode fixar a estrutura b\u00e1sica nacional dos quadros das pol\u00edcias e bombeiros militares<\/strong> (CF, art. 22, XXI) e a regra de transi\u00e7\u00e3o para os quadros preexistentes; a op\u00e7\u00e3o do oficial oriundo de pra\u00e7a pelo Quadro de Oficiais Especialistas <strong>n\u00e3o \u00e9 provimento derivado nem gera despesa continuada<\/strong>, por ser mera readequa\u00e7\u00e3o organizacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.893\/BA, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O capit\u00e3o T\u00edcio, oficial que come\u00e7ou a vida na corpora\u00e7\u00e3o como pra\u00e7a, ganhou uma escolha com a Lei Org\u00e2nica Nacional: permanecer no quadro de origem ou migrar para o novo Quadro de Oficiais Especialistas, pe\u00e7a da estrutura b\u00e1sica que a Uni\u00e3o desenhou para as pol\u00edcias e bombeiros militares do pa\u00eds. A ADI via nisso invas\u00e3o da autonomia dos estados, despesa continuada sem estimativa de impacto e at\u00e9 promo\u00e7\u00e3o sem concurso disfar\u00e7ada de op\u00e7\u00e3o. Padronizar o esqueleto dos quadros \u00e9 usurpar ou organizar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 22, XXI, 37, II, e 167, \u00a7 7\u00ba; Lei n. 14.751\/2023, arts. 15 e 40, I; S\u00famula Vinculante 43<\/strong> <em>(a Uni\u00e3o edita normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es militares estaduais; a investidura em cargo depende de concurso, vedado o provimento derivado; despesa obrigat\u00f3ria continuada exige estimativa de impacto).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A lei federal fixou estrutura b\u00e1sica de \u00e2mbito nacional sem esgotar a organiza\u00e7\u00e3o estadual: efetivos, vagas, promo\u00e7\u00f5es e remunera\u00e7\u00e3o seguem com os estados; a regra de transi\u00e7\u00e3o s\u00f3 adapta quadros preexistentes ao novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A op\u00e7\u00e3o pelo QOE n\u00e3o \u00e9 ascens\u00e3o funcional: os destinat\u00e1rios j\u00e1 integram o oficialato, e a migra\u00e7\u00e3o entre quadros de oficiais, sem mudan\u00e7a de posto nem vantagem pecuni\u00e1ria, n\u00e3o configura o provimento derivado vedado pela S\u00famula Vinculante 43 nem cria despesa de car\u00e1ter continuado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Sempre que a Uni\u00e3o desenha estrutura para institui\u00e7\u00f5es estaduais, a fronteira das normas gerais entra em disputa: <strong>esqueleto comum ou inger\u00eancia detalhista<\/strong>, eis a pergunta que acompanha o art. 22, XXI, desde a origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A estrutura b\u00e1sica dos quadros deixa com os estados tudo o que pesa no cotidiano, <strong>efetivos, vagas, promo\u00e7\u00f5es e folha de pagamento<\/strong>, e regra de transi\u00e7\u00e3o que apenas acomoda o existente n\u00e3o mexe em dinheiro nem exige estimativa de impacto or\u00e7ament\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Da alegada burla ao concurso restou pouco diante de um detalhe: quem opta pelo QOE j\u00e1 \u00e9 oficial. <strong>Trocar de quadro sem subir de posto \u00e9 mudan\u00e7a de prateleira, n\u00e3o de carreira<\/strong>, fora do alcance da S\u00famula Vinculante 43 e do art. 37, II.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a estrutura b\u00e1sica nacional dos quadros militares estaduais e a op\u00e7\u00e3o dos oficiais oriundos de pra\u00e7a pelo Quadro de Oficiais Especialistas (Lei n. 14.751\/2023):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) invadem a autonomia estadual, esgotando a organiza\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) criam despesa obrigat\u00f3ria continuada sem a estimativa de impacto exigida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) s\u00e3o constitucionais, normas gerais que n\u00e3o esgotam a disciplina estadual nem geram provimento derivado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) configuram ascens\u00e3o funcional sem concurso, vedada pela S\u00famula Vinculante 43.