O artigo “Padrão oculto das bancas” visa analisar como conhecer a forma de cobrança das bancas examinadoras de concurso, como a CEBRASPE, pode ajudar candidatos na preparação e execução das provas, pelo concurseiro.
Conhecer o edital da prova, e sua previsão de disciplinas e conteúdo delas é importante. Mas pode não bastar, para concursos públicos.
Cada banca examinadora possui maneiras peculiares de escrever seus enunciados, questões e alternativas. De exigir conceitos e aplicações práticas, cobrança na prova discursiva e até mesmo no jeito de aplicar as famosas pegadinhas em prova.
Dessa forma, não é importante saber apenas “o que cai” na prova. Também é bem importante saber o “como” cai o conteúdo do edital, e isso é o que o artigo chama de padrão oculto.
Dando início à análise do tema padrão oculto das bancas, aborda-se que as pegadinhas também seguem um padrão oculto.
Essa informação sobre as pegadinhas é importante, pois é com as pegadinhas que a banca desempata notas de candidatos, testa eles, e às vezes os derruba.
Cada banca tem uma maneira de fazer pegadinhas, estruturas específicas. Ao reconhecer essas estruturas, o concurseiro para a encarar a pegadinha de maneira mais analítica, e não com desconfiança ou confiança excessivas.
A CEBRASPE usa generalizações, inversões e exceções com termos como: sempre, somente, todo, nenhum. Confundem a possibilidade com obrigação. A alternativa começa certa, com um desfecho incorreto.
Já a FGV trabalha com enunciados longos e entre as cinco alternativas, apresenta duas que aparentam ser muito corretas, apesar de serem diferentes.
E a FCC faz as cinco alternativas praticamente iguais e vai mudando partes do texto como requisitos, prazos, condições, valores, competências ou efeitos jurídicos.
Seguindo com a temática padrão oculto das bancas, aborda-se o uso de provas anteriores para mapear o padrão oculto da banca.
O edital revela um universo possível de cobrança. As provas anteriores revelam as prioridades da banca da prova de concurso, a frequência, profundidade e forma de cobrança, de maneira mais realista.
E servem como norte para a preparação, e para deixar o candidato familiarizado na hora da prova.
Conhecer o padrão da banca ajuda a transformar o edital formal em um edital estatístico. Ao lado de cada disciplina e tópico, dá para anotar a estatística e chance de cobrança, baseado nas provas anteriores. Isso orienta onde investir mais tempo de estudos e revisar mais.
Dando continuidade com o assunto padrão oculto da banca, em tela análise do padrão oculto conforme cargo do concurso.
Não é verdade que cada banda tem um padrão único e imutável.
A cobrança varia de acordo com o nível de escolaridade, o cargo, o órgão, a área de atuação, legislação envolvida e até mesmo o perfil da instituição contratante.
Assim, para utilizar o histórico e as provas anteriores, deve-se utilizar editais anteriores comparáveis, nos quesitos cargo, escolaridade e perfil do órgão. Separando provas anteriores em grupos semelhantes, para analisar os padrões existentes da mesma banca ao estudar.
Dando seguimento ao tema padrão oculto das bancas, seguem dicas de como utilizar o padrão como estratégia.
Para conhecer o padrão oculto das bancas, resolva provas completas da banca que você quer conhecer melhor.
Com essas resoluções, atente-se para os erros que você mais costuma cometer e os classifique, como por exemplo conteúdo, interpretação, distração, desconhecimento de exceções e excesso de dúvida.
Também fique atento às armadilhas da banca em questão: generalizações, inversões, trocas de competência, conceitos semelhantes e alternativas parcialmente corretas.
Então, faça um manual da banca, anotando itens como: temas prioritários, comandos frequentes, nível de literalidade e tipos de pegadinha.
Para quem faz provas regularmente, por exemplo um candidato à área fiscal ou controle, estadual ou municipal, concursos que podem variar a banca, os manuais de bancas pode ajudar.
Você ajusta o manual que usa, o planejamento dos estudos, de acordo com a banca da prova e antecipa a banca no jogo de xadrez que é o concurso em questão.
Finalizando o artigo “Padrão oculto das bancas”, tece-se a conclusão do artigo.
Saber o padrão oculto ajuda a estudar e executar provas. Porém o padrão oculto não deve ser utilizado como regra absoluta. A banca pode inovar, em concurso exigentes, ou com alta concorrência. Mudas o perfil de cobrança ou apresentar questões simples quando uma armadilha é esperada.
Conhecer o padrão oculto da banca serve para facilitar, mas não se deve usar como dogma. Atenção para o padrão oculto, e também para quebra dele nas provas.
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