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) valem para as pol\u00edcias militares, ficando exclu\u00eddos da disciplina os corpos de bombeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A lei fixa o esqueleto nacional e preserva expressamente efetivos, vagas, promo\u00e7\u00f5es e remunera\u00e7\u00e3o na compet\u00eancia dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. A transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o trata de aumentos, vagas ou vantagens; sem despesa nova, n\u00e3o incidem o art. 167, \u00a7 7\u00ba, da CF nem o art. 113 do ADCT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Correta. Estrutura b\u00e1sica \u00e9 norma geral leg\u00edtima do art. 22, XXI, e a op\u00e7\u00e3o pelo QOE \u00e9 readequa\u00e7\u00e3o entre quadros de oficiais, sem ascens\u00e3o nem posto novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. Os optantes j\u00e1 integram o oficialato; a s\u00famula veda investidura derivada em cargo diverso, n\u00e3o a reorganiza\u00e7\u00e3o interna de quem j\u00e1 \u00e9 oficial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A disciplina alcan\u00e7a as duas corpora\u00e7\u00f5es militares estaduais, pol\u00edcias e bombeiros, como diz o pr\u00f3prio art. 22, XXI.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-3\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a institui\u00e7\u00e3o, pela Uni\u00e3o, de estrutura b\u00e1sica nacional dos quadros das pol\u00edcias militares e dos corpos de bombeiros militares e de regra de transi\u00e7\u00e3o para adequa\u00e7\u00e3o dos quadros preexistentes ao novo modelo organizacional, nos termos dos arts. 15 e 40, I, da Lei n\u00ba 14.751\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, as normas impugnadas estabelecem a estrutura b\u00e1sica dos quadros das corpora\u00e7\u00f5es militares estaduais e disciplinam a adequa\u00e7\u00e3o dos quadros preexistentes ao novo modelo organizacional, assegurando aos oficiais oriundos da carreira de pra\u00e7a a op\u00e7\u00e3o pela perman\u00eancia no quadro de origem ou pela integra\u00e7\u00e3o ao Quadro de Oficiais Especialistas (QOE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Uni\u00e3o possui compet\u00eancia privativa para editar normas gerais sobre a organiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias militares e dos corpos de bombeiros militares (CF\/1988, art. 22, XXI), sem afastar a compet\u00eancia dos estados para disciplinar os aspectos espec\u00edficos de suas corpora\u00e7\u00f5es. Nesse contexto, a lei federal impugnada limitou-se a fixar uma estrutura b\u00e1sica de \u00e2mbito nacional, sem esgotar a organiza\u00e7\u00e3o estadual, preservando a compet\u00eancia dos entes federados para disciplinar os efetivos, as vagas, as promo\u00e7\u00f5es e a remunera\u00e7\u00e3o. Por sua vez, a regra de transi\u00e7\u00e3o limita-se a adequar os quadros preexistentes \u00e0 nova estrutura organizacional, sem tratar de aumentos, vagas ou vantagens pecuni\u00e1rias, motivo pelo qual n\u00e3o cria despesa obrigat\u00f3ria de car\u00e1ter continuado nem viola as exig\u00eancias de impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro previstas no art. 167, \u00a7 7\u00ba, da CF\/1988 e no art. 113 do ADCT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, a op\u00e7\u00e3o pelo QOE tamb\u00e9m n\u00e3o configura provimento derivado vedado pelo art. 37, II, da Constitui\u00e7\u00e3o ou pela S\u00famula Vinculante 43, pois os destinat\u00e1rios da norma j\u00e1 integram o oficialato, tratando-se de mera readequa\u00e7\u00e3o organizacional entre quadros de oficiais, sem ascens\u00e3o funcional ou altera\u00e7\u00e3o do posto ocupado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedentes os pedidos formulados, reconhecendo a constitucionalidade dos arts. 15 e 40, I, da Lei n\u00ba 14.751\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 7.893\/BA, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-6-amianto-nem-para-exportar\" class=\"wp-block-heading\">6. AMIANTO NEM PARA EXPORTAR<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional a lei estadual que autoriza <strong>a extra\u00e7\u00e3o e o beneficiamento de amianto crisotila para fins exclusivos de exporta\u00e7\u00e3o<\/strong>: o banimento nacional da subst\u00e2ncia protege sa\u00fade, trabalho e meio ambiente, <strong>e o destino externo do min\u00e9rio n\u00e3o afasta o dano de quem o extrai e manuseia aqui<\/strong>; sem qu\u00f3rum, n\u00e3o houve modula\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 6.200\/GO, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, maioria na cautelar e unanimidade no m\u00e9rito, julgamento virtual finalizado em 18\/9\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois que o Supremo baniu o amianto crisotila no pa\u00eds inteiro, Goi\u00e1s, dono das minas, tentou uma sobrevida por lei estadual: a Cavafundo Minera\u00e7\u00e3o poderia seguir extraindo e beneficiando o min\u00e9rio, contanto que cada grama fosse para o exterior. O produto n\u00e3o adoeceria brasileiro nenhum porque seria consumido l\u00e1 fora. Mas quem tira o amianto da terra, quem o ensaca e quem respira o p\u00f3 do transporte at\u00e9 o porto. Veneno proibido para uso interno vira mercadoria aceit\u00e1vel quando o comprador mora longe?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 196, 200, VIII, e 225; Lei goiana n. 20.514\/2019<\/strong> <em>(a sa\u00fade \u00e9 direito de todos; ao SUS compete colaborar na prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente do trabalho; todos t\u00eam direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado; a lei estadual autorizava extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento do crisotila para exporta\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda O STF j\u00e1 reconhecera a proibi\u00e7\u00e3o de extra\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do amianto crisotila em todo o territ\u00f3rio nacional (ADI 3.470 e ADI 3.937), \u00e0 vista dos estudos cient\u00edficos sobre os malef\u00edcios da subst\u00e2ncia e da inefic\u00e1cia das medidas de controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A explora\u00e7\u00e3o voltada s\u00f3 ao mercado externo n\u00e3o escapa da compreens\u00e3o proibitiva: extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento acontecem aqui, com dano ao ambiente e \u00e0 sa\u00fade de quem entra em contato com o mineral; a equidade intergeracional e a sustentabilidade conformam o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A cautelar cassou a tutela antecipada que mantinha a opera\u00e7\u00e3o (ACP da Subse\u00e7\u00e3o de Urua\u00e7u); no m\u00e9rito, a lei caiu por unanimidade, e a proposta de modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ou o qu\u00f3rum do art. 27 da Lei n. 9.868\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O argumento econ\u00f4mico de Goi\u00e1s n\u00e3o era desprez\u00edvel no papel: minas em atividade, empregos na regi\u00e3o, <strong>e um produto que, vendido s\u00f3 ao exterior, pouparia o consumidor brasileiro<\/strong>, restando ao estado o lucro e ao comprador estrangeiro o risco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O mapa do dano derruba a geografia da tese. Entre a mina e o navio existem o mineiro, o ensacador, o motorista e a poeira que n\u00e3o l\u00ea contrato de exporta\u00e7\u00e3o, <strong>todos expostos aqui, onde a subst\u00e2ncia \u00e9 proibida<\/strong>; o banimento nacional cobre a cadeia inteira, da extra\u00e7\u00e3o \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o fez ressalva de destino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Vender ao exterior o que se reconhece venenoso demais para uso interno ainda esbarra num constrangimento \u00e9tico que o julgado registrou pela via da precau\u00e7\u00e3o e da equidade intergeracional: <strong>o desenvolvimento que a Constitui\u00e7\u00e3o protege \u00e9 o sustent\u00e1vel<\/strong>, e n\u00e3o h\u00e1 sustentabilidade em economia de exporta\u00e7\u00e3o de dano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Sem modula\u00e7\u00e3o por falta de qu\u00f3rum, a inconstitucionalidade opera desde j\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o estadual para extrair e beneficiar amianto crisotila com destino exclusivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) \u00e9 v\u00e1lida, pois o banimento nacional alcan\u00e7a o consumo interno, n\u00e3o o com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) \u00e9 inconstitucional, abrangido pelo banimento nacional tamb\u00e9m o min\u00e9rio com destino externo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) vale mediante controle sanit\u00e1rio refor\u00e7ado das normas regulamentadoras do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) depende de tratado internacional que autorize o pa\u00eds importador a receber a subst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) foi mantida com modula\u00e7\u00e3o, preservadas as opera\u00e7\u00f5es em curso at\u00e9 a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A proibi\u00e7\u00e3o firmada pela Corte cobre extra\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o, sem exce\u00e7\u00e3o de destino; o dano ocorre onde se extrai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Correta. Quem tira, beneficia e transporta o mineral se exp\u00f5e aqui, e a lei goiana caiu por unanimidade, na linha das ADIs 3.470 e 3.937.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A inefic\u00e1cia das medidas de redu\u00e7\u00e3o e controle foi premissa do banimento; nenhuma NR transforma a atividade em segura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. O consentimento do importador n\u00e3o cura a les\u00e3o dom\u00e9stica \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente; o problema \u00e9 interno, n\u00e3o diplom\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ou o qu\u00f3rum legal; a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade produz efeitos sem ressalva de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-4\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2013 por violar os postulados constitucionais de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, ao trabalho e ao meio ambiente \u2013 norma estadual que autoriza, em seu territ\u00f3rio, a extra\u00e7\u00e3o e o beneficiamento de amianto crisotila para fins exclusivos de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A extra\u00e7\u00e3o mineral e o tratamento de amianto crisotila (amianto branco) contrap\u00f5em os vetores constitucionais do desenvolvimento econ\u00f4mico e do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, cuja conjuga\u00e7\u00e3o deve conformar um crescimento pautado na sustentabilidade, al\u00e9m de refletir um prudente e precavido escopo de equidade intergeracional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), torna-se imperativo reconhecer a proibi\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o, da industrializa\u00e7\u00e3o, da utiliza\u00e7\u00e3o e da comercializa\u00e7\u00e3o do amianto crisotila em todo o territ\u00f3rio nacional, especialmente ap\u00f3s estudos cient\u00edficos retratarem os malef\u00edcios da subst\u00e2ncia e a inefic\u00e1cia das tentativas de redu\u00e7\u00e3o e controle de seus efeitos nocivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, mesmo a explora\u00e7\u00e3o destinada exclusivamente \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de n\u00e3o se desvincular da compreens\u00e3o proibitiva firmada por este Tribunal, det\u00e9m um car\u00e1ter altamente prejudicial ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e \u00e0 sa\u00fade das pessoas que entrem em contato com o mineral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, confirmou a medida cautelar concedida para cassar a decis\u00e3o que deferiu o pedido de tutela antecipada na A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica n\u00ba 1002022-72.2021.4.01.3505 (Vara Federal \u00danica da Subse\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de Urua\u00e7u). Em seguida, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei n\u00ba 20.514\/2019 do Estado de Goi\u00e1s (2). Por fim, deixou de modular os efeitos da decis\u00e3o por n\u00e3o ter alcan\u00e7ado o qu\u00f3rum previsto no art. 27 da Lei n\u00ba 9.868\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedentes citados: ADI 3.470 e ADI 3.937.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n\u00ba 20.514\/2019 do Estado de Goi\u00e1s: \u201cArt. 1\u00ba Fica autorizado no Estado de Goi\u00e1s a extra\u00e7\u00e3o e o beneficiamento do amianto da variedade crisotila em todo o territ\u00f3rio do Estado de Goi\u00e1s. \u00a7 1\u00ba O amianto extra\u00eddo descrito no <em>caput<\/em> deste artigo servir\u00e1 exclusivamente para exporta\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio, seguindo os padr\u00f5es e normas internacionais de transporte. \u00a7 2\u00ba As empresas respons\u00e1veis pela extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio e respectivo transporte tamb\u00e9m dever\u00e3o obedecer a todas as normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a do trabalhador, constantes das correspondentes Normas Regulamentadoras (NRs). Art. 2\u00ba Esta Lei ter\u00e1 validade enquanto houver capacidade de extra\u00e7\u00e3o de lavra ou disponibilidade do min\u00e9rio citado no art. 1\u00ba. Art. 3\u00ba O Poder Executivo, no prazo m\u00e1ximo de 180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da publica\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 emitir regulamenta\u00e7\u00e3o sobre esta Lei e as atividades relacionadas ao amianto crisotila no Estado de Goi\u00e1s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 6.200\/GO, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 18.09.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">***<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/09\/30094551\/stf-info-1230.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-dad4ecd9-d660-49a6-9009-7444b38f4826\" 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